Grupo 1_D
Carolina Vital (15)
Carolina Rosa (16)
Mariana Palmieri (36)
Gabriela Bastos (23)
Tatiana Hanada (44)
Julia Alves (29)

A1 - História


Vídeo a respeito da semana de arte moderna de 1922:

https://www.youtube.com/watch?v=51wBYVybzGA


A Semana de Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo "novo", marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse.

A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais. As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras. Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalista,se fosse nos dias de hoje não teria o mesmo impactom, pois nos dias de hoje o estranho é moda e todos querem ter e ver.


Componentes do vídeo: Carolina Rosa, Gabriela Bastos e Tatiana Hanada.
Texto por: Julia Alves.

B1 - Português


Primeira parte

SEMANA DE ARTE MODERNA
A Semana de Arte Moderna ocorreu em São Paulo em 1922. Muitos artistas brasileiros voltaram da Europa com um contexto artístico diferente, modernista. Eles queriam renovar a produção artística em todas as áreas, criar uma arte essencialmente brasileira, embora com sintonias das vanguardas europeias.

A Semana aconteceu em um momento de agitações políticas econômicas, sociais e culturais, no qual os intelectuais se viram num momento em que precisavam abandonar os valores estéticos antigos para dar lugar a um estilo contraio. Porém nem todos pensavam dessa maneira, a Semana de Arte Moderna trouxe um estranhamento muito forte e não foi acolhida pelos tradicionais paulistas. A artista Anita Malfatti vinha trazendo a arte inovada desde 1917, quando realizou a primeira exposição modernista brasileira, nessa exposição ela foi bastante criticada pelo escritor Monteiro Lobato o que levou as pessoas a devolverem as obras da artista.

Embora tenha sido alvo de muitas críticas, o evento cultural foi ganhando sua importância histórica com o passar do tempo. O movimento continuou a expandir-se, pelos movimentos: Movimento Pau-Brasil, Verde-Amarelismo, entre outros.

Por Carolina Vital e Carolina Rosa


Segunda parte

Os Sapos (Manoel Bandeira)
Enfunando os papos,

Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...
Terceira parte

Video Os sapos- Manuel Bandeira
https://www.youtube.com/watch?v=VlMxYcyYmTg&feature=youtu.be


Feito por Gabriela Bastos e Tatiana Hanada


Análise sobre o poema "Os Sapos", lido na Semana de Arte Moderna.

Com o intuito de provocar o estilo parnasiano, na época a escola literária que fazia o gosto dos brasileiros, é feita a leitura do poema de Manuel Bandeira que obviamente foi criticada ferrenhamente pelo público. O texto inicia-se com uma referência do poeta à vaidade dos parnasianos quando cita a palavra “enfunando” que tem o mesmo sentido de “encher-se”, “inflar-se”, no entanto, neste texto o significado mais cabível seria o “enfunar-se” de orgulho, de vaidade.
Ao longo do poema, o eu-lírico constrói a crítica ao parnasiano e a sua estética,

” Diz: – Meu cancioneiro
É bem martelado. “

E ironiza o modo perfeito de se fazer arte.

“Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.”

No trecho acima o poeta faz um zombaria com o primor que os parnasianos têm em compor rimas, inclusive, em rimar termos cognatos, ou seja, termos que possuem a mesma classe gramatical já que para o parnasiano rimar termos cognatos não é sinônimo de sofisticação, pois as rimas não são consideradas ricas.

Além de ressaltar a estética parnasiana de forma sarcástica,

“Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.”

Manuel Bandeira também faz uma alusão irônica aos poemas que valorizam a descrição dos objetos e da escultura clássica.
“Brada em um assomo


O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo”.



Exemplos de poesia parnasianas que mantêm esta valorização dos objetos clássicos são “Profissão de fé”, de Olavo Bilac e “Vaso Grego”, de Alberto Oliveira. Seguem alguns trechos:
(…)

“Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.”

(“Profissão de fé“)

(…)

“Esta, de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de os deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.”

(…)

(“Vaso Grego”)

Além do conteúdo temático, o poeta faz algumas construções estruturais que dão sentido ao tema. Uma destas construções é o uso de aliterações em “p” e “b” e as assonâncias em “u” e “a” que remetem o som do pulo dos sapos, assim como, o jogo de palavras em ” Não foi! – Foi! – Não foi!” que faz analogia ao coaxar dos sapos.
Entretanto, o poeta moderno não utiliza a forma como meio de compor o tema, mas também, como forma de compor a ironia temática presente no texto. Por exemplo, a composição de todos os versos com a mesma métrica (cinco sílabas) faz parte da proposta parnasiana. No entanto, o poema é criado em redondilhas menores, isto é, a forma mais simples de se compor as sílabas poéticas, o que para os parnasianos é inaceitável, já que eles louvavam a sofisticação e não a simplicidade.
Outro aspecto estrutural que zomba dos aspectos requintados da escola parnasiana é uso das quadras ou quartetos, formas consideradas populares, contrastando, desse modo, com as formas sofisticadas, tais como, o soneto que é muito prezado no parnasianismo.
Esta popularidade da quadra se torna mais evidente na última estrofe cujos últimos versos fazem alusão a uma cantiga popular brasileira.

“ Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio…”



Logo, o poema “Os sapos” faz uma crítica contundente ao parnasianismo de modo irônico e sarcástico, valendo-se do tema e da própria forma poética na construção poética.

Por Julia Alves.



A1 - Artes Visuais


Surrealismo


O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo, reunindo artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo e posteriormente expandido para outros países. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Seus representantes mais conhecidos são Max Ernst, René Magritte, Joan Miró e Salvador Dalí no campo das artes plásticas, André Breton na literatura e Luis Buñuel no cinema.

Este movimento possui algumas características obrigatórias para um quadro poder pertencer a tal movimento, tais características são:

➼ Pintura com elementos surreais
➼ Formas baseadas na fantasia (sonhos, inconsciente)
➼ Busca da perfeição do desenho e das cores, dentro da dimensão do imaginário
➼ Impressão espacial, possuindo ilusões ópticas
➼ Dissociação entre imagens e legendas, conjugadas para construção de cenas de sonho ou de ironia.

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Nesta obra, pode-se observar a distorção de elementos que deveriam ser sólidos, mas que na verdade estão derretendo. Isso mostra a característica surreal e imaginária na obra.

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A ideia de sonho e inconsciente estão presentes nesta obra devido a uma árvore na verdade não ter tronco e ter uma escada em sey lugar, dando uma ideia de surreal e impossível. Uma coisa possível apenas em sonhos.


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Tendo sido adotada a característica de ilusionismo, ilusão de ótica nesta obra, pode-se identifica-la como surrealista.

Por Julia Alves e Mariana

B1 - Artes Cênicas



Vídeo sobre o movimento expressionista:

https://www.youtube.com/watch?v=HMIA114tEQ4

Componentes do Vídeo: Carolina Rosa, Gabriela Bastos e Tatiana Hanada.

C1 - Música

Música futurista

-Os futuristas adicionaram as suas músicas características antes não consideradas musicais, como os ruídos. Um dos maiores precursores desse movimento na área musical foi Luigi Russolo, que acreditava que a música deveria representar a sociedade que a compôs e no caso da sociedade da época, as máquinas representavam bastante seu cotidiano. Seguindo esse pensamento, Russolo criou o manifesto futurista que defendia suas idéias em relação a música, que deveria ser composta por uma infinidade de sons citados por ele. Para reproduzir os sons desejados, o músico inventou um aparelho batizado de intonarumori, com alavancas que ao manipuladas produziam som.
-Luigi Russolo
Luigi Russolo (1885 Portogruaro (Veneto) - 1947 Cerro di Lavenio) foi um pintor e compositor Italiano futurista e o autor da L'Arte dei Rumori (A arte do ruído) (1913) e Musica Futurista. Acreditava que a vida contemporânea era demasiado ruidosa e que os ruidos deveriam ser utilizados para música. Inventou e construiu instrumentos que chamou intonarumori (intonadores de barulho). Todos os exemplares originais dos intonarumori foram destruídos na II guerra mundial.

1) http://www.youtube.com/watch?v=VHLmitA3o6g


Música : O Despertar de Uma Cidade
Compositor: Luigi Russolo
Instrumento: Entoarumor ( Este invento destinou-se à produção de sons ou ruidos modificados através da emissão de sua entonação dinâmica, como o da Música Concreta e Eletrônica, da qual Luigi Russolo foi um dos principais precursores)
Características: predominância de ruídos e é uma música dinâmica.

2) http://www.youtube.com/watch?v=wmfaukOrV0o

Música: Serenata
Compositor: Luigi Russolo
Instrumentos: No caso dos concertos de Russolo seus ruídos foram apresentados por 29 instrumentos, sendo 3 ditos, auladores, 3 rugidores, 3 crepitadores, 3 para estridências, 3 zumbadores, 3 gorgeteadores, 2 tronadores, 1 sibilador, 4 grasnadores e 4 chilrreadores. De todos os instrumentos inventados por Russolo somente sobreviveram os auladores e os crepitadores, que foram utilizados na construção do Entoarumor.
Características: predominância de ruídos e é uma música dinâmica.

3) https://www.youtube.com/watch?v=_6pzNhUj-Zs

Música: La Pioggia
compositor: Luigi Russolo e seu irmão ( Antonio Russolo)
Instrumentos: Soprano, piano e intonarumori
Características:
predominância de ruídos e é uma música dinâmica.

Por Tatiana Hanada e Gabriela Bastos