Grupo 8_F

Frederico Beck , 17,
Gustavo Libório, 20,
Pedro Costa, 35,
Pedro Henrique, 36,
Teodoro Kowalski, 41,
Victor Araujo, 43.

1 A perspectiva histórica no início do séc. XX e a arte

====O modernismo começa no começo do século XX, em meio à forte industrialização das cidades e à duas guerras mundiais. As vanguardas surgem quando o homem começa à se questionar sobre herança cultural do século XIX, querendo romper com os velhos padrões e criar uma arte característica do novo século. O modernismo não teve uma "data de nascimento", foi surgindo lentamente com o redescobrimento da arte por parte de diversos artistas. As vanguardas foram a maneira que o homem do começo do século XX achou para quebrar com o clássico, romper com o estilo antigo de se fazer arte, dando um novo horizonte para as criações artísticas. Cada uma das vanguardas traz sua peculiaridade, pois foram criadas em momentos diferentes da história e carregam um significado próprio, uma identidade.
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O movimento modernista chega ao Brasil em um contexto agitado, com o fim da República Velha. o tenentismo e diversas revoltas e lutas pelo país. Em 1917, Anita Malfatti expõe suas obras vanguardistas no Brasil, e é duramente criticada por Monteiro Lobato, que se apresenta pouco aberto à essa nova maneira de se fazer arte. Posteriormente, isso serviu como impulso para um evento que iria mudar a concepção brasileira sobre arte: A Semana de Arte Moderna. Esse evento foi o início da consolidação do modernismo na sociedade brasileira. Instaurada a mentalidade modernista no povo brasileiro, surgem obras de grande importância, Oswald de Andrade lança o "Manifesto Antropofágico", Tarsila do Amaral pinta o quadro "Abaporu".






2 Movimentos de vanguarda artística no séc. XX


O século XX foi de grande produção artística na música, no teatro e nas artes visuais. Em todas áreas houve movimentos, muito interligados, chamados de vanguardas. Esses movimento representaram o que havia de inovador e moderno na Arte do séc. XX. Foram movimentos de vanguarda comuns a todas as áreas o Expressionismo e o Futurismo. Na música, houve também o Neo-classicismo, o Impressionismo e o Dadaísmo. Nas artes plásticas, o Cubismo, o Fauvismo, o Dadaísmo, o Surrealismo e o Abstratismo. Todos movimentos tiveram em comum, fosse no Cubismo das artes plásticas, fosse no Expressionismo musical ou o Futurismo no teatro, a busca por uma nova visão, uma nova interpretação e uma nova perspectiva, mais livre, para o criar artístico.

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Casas de L'Estaque, George Braque. Uma obra cubista moderna.


2.1 O Expressionismo na música

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Ao leito de morte, Edvard Munch. Uma obra expressionista.

O expressionismo musical, de modo análogo às artes visuais, foi marcado por uma mudança temática em direção dos anseios individuais. O tema das obras passa às sensações, aos medos, às angústias, às previsões do artista e algumas vezes à valorização do grotesco. O expressionismo se desenvolveu no início do século XX, em um período notável por suas instabilidades políticas e a concorrência imperialista que resultaria na primeira guerra mundial. Esse contexto histórico permite entender o motivo da mudança temática, uma vez que se tornaram prementes as questões do cerne humano, como sua natureza e os limites de suas ações, expressos no horror da guerra. A fragilização do homem dentro da sociedade fez aflorar as dúvidas quanto à existência e a resposta de suas angústias nos artistas.Quanto as inovações nos elementos musicais, o expressionismo foi marcado pela quebra total com a música precedente (em muitos momentos com a música tonal) e a busca por composições livres das interferências musicais da harmonia tonal. Sendo assim, as obras expressionistas apresentam sonoridades dissonantes e melodias atonais, como reflexo da quebra com a tradição. Essas características tornaram a música desse período muito estranha ao ouvido acostumado à música tonal, e houve rejeição das músicas por parte do público.Um dos grandes nomes do expressionismo foi Arnold Schoenberg, que promoveu o movimento como seu objetivo pessoal. Dois outros compositores notáveis são Anton Webern e Alban Berg. Esses compositores, especialmente Schoenberg, que desenvolveram a prática do serialismo após a atonalidade simples. O serialismo é uma maneira de organizar o material musical de acordo com séries, a fim de evitar a repetição de notas e garantir a atonalidade na obra. Um exemplo de serialismo é o dodecafonismo, que é uma maneira de compor sem repetir uma nota antes de esgotar todas outras existentes.

A peça ao lado é o quarteto para cordas n° 2, feita por Schoenberg no ano 1908, executado pelo Margaret Price and the LaSalle Quartet. A peça, apesar de ser um quarteto para cordas, possui a presença de uma voz feminina, que canta um texto do poeta alemão Stefan George, e tem a célebre frase “"Ich fuhle luft von anderem planeten..." (Eu sinto o ar de um outro planeta...). Essa obra, especialmente o quarto movimento, é considerada a primeira música atonal da história. Isso é evidenciado pela falta de escolha por um tom melódico e harmônico, que leva o autor a utilizar o sistema cromático durante a música, seja na melodia ou na harmonia. Essa atonalidade é estranha ao ouvido acostumado à harmonia convencional e transmite o sentimento de angústia e uma temática ligada ao transtorno, por sua dissonância, ambos elementos conectados à estética expressionista.



O prelúdio da suíte para piano, op. 25, de Schoenberg, é uma obra expressionista datada do ano de 1921, e é uma peça que usa os princípios do dodecafonismo. Dentro do movimento de ruptura da estética tonal, essa música utiliza séries de doze notas distintas, de maneira puramente cromática, a fim de garantir a atonalidade. A obra rompe também com o ritmo convencional, sendo bastante sincopado e irregular. Nessa obra também está presente a sonoridade que é elemento característico do expressionismo. É importante reparar que as obras dodecafônicas e serialistas são músicas de certo modo experimentais, pois inovam dentro da organização dos sons, se distinguindo inclusive de muitas outras músicas expressionistas.



A terceira peça da obra “Cinco Peças para Orquestra, Op. 16”, que foi composta por Arnold Schoenberg, em 1909, e é conhecida por suas linha melódicas que foram distribuídas entre diversos timbres, o que conferia à música uma textura, o que Schoenberg chamou de cores. A melodia e a harmonia da música são de pouca variação, para dirigir a atenção para as mudanças de timbres que são parte essencial da peça. O nome da peça, “Manhã de verão em um lago: Cores dos Acordes”, remonta uma obra programática, entretanto sua composição se afasta do tema proposto pelo nome e busca a exploração do caráter tímbrico nas melodias. Em seus elementos musicais, é uma obra expressionista por sua a atonalidade.



2.2 Picasso e o Cubismo nas artes plásticas


O Cubismo teve seu início quando Pablo Picasso terminou seu quadro “As Senhoritas de Avignon” no ano de 1907, o que foi considerado o marco de início para esse movimento.
Esse movimento não se liga a interpretação da natureza ou com sua semelhança, seu valor consiste em si mesma, para exprimir a sua expressão de ideia. É portanto, considerada uma arte mental. Para se desvincular a natureza, os artistas decompõe a figura em pequenos detalhes, em planos que serão estudados em si mesmos não na visão total do volume. Com isso, o objeto pode ser visto de vários pontos de vista diferentes, o que faz com que a perspectiva convencional e a linha de contorno sejam rompidas. Uma característica marcante desse movimento é a utilização de formas geométricas nas obras e a simplificação da forma. O cubismo apresenta duas principais etapas que uma denomina-se Cubismo Analítico, e a outra, Cubismo Sintético.




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2.3 Influências expressionistas no cinema e nas artes cênicas





3 A Literatura moderna da primeira fase e a Semana de Arte Moderna

A Semana de Arte Moderna foi um movimento cultural com o objetivo de transformar o contexto cultural do Brasil , na literatura , na música , na arquitetura e nas artes plásticas. O intuito era criar uma arte essencialmente brasileira , porém em sintonia com as novas tendências européias.
Na literaura , entre diversos acontecimentos sociais , a Semana de Arte Moderna , surgiu como marco cultural de um novo movimento literário , o Modernismo. Os objetivos eram romper com o academicismo literário e com a gramática normativa , ou seja , liberdade na expressão de idéias e de formas (versos livres) , pontuação subjetiva ou em certos casos a sua ausência e a presença da linguagem coloquial e vulgar.

3.1 ''Poética'',de Manuel Bandeira


3.2 "Poética", de Manuel Bandeira, e as teses do Modernismo


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Manuel Bandeira, com o poema “Poética”, desenvolveu uma reunião das teses e das orientações ideológicas do Modernismo literário da primeira fase. Essas teses estão presentes de maneira lírica e poetizada, como, por exemplo, nos versos: “Estou farto do lirismo comedido/Do lirismo bem comportado” e “Quero antes o lirismo dos loucos/O lirismo dos bêbedos”. Esses versos e o poema demonstram o ideal de ruptura temática modernista, se distanciando dos temas nobres românticos e parnasianos em prol de algo mais real e belo, tanto esteticamente ideal quanto conectado à realidade. A expressão “estou farto” exprime o fastio dos modernos quando tratavam da pompa de seus predecessores.