Grupo 7_J
Anna Luiza Barbosa (05)
Gabriel Guedes (14)
Jeferson Lisboa (20)
Luiza Moreira (28)
Maria Eduarda Fernandes (30)
Raphael Rando (37)


PORTUGUÊS


Semana de Arte Moderna

A semana de Arte Moderna foi um movimento cultural, que ocorreu em São Paulo em 1922, e marcou a solidificação do Modernismo no Brasil.
Participavam artistas Pré-Modernistas e Modernistas, como Oswaldo e Mário de Andrade, Anita Malfatti, Heitor Villa-Lobos, entre outros. O evento foi conturbado, pois ocorreu em um momento onde o mundo todo vivia uma série de conflitos, como a Política do Café-com-Leite, no Brasil, e a Segunda Guerra Mundial.
Por alguns artistas brasileiros era falado que o Brasil era muito atrasado culturalmente e outros eram influenciados apenas pelas vanguardas européias, trazendo assim a necessidade de uma cultura nacionalista e exclusivamente brasileira. Além desses fatores, os artistas queriam a ruptura com o passado, a rejeição ao conservadorismo que era muito presente tanto na literatura como nas artes. A Semana de Arte Moderna é considerada o momento definidor do que nós conhecemos como cultura brasileira nos dias atuais.







Poética - Manuel Bandeira

O poema “poética” de Manuel Bandeira marca a estética modernista, e isso é bem perceptível. É possível reconhecer isso através de sua estrutura poética, em que se utiliza versos livres, de reiterações, abandono das metrificações e também propõe o abandono ao tradicional.
Em versos como:
“Estou farto do lirismo comedido...
Estou farto do lirismo que pára...
Estou farto do lirismo namorador...”
O eu lírico deixa bem claro sua insatisfação com o “tradicional“, ele quer inovação e mudança, quer a liberdade (“não quero mais saber do lirismo que não é libertação). O poeta também incorpora elementos estereotipados das estéticas anteriores para ironizá-las, utilizando expressões cientificas e imagens típicas do cotidiano moderno. Pode-se perceber também que no verso o autor manifesta seu desagrado com os valores estéticos formais de composição, típicos da estética parnasiana, em que a rigidez controla a criação poética e faz com que o poeta pare para verificar o vocábulo no dicionário.
Manuel Bandeira defende a necessidade da “impulsão lírica”, que utiliza a negação aos valores puristas de composição para afirmar a necessidade de uma poética de liberdade. Critica os procedimentos mecânicos adotados pelos seguidores de uma poética de ordem.
Ao mesmo tempo em que Bandeira nega valores através da repulsa, defende também uma nova ordem e estabelece uma nova proposta, em que está explícito a conscientização do fazer poético autêntico e o desejo pelo lirismo libertador. O lirismo libertador defendido por ele está dividido em duas partes: a linguística e a comportamental.

Sobre Manuel Bandeira:

Ao longo de sua carreira Manuel Bandeira escreveu diversos poemas que podem ser considerados “poéticas”, ou seja, tratam-se de fazer poesias. Tanto para mostrar pra quê a poesia serve, quanto para dizer com ela deveria ser. Ele foi o mais lírico dos poetas brasileiros. A temática cotidiana, e a melancolia associada a um sentimento de angústia, “contagiou” toda a sua obra. Soube como nenhum outro poeta, contrapor o provincianismo modernista com o universalismo da poesia.

- No nosso trabalho fizemos um vídeo tratando dos 90 anos em que o poema foi escrito, em forma de um jornal.


ARTES MUSICAIS


No dia 20 de fevereiro de 1906, ocorreu a publicação do "Manifesto Futurista", do italiano Filippo Marinetti, um poeta que expressava um ódio de coisas antigas, especialmente da tradição política e artística, originando assim o "futurismo". A vanguarda futurista é um movimento artístico literário que rejeita o moralismo e o passado e visa a exaltação ao futuro, velocidade, guerras e violência, retratando muito a mecanização.

Os músicos futuristas deviam abandonar o acadêmico e compor com liberdade para expressarem o que realmente queriam. Como resultado disso, os futuristas introduziram em suas composições diversos tipos de ruídos, para dar um fim às limitações impostas aos timbres e ruídos.

Luigi Russolo, grande compositor futurista, concluiu que a introdução de ruídos na linguagem musical era uma etapa lógica, assim, com a criação de novas idéias, criou o "Manifesto da Arte dos Ruídos", que falava sobre a incorporação de sons como: estouros, explosões, gemidos, sussurros, gritos, barulhos de animais, vozes de homens e barulhos de materiais como madeira e metal, etc. Os novos ritmos eram infinitos, entretanto havia sempre um elemento rítmico, podendo muitas vezes ser secundário.

Algumas composições futuristas são as seguintes:

''Intonarumoris" de Luigi Russolo, na qual é possível observar sons semelhantes a de uma britadeira e a de um motor de carro, cada caixa exposta no vídeo da composição representa um ruído diferente. Por ter diversos ruídos, formando um elemento rítmico secundário essa música é considerada futurista, já que essas são fortes características do futurismo musical. ( https://www.youtube.com/watch?v=BYPXAo1cOA4 )

Outra composição de Luigi Russolo é "Macchina Tipografica", na qual podemos observar barulhos do pavor da guerra, os ruídos exaltam as guerras e a violência, característica que os futuristas utilizavam muito em suas músicas. ( https://www.youtube.com/watch?v=VcHJySm7ZO0 )

Já na música "Serenata" de Antônio Russolo, há ruídos de uma britadeira em uma construção, representando a evolução da cidade que é acompanhada da mecanização. Essa evolução expressa a velocidade do desenvolvimento urbano, ou seja, a industrialização. A mecanização, a velocidade e a industrialização são elementos característicos do futurismo. ( https://www.youtube.com/watch?v=jiT0nq9jpJc )




ARTES VISUAIS


Omovimento futuristaeclodiu historicamente no dia 20 de fevereiro de 1909, sendo caracterizado como uma escola de cunho artístico e literário e dizendo que “o esplendor do mundo enriqueceu-se como uma nova beleza, a beleza da velocidade”. Ele nasceu dos princípios expostos noManifesto Futurista, publicado no periódico francês Le Figaro por Filippo Marinetti, renomado poeta italiano.
Esta corrente desprezava explicitamente e repudiavam todo padrão moral, bem como os valores que permaneceram no passado. Ela primava por um novo paradigma estético, o qual deveria seguir parâmetros fundados na celeridade temporal, no engrandecimento dos combates e, consequentemente, na recorrência à força e por esta razão foi considerado percussores do fascismo .
No Brasil este movimento marcou a trajetória deAnita Malfatti, no campo da pintura. Ela conheceu o futurismo e o próprio Marinetti em suas idas à Europa, em 1912. Embora tenham se distanciado durante a Guerra, resgataram posteriormente este precioso intercâmbio de ideia
ASemana de Arte Moderna de 1922 foi igualmente inspirada pelo Futurismo. Concepções como a rejeição ao passado, o culto do futuro, o desprezo às reproduções e o cultivo da pureza original vieram perfeitamente de encontro ao que os modernistas buscavam.

Obra do pintor: Umberto Boccioni

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Boccioni identificava sua arte com interesses modernos nos temas e na técnica. “Sinto que quero pintar o novo, o produto de nossa era industrial.”
- rompia com todos os padrões europeus
- tinha sensação de velocidade
- não tem um entendimento fácil
Obra do pintor: Luigi Russolo

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Mostra “a colisão de duas forças, a do elemento revolucionário, constituído de entusiasmo e lirismo vermelho com a força da inércia e da resistência racionaria.”

- é futurista mas não tem tanta percepção de velocidade

- utiliza cores vivas e chocantes



Obra do pintor: Giacomo Balla

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Procurou captar o dinamismo e simultaneidade com pequenas pinceladas que imitavam técnicas fotográficas. ‟

- cores mais leves

- sensação de velocidade

- sensação de movimento


ARTES CÊNICAS

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HISTÓRIA

Durante as vanguardas européias o mundo estava passando por muitos conflitos. A primeira Guerra Mundial destruiu a Europa causando um forte impacto na vida de todos que lá moravam. Outro fato marcante foi o advento da fotografia que fez os pintores da época se sentiram ameaçados pois ela representava, mais fielmente, a realidade que as pinturas.
As vanguardas surgiram, no Brasil, quando Osvaldo de Andrade voltou de uma viagem da Europa e trouxe as mudanças que estavam ocorrendo lá e o novo discurso vanguardista que dominava o cenário intelectual europeu.
O Brasil ainda era um país colonizado e completamente dependente da Europa, com o presidente querendo a transformação do Rio de Janeiro, em Paris. Ainda ocorria alternância de Minas Gerais e Sao Paulo no poder, que era conhecida como Política do Café com Leite e muita desigualdade social.
As vanguardas traziam a tentativa de uma cultura mais nacionalista, o rompimento com o tradicional, ou seja, o academissismo e a ruptura com o passado.