Grupo 7_I
Bernardo Blom n-8
Daniel Lima n-12
Henrique Guimarães n-19
João Cursino n-21
Pedro Chaves n-34
Pedro Yan n-42

1ª Parte(Historia) e B1 de artes



Em 1889, proclamou-se a república no Brasil, e nos anos seguintes, período do pré-modernismo, houve grande insatisfação popular em relação ao governo republicano, e eclodiram diferentes revoltas. A revolta da Vacina e da Chibata, além do confronto de Canudos, refletem essa crescente insatisfação. Com a 1 Guerra Mundial, a economia mundial tornou-se instável. Além disso, ocorre a Revolução Russa em 1917, que acabou por gerar no Brasil a criação do Partido Comunista, que aparecia como oposição a jovem e crescente burguesia urbana. Nesse contexto, um grupo de jovens artistas, em sua maioria desconhecidos, articulam a Semana de Arte Moderna, que promovia o rompimento com o antigo, com o ultrapassado, o academicismo europeu. Após a Semana de Arte Moderna, a economia mundial entrou novamente em crise com a Queda da Bolsa de 1929. Além disso, ocorreram outras revoltas sociais, como a do Forte de Copacabana em 1922 e a de 1924 em São Paulo, além da formação da Coluna Prestes. Estes movimentos ficaram conhecidos como tenentistas e culminaram com a Revolução de 30, que levou Getúlio Vargas ao poder. Era nesse contexto de mudanças e transformações que vivia a sociedade brasileira no período de surgimento e ascensão do Modernismo.

2ª Parte:

A1 - Futurismo

Com a intenção de gerar um efeito de dinamicidade e movimento Umberto Boccioni, autor da obra, faz uso de cores contrastantes e vibrantes, dando uma impressão de que a tela tem "vida", ou seja, ação.
Com a intenção de gerar um efeito de dinamicidade e movimento Umberto Boccioni, autor da obra, faz uso de cores contrastantes e vibrantes, dando uma impressão de que a tela tem "vida", ou seja, ação.




Com o lançamento do poema "O Manifesto Futurista" surge uma das vanguardas mais agressivas, que quebrou paradigmas tanto nas artes visuais quanto na leitura e na música. Tal movimento se opunha fortemente contra o passado, tanto no âmbito moral quanto no artístico, e glorificava as inovações no mundo moderno, a ação, a violência e a guerra. Os adeptos do futurismo eram tão simpatizantes com tais que ideias que acreditavam que a guerra e os demais valores defendidos pelo movimento eram a única maneira de sanar o mundo.

Batalla aérea sobre o golfo de Nápoles - Gerardo DottoriA imagem busca retratar uma batalha aérea e o quanto ela foi intensa. Para passar tal mensagem, o autor faz uso de traços que não fazem parte do avião em si, e sim representam o movimento deste.
Batalla aérea sobre o golfo de Nápoles - Gerardo DottoriA imagem busca retratar uma batalha aérea e o quanto ela foi intensa. Para passar tal mensagem, o autor faz uso de traços que não fazem parte do avião em si, e sim representam o movimento deste.


Muitas vezes as obras futuristas fazem menção de inovações tecnológicas presentes no cotidiano, com preferencia do carro e do avião, uma vez que essas máquinas podem ser consideradas ícones de velocidade e movimento na sociedade moderna. Os quadros futuristas fazem questão de mostrar tal velocidade e dinamicidade dessas maquinas por meio de técnicas especias.


Carro em alta velocidade - Giacomo BallaA velocidade de um carro é demonstrada na imagem por meio de uma sucessão de figuras. As linhas vibrantes reforçam tal ideia de movimento e a maneira em que estão expostas explicitam em que direção o carro está se movimentando.
Carro em alta velocidade - Giacomo BallaA velocidade de um carro é demonstrada na imagem por meio de uma sucessão de figuras. As linhas vibrantes reforçam tal ideia de movimento e a maneira em que estão expostas explicitam em que direção o carro está se movimentando.



C1 - Impressionismo


O Impressionismo surgiu no século XIX e é considerado o inicio da arte moderna. Esse movimento teve como principais representantes na música os compositores Claude Debussy e Maurice Ravel que se inspiraram no conceito da pintura impressionista e buscavam descrever imagens, procurando dar uma impressão dar uma sensação de realidade. Contrário ao romantismo, a musica de Debussy possuia harmonias, timbres instrumentais e a recombinações de conjuntos de notas escolhidas o que dava à música o efeito de algo vago e fluído.

Voiles

Voiles foi composta por Debussy para um único piano em 1909, ela é a segunda parte de um conjunto de 12 prelúdios e é uma obra caracterizada pela escala de tons inteiros, modais e pentatônica. Há também os acordes dissonantes, que se fundem formando “cadeias de acordes”. Alem disso, na textura se evidencia o rapido movimento da musica e a polifonia, que é considerada um contraste entre os timbres. "Voiles" pode ser traduzido como velas (de barco) ou como véu.

Clair de lune

Clair de lune, composta por Debussy, faz parte da Suite Bergamasque que foi escrita para um piano à quatro mãos e possui quatro movimentos: Prélude, Menuet, Clair de Lune e Passepied. Clair de lune é o mais conhecido dos movimentos sendo muito comum em filmes. A principal característica dessa obra é o ritmo inspirada na música indiana, sendo quase identica nos primeiros compassos. Porém, apesar de ser uma música modernista, a suíte, como um todo, é composta com uma sutileza conservadora vinda da antiga música francesa.

Prélude à l'après-midi d'unFaune

Prélude à l'après-midi d'unFaune significa "Preludio ao entardecer de um fauno" e é uma obra de Debussy composta em 1894, baseada em um poema de Stéphane Mallarmé. O poema conta a história de um fauno que toca sua flauta nos bosques e fica excitado com a passagem de ninfas e náiades, tentando alcançá-las em vão. Então, muito cansado e fraco, cai em sono profundo e passa a sonhar com visões onde atingia os objetivos que na realidade não conseguiu alcançar. É considerada uma obra prima da música impressionista. Debussy deu à peça o nome de "Prelúdio" porque pretendia escrever uma suíte (prelúdio, interlúdio e paráfrase final), mas não fez isso, ficando só a primeira parte. A obra costuma ser tocada por uma orquestra formada por três flautas, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes, dois fagotes, quatro cornetas de pistão, duas harpas, e instrumentos de cordas: violinos, violas, violoncelos, contrabaixos.




3ª Parte:




SEMANA DE ARTE MODERNA DE 1922



A Semana de 22 foi um evento que envolveu diversas formas de artes (literatura, música, dança e artes plásticas) e que inaugurou o movimento modernista no Brasil. Nela, encontraram-se novas ideias estéticas que buscavam romper com o teor conservador e acadêmico da arte, predominantes no país desde o século XIX. E os três dias de evento foram mais do que suficientes para esta ruptura, tanto que até hoje ainda podemos encontrar nas diferentes artes os reflexos desta semana.

A necessidade de se inovar a arte já vinha sendo discutida por artistas brasileiros - a maioria ainda pouco conhecida - há algum tempo, influenciados pelos movimentos vanguardistas europeus. Um dos principais nomes da semana, Anita Malfatti, havia inclusive realizado em 1917, a primeira exposição modernista no Brasil. Esta foi alvo de ferozes críticas de Monteiro Lobato, escritor que ficou marcado por criticar duramente o Modernismo. Porém, foi somente em 1922 que os planos saíram do papel. Patrocinada pela elite cafeicultora paulista, a semana refletiu o progresso e a industrialização que a cidade de São Paulo vivia naquele momento.

A ruptura com o passado era claramente visível nos salões do Teatro Municipal. Pinturas e esculturas que nada tinham de realistas ou naturalistas, poesias sem ritmo ou rimas e com conteúdo inovador, além de música clássica temperada com samba, maxixe e chorinho. Buscavam-se as raízes da nossa cultura indígena, africana e caipira, ao mesmo tempo em que havia um fascínio pelas máquinas e pelo progresso. A interação dos artistas com o público era constante: aplausos, vaias ou tomates; todos eram bem recebidos.

No campo da literatura, Manuel Bandeira, mesmo não tendo comparecido ao evento, teve sua poesia ‘‘Os Sapos’’ declamada, e a mesma ficou marcada como símbolo da semana e do próprio movimento modernista. Mário de Andrade foi o principal teórico e um dos principais articuladores do movimento. Sua publicação ‘‘Pauliceia Desvairada’’ foi a primeira considerada tipicamente modernista, em que reúne poesias a respeito da cidade de São Paulo. Uma delas é Ode ao Burguês, declamada durante a Semana - para o susto da plateia, alvo evidente dos versos. Seu livro ‘‘Macunaíma’’ também é de caráter modernista, tendo rompido com todos os padrões de conteúdo e com a linguagem rebuscada da literatura tradicional. Oswald de Andrade tentava pôr ao mesmo nível a cultura popular e a erudita, como pode-se perceber em sua poesia ‘‘Pronominais’’ . Ele era o mais rebelde, o mais inovador, o mais moderno dos próprios modernistas, e acabou ficando conhecido como a alma inquieta do movimento. Graça Aranha foi um dos principais idealizadores da semana e foi responsável por dar legitimidade ao jovem e desconhecido grupo modernista. Estrategicamente ali posicionado, sua presença foi fundamental para o sucesso do evento.

A Semana de 22 foi fundamental para o surgimento de uma cultura essencialmente nacional e original, preocupada em expressar a realidade brasileira; libertou a cultura brasileira da simples reprodução da cultura europeia. Ela estava inserida em todo um contexto de mudança que vivia o Brasil naquela época, juntamente com o Tenentismo, movimento de mudança política, e isto foi de grande importânciapara seu sucesso, já que havia todo um ‘‘clima’’ de renovação circulando pelas ruas. Apesar disso, vale destacar que em sua época a semana foi desconsiderada por muitos intelectuais, ainda engessados ao tradicionalismo e ao academicismo, que há tanto tempo reinavam e nunca haviam sido enfrentados dessa maneira por ninguém.

João Pedro Santos



ODE AO BURGUÊS

O Poema "Ode ao Burguês" é o nono poema da obra Paulicéia desvairada , de Mário de Andrade. No poema. Mário de Andrade critica o burguês
ironicamente e também diretamente , pode - se perceber logo pelo título , onde uso o termo ''Ode" ironizando-o , fazendo virar um termo que se traduz em ódio. Logo no começo do poema, tem se o verso "Eu insulto o burguês", onde já mostra a intenção do poema, um verso a baixo: “A digestão bem feita de São Paulo”, que fala que a burguesia representa a parte "merda" de São Paulo.

O poema caracteriza uma fase do Modernismo marcada pelo empenho na destruição de um passado literário, político e cultural que mantinha a sociedade brasileira ligada a modelos e comportamentos que vigoraram em fins do século XIX.

O poema também apresenta figuras de linguagem, como a Anáfora, que é Anáfora é a repetição da mesma palavra ou grupo de palavras no princípio de frases ou versos consecutivos. Que pode ser percebido na primeira estrofe onde o autor utiliza a palavra "homem" três vezes.