Grupo 7_F

-Integrantes:
Bruno Pereira Nº 07
Gabriel Ferreira Nº 18
Humberto Oliveira Nº 21
Mario Santa Rosa Nº 33
Pedro Ribas Nº 34
Pedro Victor Nº 38

Ato 1, História:


Parte 1, Vídeo:


Parte 2, O Mundo e as Vanguardas Artísticas no início do século XX:

Durante o final do século XIX e o início do século XX surgiram diversas tendências artísticas e literárias que retratavam a situação do mundo nessa época. Destacam-se neste período as duas Grandes Guerras e o Crash da Bolsa de New York. Estas tendências, surgidas na Europa e logo após levadas aos outros continentes, são chamadas de Vanguardas Artísticas. Este nome se deve às palavras francesas avant e garde (“em frente”, e “guarda” respectivamente). Estes movimentos foram os primeiros do modernismo, ou arte moderna. São elas: expressionismo, cubismo, fauvismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo e abstracionismo. Muitas vezes criticavam a sociedade e a situação mundial dessa época: o expressionismo especialmente era pessimista em relação à desigualdade e às guerras.

Os principais eventos que ocorreram neste período foram a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), com suas horríveis guerras em trincheiras, e as consequentes ascensões de governos fascistas e autoritários, assim como o Crash de 1929 que deixou milhões de pessoas ao redor do globo desempregadas e marginalizadas. Dez anos depois, a Segunda Grande Guerra (1939-1945) devastou a Europa e abalou o mundo, mudando a face da Terra para sempre, tendo como consequências as consolidações das democracias modernas e a formação da Organização das Nações Unidas.

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A Segunda Guerra Mundial.




No Brasil, nota-se o fim do Império e a ascensão das oligarquias regionais, com a consolidação da República Velha, que abrangeu o coronelismo e a república do café com leite. As mudanças na mentalidade do povo brasileiro causou grande questionamento acerca da República a partir da década de 1920, na chamada "Reação Republicana", que criticava as formas tradicionais de fazer política até então. Um exemplo disto foi o Tenentismo, movimento da baixa oficialidade militar contra os "vícios" da República Oligárquica.

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Movimento Tenentista.



Foi exatamente no início desta década que as vanguardas europeias foram mostradas ao povo brasileiro, que anteriormente pouco as conhecia ou as desprezavam, na chamada “Semana de Arte Moderna” (SAM). Ocorreu em São Paulo de 11 a 18 de fevereiro de 1922, no Teatro Municipal da cidade. O motivo de ter acontecido em São Paulo e não no Rio de Janeiro, que na época era o símbolo da cultur e da arte brasileira, foi devido ao dato de que São Paulo era mais conservadora. Consequentemente, a arte moderna causaria maior impacto. Nesses dias, o Teatro Municipal mostrou obras de arte, músicas e poemas de importantes artistas brasileiros vanguardistas, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Villa Lobos e Guilherme de Almeida. Estes artistas e outros queriam apresentar e incorporar a arte moderna à sociedade brasileira, rompendo com a antiga sociedade conservadora.

Apesar da semana ser considerada importantíssima para o Brasil por moldar a ideologia artísica e literária dos brasileiros ao longo do século XX, ela não teve importância alguma na época em que ocorreu (fevereiro de 1922), sendo considerada um fracasso pelos criticos da época, como Monteiro Lobato.


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A Semana de Arte Moderna de fevereiro de 1922.





Três movimentos principais se formaram após a SAM:
  • O Movimento Pau-Brasil: iniciado por Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, buscava o primitivismo e a redescoberta do Brasil inspirado nas vanguardas, a partir de uma poesia ingênua.
  • O Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta: é uma reação às intenções primitivas do Pau-Brasil, liderado por Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia e Plínio Salgado. Tem como características textos patrióticos, ufanistas e a idealização do país.
  • O Movimento Antropofágico: Criado por Oswald de Andrade, o Manifesto Antropofágico tinha como ideologia o "consumo" da arte moderna estrangeira, sua consequene digestão e transformação em algo brasileiro.

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O Manifesto Antropofágico.





Ato 2, Artes:


Parte 1, Surrealismo nas Artes Visuais:

Herdeira do dadaísmo, o surrealismo foi um movimento artístico e literário inspirado na psicanálise de Freud, que buscava uma associação com o subconsciente, encontrando o bizarro e o irracional. Para melhor retratar esse mundo, o surrealismo utilizou técnicas do realismo para apresentar cenas alucinógenas.
Em quadros surrealistas, existe a ênfase na disposição aleatória dos objetos. A exploração da mente e do inconsciente retrata o cenário que tal ser humano vive e gera a destruição da arte institucionalizada.
O artista mais renomado dessa vanguarda foi Salvador Domingo Felipe Jacinto Dali i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol, conhecido apenas como Salvador Dalí. Suas obras mais conhecidas e apreciadas são: "A Persistência da Memória", "O Grande Masturbador" e "A Criança Geopolítica Observando o Nascimento do Homem Novo".

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("A criança geopolítica observando o nascimento do homem novo"- Salvador Dali)

Ao longo de 1943, Dalí pintou um retrato de sua preocupação diante ao cenário mundial e o futuro que haveria. As características mais importantes a perceber na obra é a forma antirrealista e os objetos bizarros que Dali usou para a retratar a crise que o mundo real estava vivenciando:
No mundo irá nascer um novo homem, na América do Norte, que irá dominar a Europa. A consequência deste nascimento irá causar dor à "Mãe Terra", representada pela mulher à esquerda foto - fraca e, agora, infértil.
O cenário da imagem é dividido em três partes: passado (à direita), presente (ao centro) e futuro (à esquerda).

O crescimento de um novo homem que vem a dominar a Europa, mas esse homem irá ser o resultado de um sofrimento da mãe que o criou. O quadro reflete a perspectiva do passado/ presente/ futuro, pela divisão que o "ovo" faz do cenário.

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("O Sono" - Salvador Dali)
Nesta obras é possível observar e encontrar muitas das ideias do surrealismo, como a representação do irracional e objetos ilógicos. É possível observar também que há uma têcnica na qual o quadro foi desenhado, seguindo as técnicas de pintar, criadas durante o renascimento.

Parte 2, Expressionismo nas Artes Cênicas:

O teatro expressionista surgiu na Alemanha entre 1906 e 1923. O contexto pelo qual foi criado se deve à sociedade burguesa e conservadora que criou um sentimento de angústia a partir dos desastres desse período, levando à crise moral. A juventude da época procurava denunciar a inércia social e criar uma revolução , na vontade de formar um "novo homem".
O teatro iria expressar o mundo de forma antinatural e anti realista. Essa forma de expor o mundo iria demonstrar todas as angústias da épocas e retratar a sociedade de forma pessimista. Como característica, o homem iria ter uma forma mal-tratada e esquecida do mundo e viver uma vida atormentada. Em cenas, como características cenográficas, o palco iria mostrar contraste de luz (nostalgia), objetos deformados (o sobre natural) e maquiagem e gestos exagerados (o grotesco).

No vídeo clip para música "Another Brick in the Wall" da banda inglêsa Pink Floyd, é mostrado o espírito do teatro expressionista, por incentivar a mudança social e a criação de uma nova sociedade. Essa mudança é incentivada devido ao retrato a sociedade que é deprimente, grotesca e reprime o homem.



Na imagem abaixo, retirada de uma cena de "O Gabinete do doutor Caligari", o cenário e os objetos deformados, contraste de luz e maquiagem excessiva tornam esse palco um cenário anti realista e anti natural.
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Vídeo feito pelo grupo:







Parte 3, Dadaísmo na Música:

  • O fato de que o nome "Dadaísmo" foi escolhido aleatoriamente no dicionário a partir da palavra "Dada" nos diz muito sobre a mentalidade dessa vanguarda.O idealismo dos artistas dadaístas se baseava tanto na ideia do aleatório quanto no desespero e a instabilidade causada a partir das guerras mundiais. O Dadaísmo é considerado anti-artístico, negando a arte e os padrões artísticos anteriores. As primeiras manifestações do movimento ocorreram em 1916 em países europeus como na Suíça e na França e nos Estados Unidos. Nas artes plásticas, o ready-made foi bastante inovador, tirando objetos comuns de seus contextos e tornando-os em arte.
  • Existem poucos registros de música dadaísta do início do século XX, mas hoje é possível ouvir obras que seriam consideradas dadaístas. Estas obras são músicas e não são. Para o dadaísta, qualquer combinação de ruídos é uma música.


Exemplos de Música Dadaísta:

É importante sabe que, como no dadaísmo as "obras" artísticas não são feitas para durar, são raras as gravações de músicas desse estilo da época em que vigorava. Portanto, as músicas abaixo (se é que se pode considerar-las músicas) são mais recentes, feitas por estudantes de música ou por músicos da chaamda "Música Aleatória", ou de Performance, que são basicamente neo-dadaístas.
  • Na primeira, de 2009, que não tem nome, Jaap Blonk faz uma performance que pode ser classificada como dadaísta, utilizando sons vocais para produzir uma série de ruídos, o que está bem de acordo com o dadaísmo.






  • Nesta outra, feita em 2012, percebe-se uma música amadora que utiliza sons de objetos comuns para fazer um ritmo. O uso de objetos de uso diário e comum fora de seu contexto original é uma das características principais do Dada.







  • Esta última é de John Cage, que se especializa em Música Aleatória. No vídeo, que é uma celebração de seu centenário, percebe-se o uso de vários sons reproduzidos eletronicamente que juntos formam, ao menos para o compositor, uma música. Se distingue o Dadaísmo ao perceber que os sons utilizados são produzidos por animais ou diretamente por máquinas.

http://vimeo.com/48951134

Todas estas músicas rompem com o padrão musical e artístico usual e vigente até o início do século XX, classificando-as como vanguardistas, e mais especificamente, como dadaístas, ou neo-dadaístas, como é o caso de John Cage.



Ato 3, Língua Portuguesa:


Parte 1, Texto:

Concluido no Ato 1, História, Parte 2, O Mundo e as Vanguardas Artísticas no início do século XX.

Parte 2, Poema:


Parte 3, Análise:

Como outros poemas que foram mostrados durante a Semana de Arte Moderna. O poema "Os Sapos" iriam criticar o passado e manter a estética do modernismo, que procura a ruptura e inovação.

O Poema “ Os Sapos” , por Mario Bandeira, é uma crítica a os poetas parnasianos, que no texto são representados pelos sapos. Os parnasianos serão criticados pela forma que faziam os textos, por dar somente importância a forma do texto, e a rima.

“O meu verso é bomFrumento sem joio.Faço rimas comConsoantes de apoio.”
Mario Bandeira critica a forma que os parnasianos valorizam o poema e sua estética.

“Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos.”