Grupo 6_J

História


As vanguardas europeias foram importantes para o desenvolvimento da arte moderna no Brasil. O futurismo, na Itália; o expressionismo, na Alemanha; o cubismo de Picasso ou o dadaísmo na Suíça... Esses movimentos, e outros que os seguiram, influenciaram bastante os intelectuais do Brasil, principalmente aqueles que mantinham contato direto com essas vanguardas, quando viajavam para a Europa.
Na virada do século XIX para o XX, a Europa vivia intensamente o clima de rompimento com todo o passado artístico e cultural. O clima político era tenso às vésperas da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e com a Revolução Russa, em 1917.Por essa razão, a tensão emocional dos artistas falava alto e determinava o tipo de criação artística e literária. Eles viviam intensamente a glorificação do mundo moderno e a criação, totalmente livre, de cada modo de expressão, de cada estilo e temática, de cada pintura ou escultura antiacadêmica.
Dentre os intelectuais brasileiros que mantinham contato com as ideias da Europa,Oswald de Andrade, polêmico jornalista e escritor, introduz as novidades quando elogia, num artigo de jornal, o poeta Mário de Andrade, chamando-o de "meu poeta futurista" (1914) - embora os versos de Mário, tão esquisitos, criassem estranheza entre os leitores. Nem todos os intelectuais dessa época viraram modernistas de fato. Mas todos aderiram ao termo "futurismo" (usado com desprezo pelos conservadores).
Houve um escândalo: a jovem pintora Anita Malfatti, que acabava de voltar de seus estudos na Europa, fazia uma exposição de quadros "expressionistas" no centro da cidade (1917). O respeitado escritor Monteiro Lobato não gostou e, em um artigo de jornal, perguntava se Anita era louca ou estava querendo enganar a todos. O texto, chama-se "Paranoia ou Mistificação?" e provocou revoltas: muitas pessoas devolveram quadros comprados, outras agrediram a pintora e suas telas.
Mas o efeito final foi excelente para o modernismo: em torno dessa jovem se reuniram Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Villa-Lobos,Di Cavalcanti e outros artistas.A Semana de Arte Moderna influenciou várias formas de artes no Brasil,entre elas a literatura.Os escritores modernistas trouxeram novos temas e linguagens para romances e poemas.Depois da Semana de Arte Moderna, a ideia de "modernismo" - ou seja, de novas atitudes artísticas contra a arte encarada como artificial, contra tudo o que os escritores consideravam "velho"- parecia não ter sido absorvida e a literatura no Brasil parecia não ter mudado em nada.
Mas alguns intelectuais de várias regiões começaram a manifestar-se: a verdadeira arte moderna devia retratar criticamente um Brasil mais abrangente, que mal se conhecia, cujas desigualdades sociais fossem retratadas com vigor num realismo próprio do século 20. A arte literária, segundo vários intelectuais, devia sair dos "salões aristocráticos de São Paulo", devia abandonar o contato apenas com o urbano, influenciado pelas vanguardas europeias.


Artes Visuais

O expressionismo foi uma vanguarda artística que surgiu no final do século XIX e início do século XX ,como oposição ao Impressionismo, o Expressionismo surgiu com características em oposição à objetividade, assim destaca-se o subjetivismo da expressão. Nesta vanguarda, os artistas procuram recriar o mundo e não apenas a absorvê-lo da mesma forma que é visto.
Concentrada especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930, Expressionismo não se confunde com o Realismo por não estar interessado na idealização da realidade, mas em sua inquietação. O Expressionismo, trata de uma obras dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Predominam valores emocionais sobre os intelectuais. Surge a partir de desdobramentos do pós-impressionismo, principalmente através de Vincent Van Gogh, Edvard Munch e Paul Klee.
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-A Boba

Na obra de Anita”, em primeiro plano pode se perceber uma figura e assimétrica, trabalhada com pinceladas gestuais e cores não regulares.
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-O Grito
Procura-se mostrar angustia do homem do inicio do século XX. As linhas da obra se contorcem para demonstrar tais emoções. Além disso, as do céu, da ponte e do mar fazem o observador olhar a figura representada num grito. Também podemos perceber linhas fortes que procuram mostrar emoções que o artista tenta nos passar como angustia.
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-As Cinco Mulheres Na Rua
Cinco mulheres vestidas com roupas elegantes parecem imobilizadas numa calçada, observando uma vitrine. As pontas de suas figuras são alongadas nas linhas dos sapatos e nos enfeites dos chapéus. Isso lhes afere um ar arrogante, que é reforçado pelas expressões de seus rostos. Além disso, as roupas escuras contra os tons verdes do fundo realçam a sugestão de rigidez e de dificuldade de comunicação no relacionamento entre os seres humanos.


Artes Cênicas




Música


O Neoclassicismo foi uma vanguarda cultural nascida na Europa, que teve larga influência na arte e cultura de todo o ocidente. Teve como base os ideais do Iluminismo e um renovado interesse pela cultura da Antiguidade clássica, defendendo os princípios da moderação, equilíbrio e idealismo como uma reação contra os excessos decorativistas e dramáticos do Barroco e Rococó.
A música de Stravinsky é harmonicamente aventureira, com o uso acentuado da dissonância para efeitos de cor e energia musical. Ritmicamente, é igualmente aventureira, um número de seções com marcações de tempo em constante mudança e batidas em ascensões. Stravinsky utilizou os ritmos assimétricos, percussão em dissonância, polirritmia, politonalidade, e ostinati, além de fragmentos melódicos para criar redes complexas de linhas interativas.

Sagração da Primavera





A Sagração da Primavera é marcada por uma grande orquestra que consiste no seguinte:
Madeiras: piccolo, 3 Flautas, Flauta alto, 4 oboé s, Corne inglês, Requinta, 3 clarinetes sopranos, clarinete baixo, 4 fagotes, e um contra-fagote.
Metais: 8 trompas em F, trompete piccolo, 4 trompetes, 3 trombones, 2 tubas
Percussão: Tímpano (2 tocadores, com um mínimo de 5 tambores, incluindo um Tímpano piccolo), bumbo, pratos, Tam-Tam, Crótalos, triângulo, pandeiro, Guiro.
Cordas: violino, violas (12), violoncelo s (10), contrabaixos (8).

Oedipus rex





Oedipus rex, ou Édipo Rei, é uma "ópera-oratório" de Igor Stravinsky para orquestra, solistas e coral masculino. A composição de Stravinsky é um exemplo do neoclassicismo. Ele considerou ambientar o trabalho na Grécia antiga, mas decidiu por fim no latim.
A ópera-oratório Oedipus Rex iniciou no Teatro Sarah Bernhardt, em Paris, em 30 de maio de 1927.

Apollon Musagète



Apollon Musagète (Apolo,líder das Musas) é um bailado em duas cenas de Igor Stravinsky, encomendado por
Elizabeth Sprague Coolidge. Na década de 1950 o título da obra foi abreviado
para Apollo.A história está centrada em Apolo, que é visitado pelas musas Terpsícore,
Polímnia e Calíope. O deus ensina-lhes as suas artes, e as conduzindo ao Parnaso, numa reinvenção da tradição dos mitos clássicos. A música é executada por uma orquestra de cordas de 34 instrumentos, e a obra tem uma feição intencionalmente classicista.

Português


Com o objetivo de discutir a identidade nacional ,a Semana de Arte Moderna foi uma exposição organizada por artistas de vanguarda que aconteceu na cidade de São Paulo nos dias 13,15 e 17 de fevereiro de 1922 e influenciou na formação de um novo conceito de arte brasileira e desde então foi tida como o marco inicial do movimento modernista no Brasil.

A exposição se iniciou com uma apresentação do escritor Graça Aranha, e teve participações de escritores, pintores, escultores e músicos, como Mário de Andrade, Oswald Andrade, Menotti Del Picchia, Luís Aranha, Sérgio Buarque de Holanda, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret, Wilhelm Haerberg e Heitor Villa-Lobos.

Ocorreram vaias e críticas, por parte dos defensores do academicismo, como consequência ocorreu a entrada do Brasil na modernidade. O movimento modernista não pode ser resumido à Semana de Arte Moderna ou a São Paulo, mas esse evento que espalhou os ideais que expressavam os tempos modernos, o dinamismo ,a simplicidade na comunicação.

A Semana de Arte Moderna também criticou a alienação das camadas instruídas da população em relação à realidade do país e criticou as desigualdades .



Poema:

Moça linda bem tratada,
Três séculos de família,
Burra como uma porta:
Um amor.

Grã-fino do despudor,
Esporte, ignorância e sexo,
Burro como uma porta:
Um coió.

Mulher gordaça, filó,
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta:
Paciência...

Plutocrata sem consciência,
Nada porta, terremoto
Que a porta do pobre arromba:
Uma bomba.

Análise:

O poema de Mario de Andrade é marcado pela ironia e pelo humor, características marcantes de inúmeras obras do escritor. Os elogios apresentados primeiramente são irônicos, pois se percebe uma comparação feita no terceiro verso,que denigre a imagem da mulher.

O escritor procura mostrar que beleza não é tudo, também faz uma crítica social aos valores da família tradicional e à desigualdade econômica provocada pela plutocracia.