Grupo 6_H
Componentes:
Aila Veras - nº 1
David Burached - nº 9
Eduardo Tavares - nº 10

1 Parte: História


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A Europa no inicio do século XX estava em clima de contentamento diante dos progressos industriais, dos avanços tecnológicos, das descobertas científicas, como por exemplo: a eletricidade, telefone, rádio, telégrafo, vacina, os tipos sanguíneos, cinema, submarino, psicanálise . Ao mesmo tempo, a disputa pelos mercados financeiros (fornecedores e compradores) e as tensões entre os países ocasionou a I Guerra Mundial.



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O clima estava propício para o surgimento das novas concepções artísticas sobre a realidade. Surgiram inúmeras tendências na arte, principalmente manifestos advindos do contraste social: de um lado a burguesia eufórica pela economia industrial e, de outro lado, a marginalização e descontentamento da classe proletária e a intensificação do desemprego. Tais acontecimentos e formas de pensar do mundo europeu foram bastante significantes para a futura concepção artística brasileira ( o modernismo)

O modernismo no Brasil foi um movimento de artistas e intelectuais brasileiros que buscavam lançar uma nova estética, inspirados nas tradicionais vanguardas europeias, que fosse capaz de demonstrar uma nova percepção da arte diferente das já conhecidas anteriormente como a clássicas e acadêmica. O movimento pretendia utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para a renovação da arte nacional, tornando-a nitidamente brasileira ( “brasilidade” as obras), sem complexos de inferioridade em relação a arte produzida na Europa.

Em meio a esse movimento, a união de diversos artistas e pessoas importantes da época, surge à ideia da elaboração de uma semana de exposição da arte brasileira, que ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna de 1922. A maioria das obras expostas vinha com a real intenção de criticar o estilo de vida da burguesia, e estabelecer uma nova concepção de mundo, ao final da exposição os artistas alcançaram o que queriam obtendo assim o sucesso almejado.

Vários fatores contribuíram para a Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1912, Oswald de Andrade chega da Europa influenciado pelo Manifesto futurista de Marinetti. Anita Malfatti em 1914 após mostrar seus trabalhos ligados aos impressionistas alemães decide estudar nos Estados Unidos e quando retorna ao Brasil (1917) Anita inaugura uma nova exposição, porém essa é criticada por Monteiro Lobato. Em 1920, Oswald de Andrade diz que, no ano do centenário da independência, os intelectuais deveriam fazer ver que “a independência não é somente política, é acima de tudo independência mental e moral”.





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O sucesso do movimento artístico foi evidenciado na exposição, onde suas reflexões antropológicas da “nova identidade nacional” foram vaiadas e fortemente descriminadas, pois fugiam dos padrões clássicos. Com isso os artistas alcançaram seus objetivos, lançando assim a nova estética das artes.

Representou uma verdadeira renovação da linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora e na ruptura com o passado. O evento marcou época ao apresentar novas idéias e conceitos artísticos. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura.











2 Parte: Artes Visuais


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Foi um movimento desenvolvido durante a Primeira Guerra Mundial, que pretendeu negar os valores tradicionais da cultura. Tudo deveria ser negado: a razão, a justiça, a beleza, a arte e a política, desejavam a destruição de toda a sociedade. Eliminou a história, a tradição e o passado, escolhendo o irracionalismo como principio básico da sua estética.



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Nas obras dadaístas se fazia o uso de materiais diversos, elementos mecânicos, inscrições humorísticas e expressões ridículas e burlescas. Já nas pinturas além de agregar colagens, barbantes, serragens, vidros, suca, os artistas plásticos muitas vezes aproveitam objetos fora do seu uso habitual e com isso criaram significados absurdos, incompreensíveis (dada = não significa nada).

O maior influenciador do dadaísmo é o artista Marcel Duchamp, que influência os caminhos da arte de forma profunda com objetos manufaturados que apresentava, designados ready mades artísticos. Afirmava que sua seleção jamais era ditada pelo gosto, mas " baseada em uma reação da indiferença visual". O conceito dadaísta de deslocar os objetos de seu contexto familiar e apresentá- los como arte alterou radicalmente as convenções da arte visual.


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Bibliografia: Linguagem em movimento vol. 3

História da arte - Graça Proença

Cena em sala vol. 3





2 Parte: Música


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O expressionismo é um movimento artístico que procura a expressão dos sentimentos e das emoções do autor, não tanto pela representação objetiva da realidade. O movimento tinha como principal ponto, mostrar as angústias existenciais do homem revelando o lado pessimista da vida, o dramático, o subjetivo, tendo preferência pelo patético, trágico e sombrio.
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A música expressionista é caracterizada pelo extremo e exagero ( melodias frenéticas, desconjuntadas, contrastes violentos e explosivos), os compositores expressionistas despejavam na música toda a carga de suas emoções mais intensas e profundas.

Músicas Experssionistas:

1) Erwartung - Arnold Schoenberg


vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=iYHHXY2lhe4

Na música há desigualdade dos volumes, nova forma de tratar os timbres, com utilização das cordas como solistas em contraponto com madeiras, escolhas de sonoridades não homogenêas, desenhos melódicos arriscados, causando a impressão de violência provocadora que emana da orquestra.




2) Anton Webern - Cinco peças para orquestra Op. 10

vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=CTn0Y016atE

A técnica de composição utilizada por Webern, referente a organização das alturas, ritmos, timbres e dinâmica foi decisiva para o serialismo integral. A obra " Cinco pecas para orquestra, op.10" é dodecafonica e apresenta melodias intensas, caracterizando o movimento expressionista.


3) Arnold Schoemberg - Variações para orquestra Op. 31

vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=u6BzLwHLKis

O compositor utiliza-se de um sistema dodecafonico, ou chamado serialismo, onde ele ordena as notas da escala cromática. As variações para orquestra Op.31 seriam o cume se um novo método, numa forma de grande amplitude. De certa forma seriam para a musica serial o que a "fuga", utilizada por J.S. Bach fora para a musica barroca.








3 Parte : Português


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A Semana de Arte Moderna, ocorrida em fevereiro de 1922, apresentou obras inovadoras e chocantes que alteraram o antigo e conservador significado de arte. O evento deu início ao modernismo no Brasil, tornando- se referência cultural até hoje.


A exposição do novo conceito de arte e a apresentação da "Arte Brasileira" trouxeram inovações na linguagem, dando aos artistas maior liberdade de criação e composição. Ainda apresentam a declamação da poesia, ate então somente escrita. O evento ainda possibilitou a popularização de nomes de artistas consagrados como Mario de Andrade, Anitta Malfati, Menotti del Pichia, Heitor Villa Lobos e Di Cavalcanti, e alguns outros que vinham ganhando espaço no cenário cultural brasileiro.

Em meio a todas as mudanças que a Semana de 22 trouxe, podemos destacar o modernismo literário. O Modernismo na literatura veio para destacar e se opor às métricas rígidas e antiquadas, que faziam parte do tradicionalismo da língua portuguesa, pregando sempre a linguagem culta e a pouca liberdade de escrita.

Após a semana de arte ficou claro as mudanças nas produções literárias, que passaram a adotar uma liberdade de criação, abolindo todos os esquemas fixos de produção de poema e prosas. Os poetas passaram a por seus sentimentos em suas obras, se expressavam coloquialmente, com escrita mais livre e liberdade de pensar e de criar e pontuação subjetiva.

Apesar de vaias e desaprovações por parte de elite paulista presente no evento, os poetas e artistas se mostraram satisfeitos com os resultados do evento, pois haviam conseguido o almejado: impactar o publico com uma grande inovação, como forma de introdução do modernismo na vertente artístico-literária.

bd20c2f79002d3ed.jpg Poema: Trem de Ferro - Manuel Bandeira


Café com pão
Café com pão
Café com pão
Virgem Maria que foi isto maquinista?
Agora sim Café com pão
Agora sim Café com pão
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força

Oô..
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
De ingazeira
Debruçada
Que vontade
De cantar!

Oô…
Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficia

Ôo…
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matá minha sede

Ôo…
Vou mimbora voou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri

Ôo…
Vou depressa
Vou correndo
Vou na toda
Que só levo
Pouca gente
Pouca gente
Pouca gente…

Análise:


O tema de Manoel Bandeira Trem de Ferro, é uma imitação sonora de um trem em movimento. Sua riqueza está entrada no ritmo e na sua musicalidade baseada na métrica, na aliteração e na assonância. Além de incluir três canções em seu interior (Ôo, Ôo, Ôo).O ritmo do trem é marcada pelo número de sílabas poéticas do verso, quando está indo é veloz e há trissílabos, quando perde velocidade possui quatro ou cinco sílabas poéticas (café/pão).
A influência do modernismo já estava presente nesse poema; o rompimento com “amarras” poéticas, ousadia de versos livres e menos rimados, o uso da ironia e o senso crítico.
Busca a cultura popular, sobretudo a nordestina, fazendo citações de cantigas antigas e elementos do folclore brasileiro como embolada, cordel, repente e cantiga de roda estão no centro deste poema. E como se fosse brincadeira de roda autor nos convida a retornar ao mundo lúdico. Como mostra uma cantiga cujo o nome é Trem de Ferro.