Grupo 5_K

Anna Gabriela Ribeiro nº3

João Aguiar nº17

Luísa Galdino nº24

Matheus Rolim nº27

Victor Augusto nº33

Vitória Raieth nº34

1ª parte


video: https://www.youtube.com/watch?v=-NMYWDTOkbQ

O movimento de vanguarda no Brasil começa na semana de Arte Moderna de 1922, em São Paulo no Brasil. A vanguarda brasileira tem tendências da vanguarda europeia, que é dividida em:
- Fauvismo (1905 a 1933)
- Cubismo (1909 a 1914)
- Dadaismo (1916 a 1922)
- Surrealismo (1924 a 1945)
Tem como principais autores vanguardistas, por exemplo, Tarsilla do Amaral, Monteiro Lobato, Anita Malfatti.
Tinha como características a busca do moderno, nacionalismo em múltiplos facetas, entre outros.

2ª parte

A1 - Artes Visuais

O Fauvismo é uma vanguarda europeia que consiste em planos de cor lisa, forma e perspectivas distorcidas, é a arte que não se importa com as técnicas usadas de um artista, é a arte que se expressa só pelo prazer de pintar, com cores e forma desassociadas de conteúdo, movimento muito criticado pelos artistas por este fato.
Obras:
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C1 - Música


IMPRESSIONISMO Trata-se de uma vanguarda, que abrangiu diversas modalidades artísticas, surgida no século XX. O nome da vanguarda, na música, tem como origem um tipo de pintura exercido por artistas franceses denominados impressionistas. O impressionismo surgiu no campo musical com a obra do compositor Debussy chamada Prelúdio ao Entardecer de um Fauno. À essa época Debussy tinha como pretensão artística afastar-se do pesado estilo alemão romântico. Na música a vanguarda foi praticada de modo semelhante ao ocorrido no âmbito das artes visuais. Era empregado por Debussy, de modo semelhante ao que realizavam os pintores da vanguarda, harmonias e timbres instrumentais. Os sons eram empregados por seu efeito expressivo e os artistas valorizavam mais ao seus instinto musical do que às regras de harmonia, de forma que os acordes dissonantes se fundissem em outros e acabassem por formar “cadeias de acordes” em movimentos paralelos. Eram exploradas combinações, até então inusitadas, de timbres e ritmos fluidos. Destacou-se, também, o uso frequente da escala hexatonal. Há, obviamente, nessa vanguarda algumas características peculiares. Pode-se dizer que entre umas das principais características da música impressionista está no fato de ela não possuir linhas melódicas bem definidas; suas melodias são pouco angulosas. Deve-se também destacar como um importante traço da corrente musical impressionista o fato de não ser seguido, por ela, o clássico sistema tonal do Ocidente. Trata-se, de modo geral, de um íntimo lirismo solitário.

Debussy - Nocturne (1892) vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=uyZJ3rNb4xM
O título noturnos deve ser interpretado aqui , em geral, e , mais particularmente , num sentido decorativo . Portanto, não se destina a designar a forma usual do noturno , mas sim todas as diferentes impressões e os efeitos especiais de luz que sugere a palavra. Nuages ​​' torna o aspecto imutável do céu e do movimento lento, solene das nuvens, desaparecendo em tons de cinza levemente tingidas de branco. " Fêtes ' nos dá a vibrando , dançando o ritmo da atmosfera com flashes repentinos da luz .. Há também o episódio da procissão (a fantástica visão deslumbrante ) , Que atravessa a cena festiva e torna-se apenas se fundiu ao fundo resistantly permanece o mesmo: o festival com sua mistura de música e poeira luminosa Participar o ritmo cósmico . Sirènes ' retrata o mar e os seus ritmos Incontáveis ​​e atualmente , entre as ondas prateadas pela luz da lua , é ouvido a canção misteriosa das Sereias como eles riem e passar adiante.
Nuages ​​e Fêtes foram estreadas por Camille Chevillard Com a Orquestra Lamoureux em 9 de dezembro de 1900 em Paris. O conjunto completo foi ouvida pela primeira vez sob as mesmas forças em 27 de outubro de 1901. As apresentações iniciais reuniu-se com uma resposta legal da crítica e do público , mas hoje estes são considerados algumas das obras mais acessíveis e populares de Debussy , admiradas por sua beleza. Acerca a música tem a duração de 25 minutos.
Três flautas (a terceira flautim duplicação ), dois oboés, cor anglais , dois clarinetes em si bemol , três fagotes, quatro trompas em F, três trompetes em C , três trombones, tuba , tímpanos , piano , pratos, tarola , duas harpas , coro feminino sem palavras.

Arnold Schönberg - Kammersymphonie No. 1 em Mi maior, op. 9 (1906)
Instrumentos utilizados: violina, flauta, trompete

3ª parte

A semana da arte moderna de 1922 foi como um evento realizado no Teatro Municipal em São Paulo que teve como ideia abrir as portas para as novas vanguardas, expressionismo, cubismo e futurismo, vindas da Europa tanto nas artes plásticas, arquitetura, na musica e também na literatura, o que foi muito importante pois é uma fase de transição para um novo modelo de arte para o Brasil marcada por essa semana.
Alguns artistas foram muito marcantes e importantes para estes movimentos como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, com suas respectivas obras Há uma Gota de Sangue em Cada Poema (1917), Os Condenados (1922).

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=uPo1jM9Z3VQ





Manuel Bandeira





Enfunando os papos,

Saem da penumbra,

Aos pulos, os sapos.

A luz os delumbra.



Em ronco que a terra,

Berra o sapo-boi:

– “Meu pai foi à guerra!”

– “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”



O sapo-tanoeiro

Parnasiano aguado,

Diz: — ” Meu cancioneiro

É bem martelado.



Vede como primo

Em comer os hiatos!

Que arte! E nunca rimo

Os termos cognatos.



O meu verso é bom

Frumento sem joio.

Faço rimas com

Consoantes de apoio.



Vai por cinquenta anos

Que lhes dei a norma:

Reduzi sem danos

A formas a forma.



Clame a saparia

Em críticas céticas:

Não há mais poesia,

Mas há artes poéticas…”



Urra o sapo-boi:

– “Meu pai foi rei” — “Foi!”

– “Não foi!” — “Foi!” — “Não foi!”



Brada em um assomo

O sapo-tanoeiro:

– “A grande arte é como

Lavor de joalheiro.



Ou bem de estatutário.

Tudo quanto é belo,

Tudo quanto é vário,

Canta no martelo.”



Outros, sapos-pipas

(Um mal em si cabe),

Falam pelas tripas:

–”Sei!” — “Não sabe!” — “Sabe!”



Longe dessa grita,

Lá onde mais densa

A noite infinita

Verte a sombra imensa;



Lá, fugido ao mundo,

Sem glória, sem fé,

No perau profundo

E solitário, é



Que soluças tu,

Transido de frio,

Sapo-cururu

Da beira do rio…



O poema Os Sapos, escrito por Manoel Bandeira, é um dos mais característicos do período modernista no Brasil. Uma das principais inovações características modernismo trazidas pelo poema é o tema abordado. A obra de Manoel Bandeira trata de um fato cotidiano, temática ignorada pelos poetas clássicos. Trata-se do berrante urrar de sapos à beira de um rio.
Trata-se, porém, de uma grande sátira aos parnasianos. Uma relação de ironia é estabelecida ao citar-se regras parnasiânicas como, por exemplo, evitar a rima com termos cognatos, valorizar a forma e “comer” hiatos e ao relacionar o urro dos sapos com os tons de insatisfação e reclamação expostos pelos parnasianos.
Além da temática, o caráter modernista do poema é fortemente estabelecido com o tom irônico e crítico com o qual são tratados conceitos e regras do parnasianismo,vigentes em partes do século XIX e XX.
Manuel Bandeira escreve à maneira dos parnasianos, empregando em seu poema características defendidas e cultuadas por eles, isto é, sonoridade e métrica regular. Se apropria de técnicas do parnasianismo a fim de criticá las e criticar, também, o movimento e seus poetas de modo geral