Grupo 5_J
Beatriz Moura 07
Felipe Carvalho 10
Giovanna Costa 16
Isabella Escarlate 18
Mariana Frota 32
Victoria Wetzel 42

Parte 1

História

O resumo foi inserido no próprio vídeo, deixamos aqui em escrito mas para deixar mais explícito acrescentamos ao vídeo

Link do vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=9uiF8UYDPAY

Parte 2

Artes Visuais

Fauvismo

O Fauvismo foi uma corrente artística moderna que engloba um grupo de artistas que buscaram o rompimento das regras na busca de um novo estilo capaz de expressar a vida moderna ou pela definição de Henri Matisse "uma arte do equilíbrio, da pureza e da serenidade, destituída de temas perturbadores ou deprimentes".
Fauvismo vem do francês les fauve que significa "as feras" forma como foram os artistas Fauvistas pois não seguiam a essência impressionista, vigente à época.
A arte Fauvista tinha como características temas alegres e leves, utilizava cores primárias (primitivismo) que não precisavam corresponder a realidade, tornando o artista independente, simplificava a forma dos pelos e utilizava da cor para criar perspectiva, modelar o volume e delimitar os planos. As pinceladas eram violentas, espontâneas e definitivas; colorida normalmente alegremente; uso de cores puras, da forma como saem das bisnagas, sem serem misturadas com nenhuma outra; pintura por manchas largas.

História da vanguarda: O Fauvismo foi diferente das outras vanguardas, não foi uma escola com teorias ou programa definido, pelo contrário, procurava explorar o universo de amplas possibilidades com a utilização da cor. Começou em 1901 e ganhou força entre 1905 e 1907 (o mundo se via em guerra, o Estado de Sítio brasileiro terminava, a Rússia passava por uma revolução e a Europa estava dividida em dois blocos militares antagônicos). Teve como líder Henri Matisse. A primeira apresentação pública Fauvista foi em 1905, no Salão de Outono, em Paris.

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A dança (segunda versão 1910) - Henri Matisse. Tela de 260cm x 389cm

"Para o céu um belo azul, o mais azul dos azuis, e o mesmo vale para o verde da terra, para o vermelhão vibrante dos corpos". (Henri Matisse)
Análise: As cores são primárias e fortes, não respeitando a tonalidade comum, são formas simplificadas e mostram uma dança possivelmente primitiva.
História: A obra tem duas versões (uma primeira em que as cores eram mais claras e encontra-se atualmente no Moma, em Nova Iorque, e a segunda, que é vista logo acima, utiliza uma palheta de cores claramente Fauvista, encontra-se no Museu Hermitage) e foi encomendada juntamente com a obra Música por Sergei Shchukin para decorar seu palácio.


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O Pescador - (Tarsila do Amaral)

Esta obra se encaixa em duas vanguardas: a cubista (por conta de suas formas serem geométricas) e fauvista (por causa de suas primárias e alegres que não batem, em certos objetos, com a realidade e seu tema)

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El Faro de Coilure (André Déràin)

A obra mostra uma construção que aparenta ter uma torre de vigilância aonde, ao seu lado, são atracados pequenos barcos. Apresenta cores forte e primárias, além de pinceladas violentas.

Bibliografia:

http://estoriasdahistoria12.blogspot.com.br/2013/12/analise-da-obraa-danca-de-henri-matisse.html
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3786

Cênicas

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Re-leitura da cena do filme de Hitchcock

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Filme: Quando Fala o Coração (1945), feito por Hitchcock

Surrealismo
O cinema se apresentou como o instrumento ideal para o desenvolvimento das ideias surrealistas, pois possuía a habilidade de suspensão temporal, união da realidade interior e exterior, além de ser uma tentativa artística de moldar a arte ao mundo dos sonhos.

Música


Futurismo
O Futurismo procurava romper com a estaticidade das antigas escolas artística: queria mostrar ao mundo a nova dinâmica pós revolução industrial, como as coisas mudavam rápido, os ruídos que se tornavam cada vez maiores e comuns e as novas angustias que o homem moderno tinha que enfrentar.
Filippo Tommaso Marinetti foi considerado o pai do futurismo pois foi ele quem iniciou o movimento com seu Manifesto Futurista.
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  1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.
  2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.
  3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o êxtase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
  4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
  5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
  6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
  7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostrar-se diante do homem.
  8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade onipresente.
  9. Nós queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo - o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas ideias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.
  10. Nós queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academia de toda natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária.
  11. Nós cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas elétricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as oficinas penduradas às nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.
É da Itália, que nós lançamos pelo mundo este nosso manifesto de violência arrebatadora e incendiária, com o qual fundamos hoje o "Futurismo", porque queremos libertar este país de sua fétida gangrena de professores, de arqueólogos, de cicerones e de antiquários. Já é tempo de a Itália deixar de ser um mercado de belchiores. Nós queremos libertá-la dos inúmeros museus que a cobrem toda de inúmeros cemitérios.
A música futurista teve seu próprio manifesto, Manifesto dos Músicos Futuristas (1910), escrito por Francesco Balilla Pratella, que também escreveu o Manifesto técnico da Música Futurista(1911) e A Destruição de Quadrature (1912). Em seu manifesto, Balilla voltou-se para os jovens, assim como Marinetti, pois entendia que quem poderia entender o que queria ele falar, seriam os jovens.
Balilla após seu sucesso de sua apresentação no Teatro Communale em Bolonha e um prêmio que ganhou pelo seu trabalho musical futurista , La Sina d' Vargöun, estava em uma posição de julgar a música internacional, e assim fez, julgou a música italiana com "forma absurda e anti- musical" pois estava dominada pela ópera, os conservadores apoiavam o atraso e a mediocridade, elogiou Wagner como gênio sublime e viu grandes qualidades nas música de Richard Strauss, Debussy, Elgar, Mussorgsky , Glazunov e Sibelius e o único compositor italiano que tinha a admiração de Balilla era seu professor, Pietro Mascagni, que se rebelou contra os editores e tentou inovar a ópera, mas mesmo assim, Mascagni era considerado conservador para os padrões de Balilla.
Balilla desfraldou " a bandeira vermelha do Futurismo , chamando a seus flamejantes símbolo tão jovens compositores como ter um coração para amar e lutar , mentes de conceber, e sobrancelhas livres de covardia ".
Em seu manifesto (programa musical) declarou que:
1.para os jovens para manter longe de conservatórios e estudar de forma independente ;
2.a fundação de uma crítica musical, a ser independente de acadêmicos e críticos ;
3.abstenção de qualquer competição que não estava completamente aberta;
4.libertação do passado e da música " bem-feito ";
5.para a dominação de cantores ao fim, de modo que eles se tornaram como qualquer outro membro da orquestra ;
6.para compositores de ópera para escrever seus próprios libretos , que eram para ser em verso livre ;
7.para acabar com todas as configurações de época , baladas, " canções napolitanas nauseantes e música sacra "; e
8.para promover um novo trabalho em detrimento de idade.

Outro grande nome na música futurista foi Luigi Russolo, que em 1913 escreveu "A arte dos barulhos". Russolo utilizava um instrumento chamado de intonarumori que criava ruídos, permitindo assim Russolo fazer suas criações. Ele argumentava que, com o nascimento e disseminação das máquinas no século 19, nascia o “barulho” como matéria-prima não só de ruído do cotidiano dos centros urbanos, mas também da música. Deste modo, a composição musical formal (ou erudita, que no começo do século XX era justamente a música mais popular do mundo) deveria assimilar os fundamentos dos ruídos, do barulho e do maquinário industrial em sua estrutura, uma ruptura aos preceitos românticos e clássicos instrumentais e de partituras vigentes nos últimos séculos.
Russolo: "A música, hoje, torna-se cada vez mais complexa. Busca uma combinação de notas que soe dissonante, estranha e grosseira ao ouvido. Assim estamos nos aproximando cada vez mais da música de ruídos. Nós, futuristas, amamos muito a música de todos os grandes mestres. Beethoven e Wagner comoveram nossos corações durante anos, mas agora, estamos saciados deles. Para nós existe um prazer maior numa combinação ideal de ruídos de carros de rua, de móquinas de combustão interna, de automóveis e de multidões agitadas,do que ouvir tantas vezes, por exemplo, a Eróica ou a Pastoral... Nós iremos nos entreter em orquestrar mentalmente os ruídos das venezianas metálicas das vitrines das lojas, das portas batendo, da confusão e dos atropelos das multidões, do constante movimento das pessoas nas estações da estrada de ferro,dos maquinismos de aço, das fábricas impressoras, usinas elétricas e metrôs".
Ele dividia os barulhos em seis grupos:
1.Rugidos,trovões, explosões, assobio,"Bangs","Boom"
2.Assobiando, Sibilação,sopro
3.Sussurros,murmúrios, murmurando, resmungando,
4.arranhados, rangendo,crepitação, Esfregar
5.Ruídos obtidos por espancamento em metais, madeira, peles,pedras, cerâmica,etc
6.Vozes de animais e pessoas, buzinas,uivos, chocalhos,Soluços

Como exemplo esta composição de Luigi Russolo, apresentando os ruídos:
http://www.youtube.com/watch?v=VHhzC9bXp4E


As obras marcadas pelo futurismo, privilegiam a ideia de velocidade, exaltação da tecnologia e pela percussão considerada autonomamente, exemplos de obras que apresentam essas características são: o Pacific 231, de Honneger, a Ionisation, de Varèse, e o Ballet mécanique, de Georges Antheil.


Pacific 231 , de Honneger (1923):

http://www.youtube.com/watch?v=Rfysyex_DAk

Originalmente com o nome de Mouvemente Symphonique, achava-se que essa música representava os barulhos e ritmos de um trem, ainda mais por seu compositor ser um entusiasta em locomotivas, porém ele diz que a escreveu como um exercício de dinâmica enquanto o ritmo diminuía. Foi composta para: 2 flautas, flauta Piccolo, 2 oboés, inglês chifre, 2 clarinetes, clarinete baixo, dois fagotes, contrafagote, 4 trompas, 3 trompetes, 3 trombones, tuba, 4 percussionistas (tenhor tambor, címbalo, bumbo, tam TAM), cordas. Duração: aproximadamente 7 minutos.

Ionisation , de Varèse (1931):

http://www.youtube.com/watch?v=wClwaBuFOJA

Composta para: 3 bumbos (médio, grande e muito grande), 2 tambores de tenor, 2 tambores, tarole, dois bongos, pandeirom tambor de campo, prato crash, címbalos suspensos, 3 tam tam, gongo, 2 batentes, 2 triângulos, sinos de trenó, cowbell, sinos, glockenspiel, piano, 3 blocos do tempo, claves, maracás, castanholas, chicote, guiro, altos e baixos, sirenes e um rugido de leão.

Ballet mécanique , de Georges Antheil (1922) :

http://www.youtube.com/watch?v=cXbwPRmyMLM

Composta para 6 pianos em 4 partes, duas regulares pianos, 3 xilofones, pelos menos 7 sinos eletrônicos, 3 hélices, sirene, 4 bubos e 1 tam tam.

Alguns artistas que foram influenciados pelo modernismo: Stravinsky, Honegger, Antheil e Edgar Varèse.




Alguns artistas que foram influenciados pelo modernismo: Stravinsky, Honegger, Antheil e Edgar Varèse.


Bibliografia:
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=358
http://futurismo6e.blogspot.com.br/2008/10/influncia-do-futurismo.html
http://thecactusman.blogspot.com.br/2010/09/o-futurismo-na-musica.html
http://www.deepbeep.com/blog/100-anos-de-futurismo-musical/
http://www.publico.pt/cultura/noticia/futurismo-do-passado-e-reciclagens-do-presente-1612939#/0


Parte 3

B1 Língua Portuguesa

1)

A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, entre os dias 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal da cidade e contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos. Apesar do nome "semana", o evento ocorreu em cinco dias, cada dia da semana trabalhou um aspecto cultural: pintura, escultura, poesia, literatura e música e marcou o início do modernismo no Brasil, foi a explosão de idéias inovadoras que aboliam por completo a perfeição estética tão apreciada no século XIX.

Se baseavam na reação a tudo que era clássico, erudito, normativo, elevado, equilibrado. Buscavam uma identidade, pois estavam insatisfeitos com o homem em relação à civilização. Com a ruptura com o passado, queriam levar o homem de volta às origens primitivas, a sua formação pura. Seguiam a regra de não obedecer nenhuma regra, buscando suas discussões em assuntos do cotidiano, não acredita mais em temas elevados.

Vanguardas que partilhavam dos ideais da semana: Expressionismo, Fauvismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo, Abstracionismo e Cubismo.

Entre os escritores modernistas destacam-se: Oswald de Andrade, Carlos Drummond, Guilherme de Almeida. Na pintura, destacou-se Anita Malfatti e suas obras, influenciadas pelo cubismo, expressionismo e futurismo, escandalizaram a sociedade da época.


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Um dos cartazes da Semana de arte moderna, satirizando os grandes nomes da música, da literatura e da pintura.
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Outro cartaz do evento
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O convite da SAM

2)

Link do vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=GhzGb_21pls

3)

"Trezentos e cinquenta - Mário de Andrade"

Interpretação do poema:

No começo do poema, Mário se mostra onipresente e demonstra que é maior que os próprios deuses, como na estética modernista, onde os homens merecem estar no centro das observações. Demonstra sua relação com as palavras, que para ele seriam as melhores coisas que ele pode conquistar em sua vida, mas garante que para os que não as compreendem, elas não representam nada. Além disso, Mário faz uma analogia sobre seus ideais e reflexões, elevando-as a situação de que nem todos conseguem compreende-las, mas que quando esse dia chegar sua alma servirá de abrigo, pois até então ela seria uma prisão para seus pensamentos.

Análise:

A sensação de onipresença, de poder se mover velozmente de um lugar ao outro, ignorando a distância, fica clara se o leitor se atentar para as localizações geográficas que a primeira estrofe traz, mostrando cenários mais rurais e populares como também cenários mais imponentes e internacionais. Que pode ser observada na estética do modernismo que tangenciou-se pela cultura internacional, de um lado, e descida às matrizes mais populares, do outro.

A linguagem próxima da oralidade notada nos versos quarto e quinto, além da presença de uma palavra plurissignificativa no terceiro são marcas que também pode-se encontrar na estética Modernista, da busca pela linguagem popular, coloquial, informal e com significados que vão além do utilizado no dicionário.

Nota-se o teor filosófico característico de quase, se não toda, a Obra de Mário, assim cada verso possui um significado que depende de compreensão além do obvio, pois são não só reflexivas, mas são ainda refletidas umas nas outras, ligando-se ao fato de que no Modernismo as palavras eram objeto de experimentação.