Grupo 5 D

Alex Souza 1
Bárbara Gurgel 6
Camila Bairros 11
Carlos Eduardo 13
Giovani Rigon 25
Rafael Feijó 40




IMPRESSIONISMO
Depois de Wagner, o movimento histórico mais importante é o chamado Impressionismo, cuja síntese musical se deu na França, principalmente com a obra de Claude Debussy, que foi antecedido por um duplo movimento: reação técnica e estética contra o germanismo Wagneriano e a reafirmação do espírito nacional.
Comparando com a pintura, o Impressionismo na música apareceu tardiamente e é dificilmente definível.
Em relação à evocação de atmosfera, contornos imprecisos e enevoados, seria preciso voltar muito atrás: a certos madrigais da Idade Média e à pinturas pastorais e paisagísticas do Romantismo. Mas, os elementos essenciais do Impressionismo Musical são baseados, sobretudo, no uso de nova harmonia e timbre.
Não mais harmonias e acordes dissonantes para criar um movimento cadenciado à tônica, mas acordes relacionados entre si como manchas coloridas, sucedendo-se segundo às leis de cor e timbre e não segundo à harmonia tradicional.
A instrumentação já não é mais compacta, ao contrário, apresenta-se extraordinariamente dividida, de onde resultam extrema leveza, transparência e raro poder de colorido.
Tratam-se de harmonias sublimadas, de impressões sonhadas, da dissolução das linhas melódicas e do alargamento do ritmo.
Na França, a obra de Claude Debussy reflete às tendências da poesia simbolista (Mallarmé e Baudelaire) e da pintura impressionista (Manet, Monet, Cezanne).
Nas obras de Debussy, o importante eram os elementos significativos à procura da impressão mais do que a expressão, valendo-se, principalmente, de grande liberdade rítmica, emprego de sucessões harmônicas proibidas pela harmonia tradicional, o que resultou em um sabor arcaico de muita originalidade.
Substituição da tonalidade clássica por outra baseada nas escalas de tons inteiros, o emprego independente do acorde como elemento para impressão sonora e não em função da tonalidade, levaram as composições de Debussy ao ao exotismo.
Claude Debussy
França (1862-1918)
Claude Debussy surgiu como um inovador radical dentro da cena musical francesa do fim do século XIX. Ele mudou o curso da história da música francesa praticamente sozinho.
Dissolvendo regras e convenções tradicionais numa nova linguagem de possibilidades insuspeitadas em harmonia, ritmo, forma, textura e timbre, Debussy criou um rico acervo de obras que deixaram marca indelével na música do século XIX.
Algumas de suas obras:
ü La demoiselle éclue - cantata
https://www.youtube.com/watch?v=ZcVMmOZ3Q6Q
ü Arabesques, Prelúdios, Noturnos, Children´s Corner e Images – piano
ü Noturnos, La Mer, Images – orquestra
ü Suite Bergamasque
https://www.youtube.com/watch?v=bGcEYALnk8s
ü Martírio de São Sebastião
ü Pèlleas e Melissande – ópera
https://www.youtube.com/watch?v=jm-Iwi3zVWY
ü Sonatas – para violoncelo, piano, violino, flauta, viola e harpa
Autores que sofreram influência de Debussy
ü França
Paul Dukas (1865-1935)
Erik Satie (1866-1925)
Maurice Ravel (1875-1937)
ü Espanha
I. Albeniz (1860-1909)
M. de Falla (1876-1946)
E. Granados (1867-1916)
ü Inglaterra
Delius (1862-1934)
C. Scott (1879-1970)
ü Itália
Puccini (1858-1924)
Busoni (1866-1924)
ü Russia
Prokofiev (1891-1953)
Stravinsky (1882-1971)
ü Alemanha
Strauss (1864-1949)
Reger (1873-1916)
“A música não precisa fazer as pessoas pensarem, basta fazê-las escutar”

Carlos Eduardo (13)

Transição do século XIX para o XX


Europa e Brasil
As modificações das estruturas político-econômicas, na Europa, no final do século XIX, afetaram a sociedade mundial sob o ponto de vista cultural e transformaram as formas de agir e produzir, além de influir na vida cultural.
Esse período foi também de grandes crises e disputas entre os Estados, que levaram a uma guerra de terríveis consequências populacionais para a Europa: a 1a Guerra Mundial.
O Brasil nesta época também sofreu transformações importantes: de país com mão de obra escravocrata passou a ter mão de obra livre, de Monarquia para República, entre outras mudanças. Pouco a pouco o país avançava.
A transição do século XIX para o XX foi também de estabelecimento de novas estruturas comerciais e financeiras que mudaram as características de cidades brasileiras, sobretudo o Rio de Janeiro, capital do Império e depois Capital Federal, na República.
  • 1888 - Promulgação da Lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil.
  • 1889 - O Visconde de Ouro Preto assume a Presidência do Conselho do último gabinete da Monarquia e proclamada a República.
  • 1891 - Promulgação da primeira Constituição Republicana no Brasil. - Renúncia de Deodoro da Fonseca, 1o Governo Republicano.
  • 1897 - Inaugurada a Academia Brasileira de Letras, sob a presidência de Machado de Assis. - Fim da guerra de Canudos.
  • 1898 - Rui Barbosa funda no Rio o jornal ‘A Imprensa’.
  • 1900 - A Light inaugura a primeira linha de bondes elétricos de São Paulo. - Fundado o primeiro clube de futebol do Brasil, o Sport Club Rio Grande. - Machado de Assis publica o livro ‘Dom Casmurro’.
  • 1903 - Roosevelt cria a doutrina Big Stick, que permite maior intervenção dos EUA na América. - Oswaldo Cruz, diretor da Saúde Pública no Rio, paga 300 réis por cada rato apanhado pela população.
  • 1904 - Começa o "bota - abaixo" do prefeito Pereira Passos, com intuito de reorganizar a cidade do Rio de Janeiro. - Revolta popular contra a lei que obriga a vacinação contra a varíola.
  • 1905 - Operários russos são massacrados no Domingo Sangrento. - Albert Einstein publica a Teoria da Relatividade.
  • 1906 - Santos Dumont voa com o 14 - Bis em Paris - Afonso Pena e Nilo Peçanha assumem a presidência e a vice-presidência da República.
  • 1909 - Ford cria nos EUA a linha de montagem, Fordismo. - Carlos Chagas descobre que o barbeiro é o causador do Mal de Chagas.

Rafael Feijó (40) e Carlos Eduardo (13)


Semana de Arte Moderna


A 1ª edição da Semana de Arte Moderna ocorreu entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, comemorando o centenário da independência do Brasil, em São Paulo. Local este escolhido para fazer a primeira mudança, já que na época o principal ponto turístico e cultural era o Rio de Janeiro.
Participaram da Semana de Arte Moderna nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Victor Brecheret, Plininio Salgado, Anita Malfatti, entre outros.
Essa semana representou a busca pela experimentação, a ruptura com o passado e a passagem da época das vanguardas para o modernismo. O evento marcou a época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só a escrita, a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento da orquestra sinfônica, arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes, sem desenhos arrojados.
Com efeito, os autores que organizaram a Semana colocaram a renovação estética acima de outras preocupações importantes. As questões da arte são sempre remetidas para a esfera técnica e para os problemas da linguagem e da expressão. O principal inimigo eram as formas artísticas do passado.

Camila Bairros (11)




Análise Crítica do Poema 'Os Sapos' de Manuel Bandeira


O poema ''Os sapos'' de Manuel Bandeira foi lido durante a Semana de Arte Moderna. Este poema faz uma crítica ao parnasianismo, a escola literária que fazia o gosto dos brasileiros, logo, foi bastante vaiada. O poema é composto pela métrica de cinco sílabas, o que estava proposto no parnasianismo, porém é organizado em redondilhas menores contrariando os conceitos parnasianos. Manuel Bandeira zomba com o primor que os parnasianos têm em compor rimas, inclusive rimas entre cognatos, ou seja termos de mesma classe gramatical como é evidenciado neste trecho: ''Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos''. Além do conteúdo temático, o poeta faz o uso de aliterações em ''p'' e ''b'' e assonâncias em ''u'' e ''a'' que remetem ao som do pulo dos sapos: ''Enfunando os paPos, Saem da penumBra, Aos Pulos, os saPos. A luz os deslumBra''. Como se não bastatsse toda essa crítica, Manuel Bandeira brinca com os grandes nomes da literatura parnasiana em certos trechos: ''Urra o sapo-boi'', ''O sapo-tanoeiro'', ''Outros, sapos-pipas'' relacionando os sapos a autores como Olavo Bilac, o maior símbolo parnasiano.

Link do poema:
http://www.mac.usp.br/mac/templates/projetos/educativo/acerto3.html

Alex Souza (1)

Surrealismo nas Artes Visuais


O movimento surrealista nasceu na França em 1920, onde buscava uma ligação entre o inconsciente e a criatividade humana através de teses psicanalíticas. O pai da psicanálise, Freud, acreditava que o homem precisava se desprender da lógica imposta pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e passar a dar importância aos sonhos e as informações do inconsciente.
A vanguarda surrealista buscava o bizarro, o irracional e utilizava técnicas realistas para representar cenas alucinatórias. O movimento pode ser dividido em duas correntes, a primeira sendo representada por Salvador Dali, que utilizava a justaposição e distorção, tendo sua obra mais famosa "Persistência da Memória".
the_persistence_of_memory_1931_salvador_dali.jpg


A segunda corrente liberta a mente e dá vazão ao inconsciente sem controle algum da razão. Joan Miró e Max Ernst fazem parte desta vertente, tendo suas telas com formas curvas, linhas fluidas e muitas cores. O "Carnaval de Arlequim" e "A Cantora Melancólica" são duas pinturas de Miró que representam muito bem essas características.

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Carnaval do Arlequim

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A Cantora Melancólica
Bárbara Gurgel (6)





Releitura de Uma Obra Cinematográfica Vanguardista nos Dias Atuais



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Giovani Rigon (25) e Bárbara Gurgel (6)