Grupo 5_C: Amanda Borges (02), Clarice Falcão (09), Giovanna Pereira (18), Sofia Todd (41).
MODERNIDADE, MODERNISMO, MODERNO. O MUNDO E AS VANGUARDAS.(ABAIXO OS PURISTAS!)
"Não há mais poesia,Mas há artes poéticas."- Os Sapos, Manuel Bandeira
LEGENDA Português História Visuais Cênicas Música

ANÁLISE DO POEMA:

O poema "Os sapos" é um exemplar escrito por Manuel Bandeira e declamado na Semana de Arte Moderna de 1922, um dos momentos mais importantes para o Modernismo brasileiro. Como todas as obras de arte feitas a serem apresentadas nesse evento, "Os sapos" visa à ruptura com os antigos valores clássicos. Neste caso, é questionada a estética parnasiana, o estilo vigente de poesia da época.

Manuel Bandeira critica a obsessão dos poetas parnasianos com a perfeição estética do poema, caracterizando tal obsessão como vaidade logo no primeiro verso ("Enfunando os papos, ..."). Ele também ironiza outras características do estilo parnasiano, como as rimas ricas e a métrica característica ("O meu verso é bom / Frumento sem joio. / Faço rimas com /Consoantes de apoio"). Afinal, a temática do poema não são sapos de forma literal: Manuel Bandeira satiriza os poetas parnasianos ao chamá-los de sapos ("O sapo-tanoeiro, / Parnasiano aguado, ..."), criando a ironia presente no poema e enfatizando a tendência de ruptura própria do Modernismo brasileiro.



(Postagem de PORTUGUÊS [poema] por Sofia)
Como enunciado acima, "Os Sapos" faz parte da estética modernista brasileira. O Modernismo marcou o início do século XX no Brasil, promovendo a ocorrência de eventos como a Semana de Arte Moderna de 1922 e uma intensa produção cultural. Para entender mais sobre este movimento, leia abaixo.
SEMANA DE ARTE MODERNA (Português) A Semana de Arte Moderna, ou simplesmente Semana de 22, foi um evento ocorrido entre 11 e 17 de fevereiro de 1922 na cidade de São Paulo. A “semana”, dividida em seções nos dias 13, 15 e 17 com atrações musicais, pintura, escultura e literatura. Foi um marco na história da arte brasileira e representou a ruptura com os padrões artísticos da época e o pontapé do movimento modernista no Brasil.
Desde o início do século passado, era perceptível entre os intelectuais e artistas brasileiros, um sentimento de questionamento e inquietação para com o teor conservador e academicista da arte vigente no país. As discussões acerca da necessidade de renovação da arte permeavam os meios de comunicação e algumas exposições artísticas desde 1910, porém somente no fim de 1921 foi concebida a ideia de uma forma de emancipação artística.
Aos moldes da francesa "Semaine de Fêtes de Deauville", Di Cavalcanti, artista carioca, junto de outros grandes nomes como Anita Malfatti, Victor Brecheret, Graça Aranha e Mário de Andrade e com o apoio de Washington Luís, o governador da época, criou a Semana de Arte Moderna. O evento provocou estranhamento em grande parte do público, o que incluiu vaias e colunas críticas em jornais e revistas.
Fato é que a SAM foi de fundamental importância para a compreensão da história da arte brasileira ao rejeitar as concepções conservadoras da produção artística ao mesmo tempo em que propunha estéticas inovadoras para o fazer artístico com forte inspiração nos movimentos de vanguarda europeus (tais quais o futurismo, cubismo, surrealismo). Os artistas participantes do evento possuíam todos influência externa de alguma forma, o que contribuiu para a construção da identidade do Modernismo brasileiro a partir do conceito de "antropofagia" (ideia de "comer") no qual absorvia-se influência externa para "vomitá-la" a seu modo.
O Modernismo na literatura brasileira possui seu marco inicial com a SAM, tendo início, nesta época, a primeira fase do modernismo literário, com estreita ligação aos movimentos vanguardistas. A renovação estética era essencial para o rompimento com o tradicionalismo, portanto a liberdade formal, a valorização do cotidiano e a reescritura de textos antigos são notáveis neste período de grande relevância da literatura nacional. Nesta mesma época formaram-se, inclusive, grupos dentro do movimento modernista no Brasil, como o Verde-Amarelo, Pau-Brasil e Antropófago.
Portanto, a Semana de Arte Moderna surgiu de um contexto histórico de questionamento e negação dos padrões artísticos vigentes, abrangendo artes visuais, musicais e literatura. Foi um marco na história da arte brasileira causando perplexidade no público, o que era provável visto seu cunho crítico e renovador.
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Poema de Oswald de Andrade, recitado na SAM.

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'O Abaporu', de Tarsila do Amaral

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Encarte da Semana de Arte Moderna

(Postagem de PORTUGUÊS [texto] por Amanda Borges)

ENTENDENDO O CONTEXTO HISTÓRICO DO MODERNISMO E DAS VANGUARDAS. (História)

Modernidade: uma era de ruptura e transformações.De modo objetivo, a modernidade pode ser definida como um período de transição, de uma época aonde predominava o agrianismo e a vida rual para uma época aonde passa a ser valorizada a industrialização e o capitalismo. A modernidade clássica, na perspectiva de Hobsbawm e tema-gerador desse projeto, estabeleceu-se principalmente no final do século 19 e o início do século 20.Alguns importantes acontecimentos marcaram a Modernidade, dentre eles a Primeira Guerra Mundial, a Revolução Russa e o surgimento das vanguardas artísticas.
Primeira Guerra Mundial: repercussões de proporções catastróficasA origem da Primeira Guerra Mundial está nos Balcãs. A Aústria havia anexado, em 1908, a Bósnia-Herzegovina. Na Bósnia-Herzegovina vivia uma importante minoria sérvia, que rejeitava a presença austríaca e queria se unir ao reino da Sérvia. A própria Sérvia contava com o apoio da sua aliada, a Rússia. Essa teia de relacionamentos diplomáticos e conflitos étnicos constituiu o chamado “barril de pólvora”, que causaria a explosão que seria a Primeira Guerra Mundial.Nesse contexto de tensão internacional, as nações se lançaram na “paz armada”, uma preparação à guerra inevitável que logo iria eclodir pela Europa.A faísca foi o assassinato do herdeiro ao trono do Império-Austro Húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando, morto na capital da Bósnia-Herzegovina. O Império Austro-Hungaro responsabilizou a Sérvia pelo assasinato e lhe declarou guerra. Como resposta, a Rússia declarou guerra ao Império Austro-Hungaro.As relações e as alianças entre os países europeus encontravam-se assim:
Tríplice Entente: França, Rússia e Grã-Bretanha. A França nutria um sentimento de revanchismo contra a Alemanha, principalmente devido à questão da Alsácia-Lorena. Ambas a França e a Grã-Bretanha temiam a força do Império Alemão.Tríplice Aliança: Império Austro-Húngaro, Alemanha e Itália.
Com as declarações de guerra, foram acionadas as Tríplices. Em 1914, começou-se a Primeira Guerra Mundial, uma guerra total, uma guerra marcada pela industrialização, pela propaganda e – principalmente -- pela violência. Ao término da guerra, em 1918, somavam-se cerca de 1,4 milhão de mortes. A guerra acabou com a vitória da Triplíce Entente, uma Alemanha em apuros e uma Europa arrasada.
Revolução Russa: transformações ideológicasO maior contigente de mortos na Primeira Guerra Mundial pertenceu à Russia, uma das potênticas vencedoras. Essa situação aparentemente contraditória deve-se ao período de turbulência vivida pela nação russa no início do século XX.A participação na Primeira Guerra revelou as fraquezas do regime monárquico da Rússia, além de fazer sofrer ainda mais uma população já arrasada pela corrupção e pela fome. A insatisfação popular mobilizou os trabalhadores a marcharem em direção à sede do governo em São Peterburgo. Sobre gritos de “paz e pão!”, o Império Russo foi derrubado. Em seu lugar instalou-se uma República.O primeiro governo republicano da Rússia, o Governo Provisório, não retirou a Rússia da Guerra, que indignou a população. A insatisfação popular culminou com a Revolução Russa: comandados por Wladimir Lenin, revolucionário socialista, a população derrubou o Governo Provisório e colocou o Lênin no poder. A Rússia foi retirada da Guerra Mundial (mesmo que logo em seguida iria acontecer uma sangrenta guerra civil) e fortaleceu-se a ideologia socialista.
VANGUARDAS: ROMPIMENTO E REFLEXOEsse cenário de violência, de ruptura, de novas ideologias e de transição formentou o ‘modernismo’, resposta da arte à Modernidade. No Modernismo, formaram-se as vanguardas artísticas europeias. As vanguardas buscavam, principalmente, uma ruptura com os paradigmas tradicionais; queriam renovar a arte. Influeciavam quase todas as esferas artísticas, desde a pintura até as artes cenicas até a música. Em se tratar de artes visuais, as principais vanguardas foram:
O Cubismo, que trabalhava com a geometrização das formas;O Expressionismo, que mostrava a emoção humana e o horror da guerra;O Futurismo, que exaltava a velocidade e a máquina;O Fauvismo, que priorizava a cor e o primitivismo das formas;O Surrealismo, que se desdobrava no inconsciente;O Abstracionismo, que intelectualizava a imaginação;E o Dadaísmo, a anti-arte.
E no Brasil?O Brasil também foi afetado pelas mudanças ocorridas na Modernidade. Além de ter uma pequena participação no conflito, a guerra também mobilizou a indústria brasileira, pois o Brasil agora precisava produzir o que antes importava das nações europeias. A industrialização também provocou uma urbanização por toda a nação.No âmbito da produção cultural, o Modernismo e suas vanguardas influenciavam os artistas brasileiros. Muitos promoviam a antropofagia cultural: misturavam influências das vanguardas europeias com elementos próprios da cultura brasileira com o objetivo de criar uma nova arte. O maior desdobramento dessa produção artística modernista foi a famosa Semana de Arte Moderna de 1922, aonde reuniram-se os principais artistas modernistas da época: Di Cavalcanti, Heitor Villa-Lobos, Mario de Andrade, Graça Aranha, Manuel Bandeira, Anita Malfatti, entre muitos outros escritores, poetas, artistas e músicos.O principal objetivo da Semana de Arte Moderna foi promover a renovação da arte brasileira por meio da experimentação, por meio da ruptura com o tradicional e com o antigo. Bem no espírito da Modernidade, os artistas foram recebidos com vaias e duras críticas; o evento foi extremamente polêmico. No entanto, o valor cultural desse evento foi altíssimo. Não é a toa que, atualmente, a Semana de Arte Moderna de 1922 é considerada uma das maiores marcas culturais do turbulento e conflituoso século XX.(Postagem de HISTÓRIA por Sofia)


(Vídeo de HISTÓRIA por Sofia e Amanda)

O Modernismo não se limitou apenas ao âmbito da literatura. As vanguardas europeias também tiveram influências significativas nas artes visuais, musicais e cênicas. Confira aqui alguns exemplos!


ARTES VISUAIS: CUBISMO

(Postagem de ARTES VISUAIS por Giovanna Pereira) O Cubismo é um movimento artístico cuja origem remonta à Paris e a 1907. Considerado um divisor de águas na história da arte ocidental, o Cubismo recusa a ideia de arte como imitação da natureza, afastando noções como a perspectiva e modelagem. O artista faz uma releitura do mundo a partir de formas geométricas.

A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na obra de Paul Cézanne, conhecido pela sua forma característica de construção de espaços por meio de volumes e da decomposição de planos, e também na arte africana (em especial as máscaras). Enfim, o movimento é caracterizado por sua geometrização e sobreposição, e é marcado por obras de Georges Braque e Pablo Picasso. Com cubos, volumes e planos geométricos entrecortados, reconstroem formas que se apresentam simultaneamente, em vários ângulos nas telas, onde o espaço do quadro – plano sobre o qual a realidade é recriada – rejeita distinções entre forma e fundo ou qualquer noção de profundidade. “A realidade construída com ‘cubos’.” Com essa frase do crítico Louis Vauxcelles, o novo movimento artístico ganha nome.
O Cubismo ramifica-se nos vários campos da arte, seja nos belos quadros, nas diversas esculturas, música e também em poesias. Os procedimentos introduzidos pelo movimento servem de base para as expressões posteriores como Fauvismo, Futurismo, Dadaísmo, Surrealismo e tantos outros. Assim sendo, o cubismo pode ser considerado uma das principais fontes da arte abstrata e suas pesquisas encontram adeptos no mundo todo. No Brasil, influências do Cubismo podem ser observadas em parte dos artistas reunidos no modernismo de 1922, em alguns trabalhos de Vicente do Rego Monteiro Lobato, Antônio Gomide e sobretudo, nas obras da Tarsila do Amaral.
ESTILOS DO CUBISMO e OBRAS
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Georges Braque, Le Viaduc à L'Estaque, (The Viaduct at L'Estaque), 1908, oil on canvas,
28-5/8 x 23-1/4 inches or 72.5 x 59 cm (Musée national d'art moderne, Centre Pompidou, Paris)


CUBISMO CEZANNEO (PRIMITIVO)


A obra de Georges Braque tem como tema o Viaduto de L 'Estaque; é uma das representações do Cubismo Cezanneo, estilo assim conhecido por ter influências do artista Paul Cézanne, pai da "arte moderna".

Esta obra marca a fase inicial do cubismo, onde tudo na natureza podia ser representado com traços geométricos básicos como cubos, cones e cilindros. Na obra, percebe-se a geometrização das casas e do viaduto.

Como todas as obras desse estilo, foi influenciada pela arte africana. As suas cores definem, com uma coordenação sensitiva, os vários planos constituintes da imagem.
CUBISMO ANALÍTICO

Esta obra de Pablo Picasso é um exemplar do que chamamos de Cubismo Analítico. Por exemplo, na representação da mulher, temos não só um ponto de vista mas vários. A sobreposição de vários ângulos e pontos de vista diferentes é característico desse estilo.

Com essa preocupação de mostrar o objeto em questão de diferentes ângulos, o artista pintou de forma a sobrepor os variados planos usando como artificio/ técnica a geometrização. Como observado na pintura ao lado, há um grande uso de formas retangulares.

Com tons neutros, a obra retrata aquilo que o artista pode ver e também o que geralmente passa despercebido, resultando assim numa composição bem trabalhada e complexa da composição formal.
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Girl with mandolin Picasso. Paris, late spring 1910 Oil on canvas 39 1/2 x 29" (100.3 x 73.6 cm) © 2014 Estate of Pablo Picasso / Artists Rights Society (ARS), New York



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Pablo Picasso (Spanish, 1881-1973). Still Life with Compote and Glass, 1914-15. Oil on canvas. 25 1/4 x 31 1/2 in. (64.1 x 80 cm). Gift of Ferdinand Howald. Columbus Museum of Art, Ohio.

CUBISMO SINTÉTICO

O estilo considerado mais abstrato e mais geometrizado é o conhecido Cubismo Sintético que ganha força no ano de 1912.

A obra ao lado, de Pablo Picasso, mistura as várias formas geométricas e, diferentemente dos estilos anteriores, usa muita cor em sua composição. Sendo assim, pintar seria um "jogo poético".

Sem se prender apenas a pintura, o artista desse obra utilizou técnicas inovadoras como a colagem (o que dava um dinamismo peculiar à obra), com a intenção de criar efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também no observador as sensações táteis.

Como característico do próprio Cubismo, evidenciamos na imagem a geometrização das formas.

ARTES MUSICAIS: NEOCLASSICISMO


O neoclassicismo surge como reação ao romantismo tardio durante o século XX. Uma característica forte do neoclassicismo musical é o fato de que os compositores buscam composições claras e a retomada de aspectos musicais característicos da música anterior à romântica, como a música clássica ou a barroca. Os compositores neoclássicos procuravam sempre evitar expressar fortemente emoções.

Exemplo 1: Pulcinella
  • Compositor: Igor Fyodorovich Stravinsky, russo.
  • Ano: 1920
  • Instrumentos utilizados: 3 cantores solistas, flautas, flautim, oboés, fagotes, trompas, trompete, trombone, 1 concertino e 1 ripieno.
  • Contexto histórico: Início das vanguardas européias, com inovações nas artes visuais, musicais e cênicas.
  • Características neoclássicas: A música tem forte influência da música barroca, com os ritmos marcantes e fortes, porém com toques modernos para fazer juz à sua época de composição.

Exemplo 2: Les Biches
  • Compositor: Francis Jean Marcel Poulenc, francês.
  • Ano: 1924
  • Instrumentos utilizados: flauta, flautim, clarinete, trompa, trompete, tuba, trombone, violino, violoncelo, fagote e oboés.
  • Contexto histórico: É lançado o Manifesto do Surrealismo, de André Bretton.
  • Características neoclássicas: O compositor também buscou influência do período Barroco e do período clássico, contrastando os ritmos fortes e marcantes do barroco com a melodia leve e suave do período clássico.

Exemplo 3: O Amor das Três Laranjas
  • Compositor: Sergei Sergeyevich Prokofiev, russo.
  • Ano: 1919
  • Instrumentos utilizados: percussão, flauta, flautim, clarinete, violinos, violoncelos, trompa, trompete, trombone, fagote, fagote baixo e oboé
  • Contexto histórico: Período pós-Primeira Guerra Mundial
  • Características neoclássicas: Prokofiev busca inspiração nas marchas do período barroco, com melodia fortemente ritmada assim como nos exemplos anteriores.
(Postagem de ARTES MUSICAIS por Clarice)


ARTES CÊNICAS: SURREALISMO

O Surrealismo foi uma vanguarda artística que surgiu em 1924 com o Manifesto Surrealista, escrito pelo poeta francês André Breton. O Surrealismo incorporou elementos do Dadá com as teorias psicanalistas de Sigmund Freud, formando uma nova forma de arte livre da racionalidade e da lógica. As obras surrealistas exploram o inconsciente da mente humana, criando cenas bizarras, desconexas e até as vezes pertubadoras a partir de elementos familiares (como exemplo, temos os famosos relógios do Salvador Dali). Artistas surrealistas buscavam conciliar a lingaugem dos sonhos com imagens absurdas. Muitos defendiam que o Surrealismo não era apenas um movimento cultural, mas também um movimento revolucionário.
Nas artes cênicas, o Surrealismo pode ser considerado uma “continuidade ou consequência de algumas ideias do Dadaísmo”. No entanto, filmes surrealistas colocam mais ênfase na temática da obra do que puramente em seu caráter visual. Um dos maiores cineastas surrealistas foi o Luis Buñuel, responsável por filmes como A Idade do Ouro (1930), Um Cão Andaluz (1928) e muitos outros. Em se tratando de teatro, outro espanhol pelo nome de Federico García Lorca também experimentou a estética surrealista em peças como El Público e Assim que se passaram cinco anos.
* Recomenda-se o uso de fone de ouvido ao assistir o vídeo abaixo.



SOBRE O VÍDEO: Dirigido por Sofia Todd. Encenado por Amanda Borges. Além de incorporar a própria essência surrealista, o nosso filme também faz referência à obras surrealistas como A Persistência Da Memória, A Criança Geopolítica, Um Chien Andalou e Rabbits. Afinal, como todos nós sabemos, a moral de toda e qualquer obra surrealista é que o vento do duende vem de quando o javali pisca a consciência. Isso, sim, é surrealismo.

(Postagem de ARTES CÊNICAS por Sofia)
FONTES
  • "DE PAULA, Luciano". Cena em Sala de Aula. Brasília-DF: Editora HTC, 2012.
  • "FREIRE, MOTTA, ROCHA. Américo, Marly, Dora.". História Em Curso: O Brasil e suas relações com o mundo ocidental. Nova Edição. Editora do Brasil / Fundação Getúlio Vargas, 2008. ISBN: 978-85-10-04195-9.
  • "ENDERS, MORAES FERREIRA, FRANCO. Armelle, Marieta, Renato". História em curso: da Antiguidade à Globalização. Primeira edição. Editora do Brasil / Fundação Getúlio Vargas, 2008. ISBN: 978-85-10-04197-3.
  • "BOULOS JUNIOR, Alfredo". História sociedade & cidadania: volume único. Primeira edição. São Paulo: FTD, 2011. ISBN: 978-85-322-8010-7.
  • Autor desconhecido. Cubismo. < http://clientes.netvisao.pt/fuiememo/web%205.htm>. Acessado (ou Visitado) em 14/04/14.


"Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado

(...) Não quero mais saber do lirismo que não é libertação."
- Poética, Manuel Bandeira.