Grupo 4_G
1ª Parte: História

A1: A) https://www.youtube.com/watch?v=dkH8Na3xwmw&feature=youtu.be

B) O termo Vanguarda vem do Francês Avant-guarde que significa o movimento artístico que “marcha na frente” anunciando a criação de um novo tipo de arte. No final do século XIX a Europa encontra-se caracterizada por duas situações antagônicas: a euforia do processo industrial e dos avanços teóricos científicos. E em meio a esse emaranhado contexto sugere um clima propicio para uma efervescência artística que resultou no aparecimento de varias tendências que buscavam encontrar uma nova maneira de interpretar nossa realidade. E é neste conturbado período que surge uma multiplicidade de ”ismo”, convencionando assim as chamadas Vanguardas européias.
Nas primeiras décadas do século XX, começaram a formar grupos de escritórios que sentiam a necessidade de renovação da literatura brasileira, o atual momento de construção artístico.Ao completar cem anos de Independência, o Brasil passava por um surto de desenvolvimento urbano e industrial, criando uma ideia de que o país deveria desenvolver também uma renovação cultural, no entanto, mostrou-se totalmente dependente dos padrões culturais europeus, pois apesar de não seguir a risca os elementos provenientes das vanguardas européias para exprimir os conteúdos modernos, o grupo de intelectuais modernistas apresentou-se totalmente dependente dos padrões culturais provenientes das vanguardas européias. A semana de Arte moderna na cidade de São Paulo, em 1922 foi considerado o marco introdutório do modernismo na literatura brasileira. Idealizada por um grupo de artistas a semana tinha por objetivo colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do pensamento europeu, ao mesmo tempo que pregava a tomada de consciência da realidade brasileira. Para isso na melhor que as palavras de Antônio Candido para comprar esta afirmação.

“Os nossos modernistas da arte a vanguarda, aprenderam a psicanálise e plasmaram um tipo ao mesmo tempo local e universal de expressão, reencontrando a influencia européia por um mergulho no detalhe brasileiro.”
[CANDIDO, 200, P 121]

O mundo foi seriamente abalado durante essa época, na qual ocorreram, a Primeira Guerra Mundial, com suas horríveis guerras em trincheiras, e as consequentes ascensões de governos fascistas e autoritários, assim como o Crash da Bolsa de New York que deixou milhões de pessoas ao redor do globo desempregadas e marginalizadas. Dez anos depois, a Segunda Grande Guerra devastou a Europa e abalou o mundo, mudando a face da Terra para sempre, com as consolidações das democracias modernas e a formação da Organização das Nações Unidas. No Brasil, nota-se o fim do Império e a ascensão das oligarquias regionais, com a consolidação da República Velha, que abrangeu o coronelismo e a república do café com leite. As mudanças na mentalidade do povo brasileiro causou grande questionamento acerca da República a partir da década de 1920, pois ao mesmo tempo que se procura o modernismo, o original, o polemico; o nacionalismo se manifesta em suas múltiplas faces na qual pode-se destacar a busca das raízes da nacionalidade através da literatura, com a historia do personagem Macunaíma um herói brasileiro indígena. Podemos perceber que apesar de serem influenciados pelos movimentos vanguardistas europeus,e do momento conturbado que vive o mundo, também tinham por objetivo construir uma identidade cultural do nosso país. Existe um notório empenho dos modernistas brasileiros em romper com as amarras dos pressupostos vanguardistas europeus e criar uma identidade nacional, que liga ambos os movimentos. E o grande esforço dos mesmos em buscar a qualquer custo uma auto-afirmação e uma identidade nacional que é o ponto principal a se destacar nesta fase são os manifestos modernistas; como o manifesto nacionalista, o manifesto do pau-brasil, o manifesto da antropofagia , e o manifesto do verde- amarelismo o qual destaco como principal disseminador do movimento modernista brasileiro desta fase por sua proposta de uma nacionalidade primitivista e ufanista encabeçado a vertente da auto afirmação do modernismo brasileiro.
Ao longo deste resgate da primeira fase do Modernismo Brasileiro é notório o empenho dos modernistas em romper com as amarras do “ismo” dos pressupostos vanguardistas europeus que ambos os movimentos encontraram-se entrelaçados por uma estrutura sólida que varia apenas nos objetivos de proliferação e resgate das estruturas culturais

2ª Parte: Artes
A1 - Artes Visuais:

CUBISMO:

Os cubistas buscava, representar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. É como se eles estivessem abertos e aparentasse, todos os seus lados no plano frontal em relação ao espectador. Na verdade essa atitude de decompor os objetos não tinha nenhum compromisso de fidelidade com a aparência real das coisas. Significava, em suma, o abandono da busca da ilusão da perspectiva ou das três dimensões dos seres, tão perseguidos pelos pintores renascentistas.
Existiam dois tipos de cubismo, no cubismo analítico os artistas trabalhavam com poucas cores, preto, cinza e tons de marrom e ocre. O mais importante era desenvolverem um tema e apresentarem de todos os lados simultaneamente, e de tão fragmentada a obra, era impossível o reconhecimento das figuras expostas.Para recompor a excessiva fragmentação dos objetos, os cubistas passaram ao cubismo sintético, onde passaram a resgatar a imagem das figuras. Porém isso não significou um retorno realista da obra.
Outra derivação da tendência cubista foi chamada de colagem, pois introduziu na pintura letras, palavras, números, pedaços de madeira, jornais, vidro e metal, isto é, fragmentos , reais ou representados, de objetos retirados diretamente do cotidiano vivido pelas pessoas. Essa inovação pode ser explicada pela intenção do artista de criar novos efeitos plásticos e de ultrapassar os limites das sensações visuais que a pintura sugere, despertando também sensações táteis no observador.

Alguns exemplos de obras cubistas:


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-A obra “Auto-retrato”, de Pablo Picasso, 1907, óleo sobre tela,- pertença da Galeria Narodni, Praga – é testemunho da nova linguagem pictórica e do abandono do tradicional auto-retrato, percebe-se grande influência da vanguarda europeia cubista.



2a


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-LES DEMOISELLES D’AVIGNON, de Pablo Picasso, foi a primeira invenção moderna que abriu caminho para transgredir convenções e tradições visuais naturalistas do ocidente. Picasso subverteu por completo as regras de representar a figura humana e os objetos, desconstruiu o corpo e a separação entre figura e fundo, a anatomia foi subordinada àgeometria e a luminosidade sem compromissos com a natureza, totalmente livre.

3a


-Vaso azul - Pablo Picasso
As influências do movimento cubista no Brasil:
O cubismo teve forte influência no Brasil, fazendo com que surgisse um olhar diferenciado para a política e o modo de viver, uma nova visão de mundo. Segue abaixo algumas comparações das influências cubistas:


4a
X
5a



-A obra “Auto-retrato”, de Pablo Picasso, comparada com a obra "A Boba" de Tarsila do Amaral, mostra a grande influência que o cubismo realizou no Brasil.


Os principais artistas brasileiros influenciados pelo cubismo foram Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Rego Monteiro e Di Cavalcanti.
Segue alguns exemplos de obras cubistas brasileiras:

6a


-Abaporu, de Tarsila do Amaral, pintado em 1928, é um dos quadros brasileiros mais valorizados, pertence a um argentino, o nome é uma referência a antropofagia modernista, que se propunha a deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la ao Brasil.

Objetivo B1 - Cênicas
www.youtube.com/watch?v=Hj-DkeryQEk



OBJETIVO C1 – MÚSICA

NEOCLASSICISMO

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O Neoclassicismo na Música surgiu no início do século XX, mais especificamente entre meados de 1920 e mais expressivamente sob a figura de Igor Fiodorovitch Stravinsky. Tal movimento artístico tinha como principal objetivo retomar as tradições clássicas na música, daí o nome neo (novo) classicismo (clássico), que são o equilíbrio musical, a contenção das emoções, a clareza de texturas, entre outros. Outra característica neoclássica foi a redução no número de músicos das orquestras. As produções desse período podem ser tidas como reação às obras modernistas elaboradas até então e ao Romantismo tardio, além de terem sido inspiradas por compositores clássicos e barrocos, como Mozart, Haydn, Bach e Händel.



OBRA 1

http://www.youtube.com/watch?v=S-Xm7s9eGxU



Erik Satie – Gymnopédie no.1

As Gymnopédies são três composições para piano escritas pelo francês Erik Satie. Curtas e atmosféricas, as peças são compostas em 3/4, cada uma compartilhando um tema e uma estrutura comum. São peças calmas, mas excêntricas, que, quando compostas, desafiaram a tradição clássica. As melodias usam dissonâncias deliberadas, produzindo um efeito melancólico que combina com as instruções de execução, que são de tocar cada peça lentamente, dolorosamente. São claramente equilibradas e “sóbrias”, evidenciando a “atmosfera clássica”.

O trabalho foi baseado na poesia de J.P. Contamine de Latour (1867–1926), que escreveu Les Antiques ("O Antigo"), um poema com as seguintes linhas:

“Oblique et coupant l'ombre un torrent éclatant


Ruisselait en flots d'or sur la dalle polie


Où les atomes d'ambre au feu se miroitant


Mêlaient leur sarabande à la gymnopédie”

As Gymnopédies são as primeiras composições em que Satie tentou se desvencilhar do ambiente da música de salão de seu pai e de sua madrasta. A composição destas começou em novembro de 1887, sendo completa em abril de 1888. Em agosto, a Gymnopédie nº 1 foi publicada, acompanhada dos versos de Contamine supracitados. Entretanto, é incerto se o poema foi escrito antes da música. Num momento posterior do mesmo ano foi publicada Gymnopédie nº 3. Entretanto, a publicação de Gymnopédie nº 2 aconteceu somente sete anos depois.


OBRA 2

http://www.youtube.com/watch?v=XOs5aPZ6GoQ


Stravinsky – Pulcinella Ouverture

Pulcinella trata-se de uma obra, composta por Stravinsky e encomendada por Sergei Diaghilev, com diversas composições feitas especialmente para o ballet. Foi inspirada em um personagem do século XVIII, nascido a partir da “Commedia dell’Arte”, terminada em 20 de abril de 1920 e estreada com enorme sucesso em 15 de maio do mesmo ano.

A composição foi feita para 3 cantores solo: um soprano, um tenor e um baixo; duas flautas; dois fagotes; duas trompas; um trompete; um trombone. No concertino de cordas: dois violinos; uma viola; um violoncelo; um contrabaixo. No ripieno: oito violinos; quatro violas; três violoncelos e três contrabaixos.

Assim como na maioria das obras neoclássicas, evidencia-se a clareza e o equilíbrio. A “Ouverture”, em específico, relembra o período barroco, o qual foi marcado pelas obras de Bach.


OBRA 3
http://www.youtube.com/watch?v=e2ubBODy4N0


Poulenc – Dialogues des Carmelites

Dialogues des Carmelites foi composta pelo compositor francês Francis Poulenc e trata-se de uma ópera em três atos e doze cenas, e foi inspirada nos Mártires de Compiègne (membros do clérigo francês). O vídeo acima corresponde ao final do terceiro ato.

Apesar de francesa, a ópera foi apresentada pela primeira vez em italiano, em janeiro de 1957, no teatro italiano Alla Scala, em Milão. Participam do espetáculo seis barítonos; três tenores; três sopranos; dois contraltos e duas mezzo-sopranos. A orquestra presente na obra é reduzida, sendo tal fato característico do neoclassicismo.

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3ª Parte: Língua Portuguesa

A) Semana de Arte Moderna e o Modernismo no Brasil
- A Semana de Arte Moderna ou Semana de 22 foi um evento modernista que envolveu várias expressões artísticas: literatura, artes plásticas, arquitetura e música. Ocorreu em 1922, no Teatro Municipal de São Paulo, entre os dias 11 e 18 de fevereiro, apesar de apenas três dias terem sido utilizados para as apresentações. O objetivo era criar uma arte brasileira, sem as erudições e regras europeias (arte espontânea), mostrar a realidade do país, a vida simples e cotidiana da maioria da população (o “povo”).
- Entre os artistas presentes estavam grandes nomes, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade (na literatura), Víctor Brecheret (na escultura), Anita Malfatti, Di Cavalcanti (na pintura) e Heitor Villa-Lobos (na música), que queriam trazer os movimentos vanguardistas da Europa (principalmente o cubismo, futurismo e o expressionismo) para o Brasil de uma forma mais nacional, ou seja, utilizando as mesmas ideias e propostas, porém adaptando-as à cultura Brasileira.
- O evento foi muito criticado: positivamente pela imprensa que conhecia o projeto de tornar o Brasil um país independente da cultura europeia, e negativamente pela parte mais conservadora, incluindo o grande escritor Monteiro Lobato. Também houve muitas vaias, organizadas por Oswald de Andrade, na intenção de gerar polêmica, fazer com que o ocorrido fosse publicado nos jornais e, consequentemente, disseminar o movimento, o que de fato aconteceu.
- Dessa forma, instalou-se o modernismo, posteriormente dividido em três gerações. A primeira, mais conhecida como “Fase Heroica”, caracterizava-se pelo embate entre modernistas e as tradições eruditas, resultando na liberdade de escrita. Houve, ainda, as seguintes subfases: “Pau-Brasil”, iniciada por Oswald de Andrade com o Manifesto da Poesia Pau-Brasil, que defendia o primitivismo, a revolta contra a cultura acadêmica e a criação de uma língua brasileira sem arcaísmo e erudição, “Verde Amarelismo”, transformada em “Escola da Anta”, uma reação ao nacionalismo e espírito anarquista de Oswald de Andrade e a “Antropofagia”, propondo a absorção da cultura estrangeira.


Observação: O site não permite o uso de parágrafos, portanto tiveram de ser sinalizados por um hífen "-".

Observação 2: Segue em anexo o arquivo da dissertação para que seja melhor visualizada:

B) www.youtube.com/watch?v=1OxTSYAi_Z8
prefacio.jpg