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INTEGRANTES:
Aline Rizzo 03
Daniela Perna 14
Isadora Cardoso 23
Mariana Reis 33
Natália Marinho 35
Sara Rocha 42


HISTÓRIA


As vanguardas são movimentos artísticos que nasceram na Europa no início do século XX. Elas surgem diante de um panorama mundial conturbado devido aos rápidos avanços tecnológicos que ocorreram na época. O desenvolvimento da área medicinal trouxe vários benefícios à população, já na área industrial os burgueses enriqueciam as custa dos operários que descontentes faziam greves. O evento que se destacava era a I Guerra Mundial, uma disputa de mercados e influências que gerava angústia e afligia a todos. Durante o século XX os artistas e intelectuais estavam inquietos em relação ao academicismo que regia o cenário artístico. As vanguardas romperam com os paradigmas e as tradições culturais da sociedade vigente promovendo liberdade. Elas propunham novos interesses ideológicos que se concretizaram formando o Futurismo, o Cubismo, o Dadaísmo, o Expressionismo e o Surrealismo que foram a base do Modernismo brasileiro.

As vanguardas brasileiras surgiram através de uma releitura das vanguardas européias de modo que os ideais e o espírito modernista fossem conservados.

“Sei que dizem de mim que imito Cocteau e Papini. Será já um mérito ligar estes dois homens diferentíssimos como grácil lagoa de impetuoso mar. É verdade que movo como eles as mesmas águas da modernidade. Isso não é imitar: é seguir o espírito duma época.”
Mário de Andrade, Cartas a Manuel Bandeira, Edições de Ouro, 1967, p. 24

É inegável a influência das vanguardas européias para a criação da identidade da arte nacional. Assim como o modernismo brasileiro só ocorreu devido a chegada da cultura europeia modernista. As ideias inovadoras eram trazidas para o Brasil por meio de artistas, que em suas viagens transferiam informações das vanguardas que estavam em seu auge na Europa.

A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco no Modernismo Brasileiro. Ela foi elaborada em meio da procura da reafirmação da identidade da arte brasileira.

“O que hoje fixamos não é a renascença de uma arte que não existe. É o próprio comovente nascimento da arte no Brasil, e, como não temos felizmente a pérfida sombra do passado para matar a germinação, tudo promete uma admirável "florada" artística. E, libertos de todas as restrições, realizaremos na arte o Universo. A vida será, enfim, vivida na sua profunda realidade estética. O próprio Amor é uma função da arte, porque realiza a unidade integral do Todo infinito pela magia das formas do ser amado. No universalismo da arte estão a sua força e a sua eternidade. Para sermos universais façamos de todas as nossas sensações expressões estéticas, que nos levem a à ansiada unidade cósmica. Que a arte seja fiel a si mesma, renuncie ao particular e faça cessar por instantes a dolorosa tragédia do espírito humano desvairado do grande exílio da separação do Todo, e nos transporte pelos sentimentos vagos das formas, das cores, dos sons, dos tatos e dos sabores à nossa gloriosa fusão no Universo.”
Graça Aranha, DISCURSO DE ABERTURA DA SEMANA DE ARTE MODERNA, A emoção estética na arte moderna

Os novos conceitos não foram bem recebidos no Brasil no início. A ruptura e o estranhamento propostos pelo modernismo causaram choque na sociedade. As ideias renovadoras geraram polêmicas e escândalos. Isso já era previsto por Graça Aranha em seu discurso na abertura da Semana de Arte Moderna.

“Para muitos de vós a curiosa e sugestiva exposição que gloriosamente inauguramos hoje, é uma aglomeração de "horrores".”

Assim como os manifestos das vanguardas do século XX, surgiram manifestos no Brasil em resposta a Semana da Arte Moderna de 1922. O manifesto Pau-Brasil foi liderado por Oswald Andrade e propunha uma nova estética para a poesia. Ele defendia uma poesia ingênua, no sentido de não contaminada por formas preestabelecidas de pensar e fazer arte.

"Poetas. Sem reminiscências livrescas. Sem pesquisa etimológica. Sem ontologia."

Esse manifesto ocorreu no mesmo ano que o Manifesto Surrealista de André Breton, isso reforça uma tese de que o Brasil estava acompanhando plenamente o movimento das vanguardas mundiais.

O movimento Antropofágico ocorreu em 1928 e também foi liderado por Oswald Andrade. Para ele a renovação da arte nasceria a partir da retomada dos valores indígenas, da liberação do instinto e da valorização da inocência. Segundo Antônio Candido o objetivo de Oswald de Andrade era a de "uma atitude brasileira de devoração ritual dos valores europeus, a fim de superar a civilização patriarcal e capitalista, com suas normas rígidas no plano social e os seus recalques impostos, no plano psicológico".

Por Aline Rizzo e Sara Rocha

Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=HOup7-Em1vE

Por Aline Rizzo e Daniela Perna

ARTES VISUAIS

DADAÍSMO


Foi num café em Zurique, em 1916, onde cantores se apresentavam e era permitido recitar poemas, que o movimento dadá surgiu. Depois do início da I Guerra Mundial, esta cidade havia se convertido em refúgio para gente de toda a Europa. Ali se reuniram pessoas de várias escolas como o cubismo francês, o expressionismo alemão e o futurismo italiano. Isto confere ao dadaísmo a particularidade de não ser um movimento de rebeldia contra uma escola anterior, mas de questionar o conceito de arte antes da I grande guerra.

Não se sabe ao certo a origem do termo dadaísmo, mas a versão mais aceita diz que ao abrir aleatoriamente um dicionário apareceu a palavra dada, que significa cavalinho de brinquedo e foi adotada pelo grupo de artistas.

O movimento artístico conhecido como Dadaísmo surge com a clara intenção de destruir todos os sistemas e códigos estabelecidos no mundo da arte. Trata-se, portanto, de um movimento antipoético, antiartístico, antiliterário, visto que questiona até a existência da arte, da poesia e da literatura. O dadaísmo é uma ideologia total, usada na forma de viver e como a absoluta rejeição de todo e qualquer tipo de tradição ou esquema anterior. É contra a beleza eterna, contra as leis da lógica, contra a eternidade dos princípios, contra a imobilidade do pensamento e contra o universal. Os adeptos deste movimento promovem uma mudança, a espontaneidade, a liberdade da pessoa, o imediato, o aleatório, a contradição, defendem o caos perante a ordem e a imperfeição frente à perfeição.

Os dadaístas proclamam a antiarte de protesto, do escândalo, do choque, da provocação, com o auxílio dos meios de expressão oníricos e satíricos. Baseiam-se no absurdo, nas coisas carentes de valor e introduzem o caos e a desordem em suas cenas, rompendo com as antigas formas tradicionais de arte.

Um diretor de teatro, chamado Hugo Ball, e sua esposa criaram um café literário, cujo objetivo era acolher artistas exilados (Cabaret Voltaire), que foi inaugurado no dia 1º de fevereiro de 1916. Ali se juntaram Tristan Tzara (poeta, líder e fundador do dadaísmo) Jean Arp, Marcel Janko, Hans Richter e Richard Huelsenbeck, entre outros. O dadaísmo foi difundido graças à revista Dada e, através dela, as ideias deste movimento chegaram a New York, Berlin, Colônia e Paris.



Características principais do dadaísmo:



  • Objetos comuns do cotidiano são apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico;

  • Irreverência artística;

  • Combate às formas de arte institucionalizadas;

  • Crítica ao capitalismo e ao consumismo

  • Ênfase no absurdo e nos temas e conteúdos sem lógica;

  • Uso de vários formatos de expressão (objetos do cotidiano, sons, fotografias, poesias, músicas, jornais, etc) na composição das obras de artes plásticas;

  • Forte caráter pessimista e irônico, principalmente com relação aos acontecimentos políticos do mundo.



Principais artistas dadaístas:



  • Tristan Tzara
  • Marcel Duchamp
  • Hans Arp
  • Julius Evola
  • Francis Picabia
  • Max Ernst
  • Man Ray
  • Raoul Hausmann
  • Guillaume Apollinaire
  • Hugo Ball
  • Johannes Baader
  • Arthur Cravan
  • Jean Crotti
  • George Grosz
  • Richard Huelsenbeck
  • Marcel Janco
  • Clement Pansaers
  • Hans Richter
  • Sophie Täuber





Fontes:

http://www.infoescola.com/artes/dadaismo/

http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/dadaismo.htm


Análise das obras:


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*mictorio

Marcel Duchamp – Urinol Invertido



Essa obra representa bem o dadaísmo pelo uso de objetos comuns do cotidiano apresentados de uma nova forma e dentro de um contexto artístico. Duchamp não se preocupou em desenvolver algo belo, mas buscou uma reação do público. De forma sarcástica e irônica, o artista criticou os conceitos de arte de uma sociedade cultural, outra característica marcante do dadaísmo.



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*ferro
Man Ray - Cadeau

A obra de Man Ray é um exemplo perfeito do dadaísmo. Ele enfatizou bem o absurdo e o conteúdo sem lógica. O objeto que antes tinha uma função, agora perdeu essa função (se alguém tentar passar a roupa com esse ferro, causará danos na roupa). Ou seja, a obra desafia a lógica racionalista da utilização de objetos do cotidiano.

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*Roda de bicicleta
Marcel Duchamp

A obra “roda da bicicleta” é bem peculiar e representa bem a ruptura com o tradicional. A obra fez muito sucesso por ser uma coisa inesperada e nova, e pelo uso de objetos diferentes, do nosso cotidiano, sem nenhuma ligação, que juntos, fora de sua utilidade, formam uma obra de arte. A obra faz com que as pessoas reflitam sobre o cotidiano, com o objetivo de olhar o mundo com novos olhos.


Por Mariana Reis e Natália Marinho


MÚSICA

IMPRESSIONISMO


O Impressionismo é um movimento artístico surgido na França no século XIX que criou uma nova visão conceitual da natureza utilizando pinceladas soltas e dando ênfase na luz, no movimento e na sensibilidade do artista. Na música, o Impressionismo te sua origem com Debussy, o marco do início da música moderna. Assim como nas artes visuais, a música impressionista focalizou mais na sugestão e atmosfera, como na música programática. Do mesmo modo que os pintores trabalhavam com a luzes e cores, Debussy trabalhava com harmonias e timbres. Era uma reação aos excessos do Romantismo. Compositores impressionistas preferiam composições com formas mais curtas, tais como o nocturne, arabesque, e o prelúdio, além de fazer uso de dissonâncias com escalas não tão comuns, como a hexafônica.

  • Prélude à l'après-midi d'un Faune (Prelúdio à Tarde de um Fauno)

https://www.youtube.com/watch?v=bYyK922PsUw

É um poema sinfônico composto por Debussy entre 1892 e 1894, baseado em um poema simbolista de Stepháne Mallarmé. É a música que da origem à música moderna. A orquestra é formada por: três flautas, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes, dois fagotes, quatro cornetas de pistão, duas harpas, e instrumentos de cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixos).
A música possui harmonias e timbres instrumentais e cadeias de acordes que deixam à obra um convite ao sonho, à neblina, algo vago, fluídico.



  • Pini di Roma (Os pinheiros de Roma)

https://www.youtube.com/watch?v=62V-ALlLZSg

É um poema sinfônico composto por Ottorino Respighi no ano de 1924. A obra é composta por quatro movimentos que são apresentados sem interrupções. Estes são:
  1. Il pini di Villa Borghese (Os pinheiros da Vila Borghese): O movimento inicial, procura descrever as alegre brincadeiras das crianças entre os pinheiros, que descrevem as brincadeiras de dança, batalhas ou de roda. Breves motivos nos metais e nas madeiras, sobre a cintilância das cordas, representam estas cenas.
  2. Il pini presso una Catacomba (Os pinheiros próximos a uma catacumba): De maneira brusca e inesperada surge a segunda parte. Os registros graves da orquestra sugerem a sombra dos pinheiros projetada sobra uma catacumba. Cordas divididas e trompas, todos com surdinas, sugerem cenas misteriosas e de penumbra; nessa atmosfera, houve-se um trompete distante, que toca uma espécie de hino. As harmonias modais dão um sentido arcaizado a este seção, onde os trombones desenrolam uma melodia inspirada no canto gregoriano.
  3. Il pini del Gianicolo (Os pinheiros do (monte) Janículo): Na terceira parte, abre-se a cena com uma cadência do piano. Um clarinete solo sobre os trêmulos das cordas, com algumas intervenções da harpa enquadram emolduram um canto do rouxinol, é a primeira vez que se utiliza numa partitura a presença de um canto de pássaro gravado em fita magnética, intervenção esta prevista na partitura original.
  4. Il pini della via Appia (Os pinheiros da via Áppia): No último movimento o compositor desejou lembrar um cena da antiga Roma. “Alvorada nebulosa na via Áppia. A campainha trágica é vigiada por pinheiros solitários. Na fantasia do poeta aparece uma visão de glórias antigas: soam as trompas e um exército consular irrompe (...), para ascender ao triunfo do Capitólio”.

Os Pinheiros de Roma revelam uma atmosfera solta e alegre. “Respighi utilizou a natureza como ponto de partida no sentido de evocar memórias e visões, já que as milenares árvores que caracterizam a região romana foram testemunhas de um sem número de acontecimentos históricos da vida da Cidade Eterna.”
http://repertoriosinfonico.blogspot.com.br/2007/07/respighi-ottorino-pini-di-roma-os.html



  • Pavane Pour Une Infante Défunte (Pavane para uma princesa morta)

https://www.youtube.com/watch?v=tn6_yT9SKpM

É uma peça para piano escrita por Maurice Ravel no ano de 1889. Ele se inspirou na pintura do espanhol Diego Velásquez: "A Família de Felipe IV", pintada em 1656, mais conhecida como “As Meninas”. A música produz efeitos sinestésicos, através de cruzamentos de sensações entre os sentidos da visão e da audição, ao refletir imagens visuais através dos sons. O caráter de intimidade proposto pela música, pode ser vislumbrada em meio à agitação da cena pintada por Velásquez. Pavana é uma das danças de corte que foram mais cultivadas nos séculos XVI e XVII. É uma dança de movimento lento e imponente, muito cultivada pela aristocracia.
A partitura da peça foi escrita na tonalidade de sol maior e apresenta-se na forma rondó. Sua métrica é quaternária simples contida em setenta e dois compassos. O tema A se repete insistentemente com variações e contrastes. O tema B causa contraste logo no início do tema quando muda-se para a tonalidade homônima. Isso causa uma mudança de sentimento na música. Desde o início Ravel escreveu a música com insistência em bloco, um acode e na sequência outro acorde, sendo assim, uma música bem harmoniosa. Utiliza dinâmicas constantes.
“Nota-se que Ravel é profundo em cada frase. Como disse alguns musicólogos que Ravel foi muito temático em suas composições, assim ele consegue absorver diversos sentimentos em seus ouvintes assim causando um impacto nas coisas que pensamos e que imaginamos.”
http://www.webartigos.com/artigos/pavane-pour-une-infante-defunte/10965/


Por Daniela Perna





LÍNGUA PORTUGUESA


A semana de arte moderna que ocorreu em São Paulo nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 foi um marco na história brasileira tendo em vista o incentivo na renovação artística, além da social e política. Ela estava sendo planejada há alguns anos com o objetivo de renovar, de criar uma arte livre das convenções acadêmicas. Porém, a SAM nao foi acolhida pela sociedade paulista tradicional. Em momentos se ouviam relinchos, latidos, gritos, e em outros o público respondia com aplausos, criando o estranhamento, o "choque" que os modernistas desejavam.
Alguns modernistas destacam-se e tem grande importância para a semana. Dos escritores podemos citar Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Manuel Bandeira e Graça Aranha. Na pintura destacaram-se Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro, entre outros artistas. Na música o diferencial veio das composições de Villa-Lobos e Debussy.
A SAM aconteceu durante a primeira fase do Modernismo caracterizada pela ruptura, inovação e estranhamento, abrindo as portas ao novo e moderno não existentes antes no Brasil. A intenção dos modernistas brasileiros era fazer uma releitura das vanguardas europeias como o Futurismo, o Cubismo, o Expressionismo e o Dadaísmo, porém criando uma arte essencialmente brasileira.
A literatura brasileira foi um dos exemplos de mudança após a semana de arte moderna rompendo com o academicismo literário e com a gramática normativa, incorporando versos livres e dando maior liberdade às expressões das ideias, além da ruptura com o coloquialismo.

Por Isadora Cardoso

Vídeo cênicas e língua portuguesa:

FUTURISMO




Por Aline Rizzo, Daniela Perna, Isadora Cardoso

"Trem de Ferro", de Manuel Bandeira, é um poema influenciado pelo Modernismo, no qual ocorre uma ruptura com as tradições literárias clássicas, com versos mais livres e menos rimados. O tema do poema imita o som e o ritmo de um trem em movimento, em que a velocidade da locomotiva é representada pelo numero de silabas poéticas . Há também algumas expressões que são utilizadas para expressar a velocidade do trem sobre os trilhos. Podemos utilizar como exemplo o trecho:
"... Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho…"
O ritmo e a musicalidade do texto são baseadas na aliteração e na assonância (repetição de fonemas e vogais). Como no começo do poema em que ocorre a repetição da frase "café com pão" três vezes. Além disso, o poema retrata a cultura popular, sobretudo a nordestina utilizando elementos do folclore brasileiro.

Por Isadora Cardoso