Grupo 3 "J"
Ana Paula nº: 03
Fernanda Morais nº: 12
Isabela Ilha nº: 17
Larissa Teixeira nº: 23
Luiza Tavares nº: 29
Sophia Passos nº: 39



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1ª Parte: História



Contexto histórico






Entre o final do século XIX e início do século XX, há o surgimento de um novo homem, isto é, aquele que aboliu a escravidão, dissipou a Monarquia e proclamou a República. Tais homens passaram a compor a burguesia nacional, a qual empenhada em atrair investimentos para sua área de interesse, o café, buscava equiparar o Rio de Janeiro aos modelo de organização urbano europeu.
Após o momento de grande instabilidade dos primeiros anos de fixação da República, instalou-se em 1894 o sistema de oligarquias entre São Paulo e Minas Gerais, já que firmavam-se como os pólos econômicos e populacionais da época. Por meio de ações repressoras, puniam aqueles que ao seu ver ameaçavam a ordem republicana, como no relato de Euclides da Cunha em ‘’Os sertões’’, que defendia os habitantes de Canudos e sua organização comunitária, em disparidade do pensamento da República, que os via como subversores da ordem.
O período em que almejava-se a modernização do Rio de Janeiro, denominado Belle Époque, situou realidades opostas, isto é, enquanto a burguesia encontrava-se eufórica com as inovações no campo da ciência e tecnologia, o que na Europa ocorria desde o século XVIII, grande parte da classe operária não era atendida. Sob os desejos dos dirigentes os operários encontravam-se entre os mais pobres, tendo a revolta da vacina, comprovado a falta de informação entre os centros de poder e as classes miseráveis.
Em 1917, se deu o auge do movimento operário no Brasil, em razão da inflação que a Grande Guerra ocasionou no sistema industrial brasileiro. Tais trabalhadores reivindicavam por regularidade e aumento salariais, redução de aluguéis, redução da jornada de trabalho, entre outras. Entretanto, esses desejos não foram atendidos, o que culminou para disseminação de ideologias comunistas, visto que na Revolução Russa em outubro de 1917, militares e operários derrubaram o Governo Provisório.
Em 1922, foi fundado por trabalhadores e intelectuais marxistas o Partido Comunista do Brasil (PCB), o qual anexou-se as influências européias, estas por sua vez, promoviam formas mais aptas a expressar o mundo mecanizado, capitalista, individualizado e propício a guerras ao lado de interpretações de Comte, Darwin, Nietzsche, Freud e Marx.
Assim, nesse contexto que segundo o cineasta Marcelo Masagão, compunha uma pluralidade de sensações e experiências. Na Semana de Arte Moderna, em 1922, um grupo de jovens artistas objetivava substituir o academicismo e o tradicional por formas de expressão inovadoras, assim como, segundo Mário de Andrade, possuíam o intuito de ‘’brasileirar o brasil’’, adaptando certos aspectos ao século XX e a nossa brasileira.






2ª Parte : Artes



Artes visuais (A1)

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  • O futurismo é um movimento artístico e literário que teve início com o manifesto do poeta italiano Filippo Marinetti, tendo como base a fuga do tradicionalismo. No qual exalta a tecnologia e a revolução industrial, com o aumento dos meios de produção a velocidade das coisas passou a ser relatada constantemente em todas as manifestações artísticas. O futurismo teve grande influência do cubismo, relatava a tecnologia em movimento por meio de muitas formas geométricas em dinamismo. O uso das cores é feito de forma que o movimento das figuras fique claro.
  • “4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo se enriqueceu de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com o seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo… um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.” MANIFESTO FUTURISTA (Publicado em 20 de Fevereiro de 1909, no “Le Figaro”)

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Um cão na Coleira – Giacomo Balla
  • Esta obra faz uma clara associação ao movimento rápido, que como característica do futurismo a velocidade está ligada aos momentos de mudança da sociedade, assim como a revolução industrial, que geraram rapidez na produção de bens consumíveis.

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  • Nessa imagem o uso de objetos fabricados de metal e em fabricas também reforçam a ideia de contemplação do moderno. A roda pode passar a ideia de movimento, e de deslocamento com facilidade. Os elementos do texto evidenciam a sociedade em alteração econômica, como a ancora que mostra o avanço na distribuição da produção.


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Jeune fille courant sur un balcon - Giacomo Balla
  • Nessa obra os pés passando podem ser relacionados a produção em série, diretamente ligado a velocidade, a rapidez com que tudo acontece, até mesmo um simples caminhar. Aqui não há uma contemplação do que se era produzido em fabricas, mas sim o que essa modernização causava na vida das pessoas. A grande alteração do ser humano em consequência das grandes transformações da forma de viver estão evidenciadas na imagem.






Artes Cênicas (B1)

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O gabinete do doutor caligari.jpg







Música (C1)

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  • O neoclassicismo surge no período entre as duas guerras mundiais da primeira metade do século XX e é caracterizado pelo uso de modelos que se inspiram na música do século XVIII. Após a catástrofe da Primeira Guerra Mundial, procurava-se restabelecer laços culturais da tradição, buscando, dessa forma, revitalizar o ambiente social e cultural da Europa. Negar o presente e olhar para o passado, em busca de ordenação, foi uma das resoluções tomadas pelos artistas na tentativa de resgatar um humanismo perdido diante da grande devastação causada pela Grande Guerra. Esta referência ao passado tanto se pode revestir ao nível das formas usadas, como ao nível dos aspectos harmônicos e melódicos da própria música. Contudo, este aparente retrocesso ao passado não se constitui como um verdadeiro retorno ao uso de modelos musicais de épocas históricas passadas, mas antes resulta na criação de novos modelos musicais inspirados neste próprio passado.
  • Havia uma clara oposição à exagerada subjetividade do romantismo e expressionismo. Elegia como valores principais para a composição um retorno à clareza, à razão e à simplicidade. O Neoclassicismo revelava-se como uma busca por uma música cuja linguagem refletisse as questões mais próximas da vida real. Da mesma forma, havia também forte influência das danças populares.



As Bachianas Brasileiras - nº 4


  • Heitor Villa – Lobos (1885 – 1959) foi o maior expoente do Modernismo no Brasil. Sua obras trazem a síntese da própria formação cultural brasileira: choro, folclore e música europeia. “As Bachianas Brasileiras” são um conjunto de nove obras em que o compositor faz uma homenagem ao compositor barroco Bach (1685-1750). Não há nenhuma citação de trecho melódico ou tema das obras de Bach, é apenas a música brasileira ao modo dele. A Bachiana nº 4 foi originalmente composta para piano, mas recebeu arranjo para orquestra do próprio maestro. Baseado no passo baiano do miudinho, o movimento IV traz o tema “Vamos Maruca”, do folclore nacional, tem um ritmo sincopado que cria uma atmosfera de animação. A estrutura da música era européia e a parte expressiva era essencialmente brasileira.












A história do soldado


  • A História do Soldado é uma ironia à Guerra e uma paródia de marchas militares, que se passa na volta de um soldado para sua casa. Este conto popular russo está diretamente relacionado com a instrumentação adotada, caracterizando as personagens principais: o violino é o instrumento musical mais importante deste conjunto tanto pela sua importância melódica e solista, quanto pelo que representa em termos dramatúrgicos – a alma do soldado; por outro lado, o diabo é caracterizado pelos. Apesar das constantes mudanças de compasso, o padrão rítmico executado pelo baixo mantém o espírito marcial. A orquestra tem como principal característica ser constituída por dois instrumentos de cada família contemplando sempre o grave e o agudo. É compota por: corneta de pistões e trombone, clarinete e fagote, violino e contrabaixo e um conjunto de percussões assemelhado ao das baterias das jazzbands. Com esta formação podemos dizer que se assemelha mais a uma formação de jazz, do que uma orquestra. São inseridas três danças populares estilizadas: o tango, a valsa e o ragtime.













A sagração da primavera


  • Composta pelo russo Igor Stravinsky e com coreografia criada por Vaslav Nijinsky, ‘Sagração da Primavera’ é uma obra revolucionária com uma intensidade gestual e sonora nunca vista antes. A sobreposição de duas tonalidades, de compassos diferentes e ritmos variados é chamada por especialistas de ‘cubismo sonoro’. A obra é repleta de referências à música folclórica russa e da Europa Oriental. Tudo tem início com a execução de compassos de fagote, seguidos pelo princípio de uma musicalidade lituana, por um andamento sem nenhuma simetria e repleto de padrões complexos, e por um timbre raro nos instrumentos. Este espetáculo narra a trajetória de uma garota marcada para ser entregue como sacrifício à divindade primaveril, dançaria até a morte com o objetivo de conquistar para seu povo uma colheita proveitosa. O teor revolucionário encontrava-se na alteração de quase todos os aspectos musicais: o ritmo, a estrutura orquestral, o timbre, a forma, os aspectos harmônicos, a maneira como se utilizavam as dissonâncias, e o valor conferido à percussão. Ainda hoje sua natureza subversiva desnorteia o público, por seu teor provocativo e incivilizado.













3ª parte: Língua Portuguesa (B1)



Modernismo


A Semana de Arte Moderna foi um movimento cultural, que ocorreu no estado de São Paulo, no ano de 1922. Contava com a presença de ilustres artistas, como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Anita Malfatti, dentre outros. O principal objetivo era realizar um movimento de renovação da cultura nacional, que tornasse o Brasil independente nas idéias, artes plásticas, música e literatura. Eles queriam romper com o passado para dar chance de surgirem novas idéias artísticas.
Em meio a conflitos sociais, no Brasil e também no Mundo, a Semana de Arte Moderna aconteceu. Ela ocorreu em meados da Primeira Guerra Mundial. O evento foi de certa forma, conturbado. Por um lado, era aceito; já por outro, muito criticado. A Semana chocou a sociedade conservadora e recebeu bastantes críticas. Mas mesmo assim, foi importantíssima para a renovação artística do Brasil.
Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros. Como influência dessas idéias Manuel Bandeira pediu para que apresentassem "Os Sapos" durante a Semana de Arte Moderna, gerando grande espanto. Da mesma forma Anita Malfatti apresentou suas obras, tendo como destaque Homem amarelo e Antropofagia
Na pintura incluía pastéis, óleos, colagens, gravuras e desenhos. Todos eles, apesar de diferentes entre si, revelavam uma forma de arte inédita no país, que tinham como características principais: a cor descompromissada com a realidade, o traço/pincelada rasgada e sem direção definida, entrosamento e valorização do primeiro e segundo planos, dramaticidade de estilos, planos de figura simplificados e uma aparente despreocupação com as noções de proporção.
Mais do que a semelhança estética entre as obras apresentadas havia uma forte unidade no discurso dos artistas, que pretendiam questionar a sociedade brasileira e o modelo de vida artificialmente europeizado que vivíamos, e que em nada combinava com o nosso clima e nosso povo.
Tendo como influência as vanguardas européias, Fauvismo, Expressionismo, Futurismo, Cubismo, Dadaísmo e Surrealismo. Dentre os movimentos vanguardistas, destaca-se o futurismo, já que foi este movimento em especial que influenciou diretamente o discurso modernista brasileiro.
Após a Semana de 22, o movimento modernista continuou a se desenvolver, com a participação de vários artistas, que lutavam por uma arte realmente brasileira e de qualidade .


Poética


Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente

protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o

cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais

Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador

Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora

de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de co-senos secretário

do amante exemplar com cem modelos de cartas

e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbados

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
- Manuel Bandeira

Análise do poema:


Percebe-se que a "Poética" tem vínculos com a estética modernista. É possível reconhecer pela estrutura poética a utilização de versos livres, de imagens que negam os valores ultrapassados das estéticas anteriores, do não uso da pontuação, entre outros. Como característica do modernismo, a sílaba deixa de ser a unidade de medida e a combinação de pausas e entoações passa a ser fator relevante.
De sua leitura, podemos interpretar o lirismo "funcionário público" como alusão à atitude parnasiana de paixão pelo léxico raro, o que exige do poeta uma familiaridade rotineira com os dicionários (incluindo os de rima), atitude comum do amor pela forma perfeita e pura. Contra esta atitude ("Abaixo os puristas!"), Manuel Bandeira propõe (e põe, no poema) "barbarismos", "sintaxes de exceção" (subversões sintáticas), metros e ritmos variados.
As referências aos “lirismo comedido e bem comportado” , “lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo” e “abaixo os puristas” manifestam uma contraposição do poeta em relação às valores estéticos formais de composição, típicos da estética parnasiana, no qual as regras controlam a criação poética.
O lirismo contido e racional como uma fórmula matemática que o autor critica também ao revelar que este lirismo “será contabilidade tabela de co-senos” e um lirismo como forma já pré-estabelecida, sem criatividade “... secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.” Esta enumeração sem vírgulas e a utilização da abreviatura têm o objetivo de ironizar , já que o poeta suprime as demais enumerações de tipos de lirismos automatizados que existem e que ele dispensa que sejam relatados.
















Bibliografia:


http://www.infoescola.com/artes/vanguardas-europeias/

http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=4-ESjF_tTt8C&oi=fnd&pg=PA6&dq=expressionismo&ots=bwStvGU76q&sig=g0ngCgPEOrUo06ovxk9Z5ZijL_8#v=onepage&q=expressionismo&f=false

https://estudogeral.sib.uc.pt/handle/10316/664

http://poetasdobrasil.arteblog.com.br/433259/Especial-Manuel-Bandeira-2-a-Poetica-e-o-Modernismo/

http://glamourliterario.blogspot.com.br/2010/07/analise-critica-poetica-de-manuel.ht


http://www.slideshare.net/licss/semana-de-arte-moderna-12518687

http://vanguardasvt.blogspot.com.br/2009/11/capa-de-di-cavalcanti-para-o-catalogo.html?m=1

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/1922_no_Brasil