Grupo 3_G
Brenda Lee - 6
João Victor -21
Julia Chevalier - 22
Maria Eduarda - 32
Thiago Lima - 42
Valentina Sofia - 44



Língua Portuguesa-B1 e História-A1
O século XX foi marcado por uma mudança na sociedade como um todo. Eventos como a Primeira Guerra Mundial, que destruiu a Europa e fez com que este continente tivesse que repensar seu modo de viver, a Revolução industrial, que tornou-se mais significativa e o advento da fotografia, balançaram o mundo. Uma das consequências desses acontecimentos, no plano da Arte, foram as Vanguardas Europeias.

As vanguardas europeias representam um grande marco na história da arte. Sua principal característica foi a busca de novas formas expressivas e o rompimento com as regras das artes. Buscava o novo, o moderno, o hodierno e o diferente. As vanguardas foram de muita importância na história da arte e inspiradoras para os outros países. Esse movimento conseguiu mudar a forma de pensar e agir da sociedade a partir de então.

O movimento modernista no Brasil iniciou-se em 1912, quando Oswald de Andrade trouxe as novidades europeias: a queda da Belle Époque e o novo discurso vanguardista. O Brasil estava em uma época repleta de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais, como o Tenentismo, dependência com os países europeus e a "política do café-com-leite".

O ápice da influência dessas vanguardas foi a Semana de Arte Moderna de 1922, que teve como idealizador Di Cavalcanti. Dentre os movimentos vanguardistas, destaca-se o futurismo. Este foi o movimento em especial que influenciou diretamente o discurso modernista brasileiro. Vários artistas e intelectuais brasileiros começaram a transpor tais movimentos para as artes brasileiras, mas de uma forma diferente. Começou, então, uma busca pela identidade brasileira.

Perguntas como "de que forma podemos construir uma identidade nacional para o país através da arte?" e " Como identificá-la com o povo que vive aqui?", fizeram nascer movimentos como o Movimento Antropofágico e Pau-Brasil. Inspirado pelo quadro “Abaporu”, de Tarsila do Amaral, Oswald escreveu um manifesto, que propunha “devorar” a cultura estrangeira e transformá-la em uma forma de arte totalmente brasileira.

O modernismo literário e artístico rompia com o tradicionalismo (parnasianismo, simbolismo e a arte acadêmica) e trazia a libertação estética, a experimentação e a independência cultural do país. Há a criação de uma forma de linguagem, que rompe com o tradicional. Na literatura, os escritores modernistas que se destacaram foram: Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida e Manuel Bandeira.

O Movimento Mordernista e a Semana de Arte Moderna trouxeram a valorização da cultura brasileira. A arte brasileira começou a ganhar espaço e a cultura do eurocentrismo foi, aos poucos, deixada de lado.


As influências e as artes em 22:
https://www.youtube.com/watch?v=Dz3NWdIjmPQ&feature=youtu.be



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https://www.youtube.com/watch?v=GlHlCXrchyA&list=HL1398028635



O poema “Trem de Ferro” de Manuel Bandeira foi escrito em 1936 e possui forte influência modernista, nele estão características do rompimento com padrões clássicos pré-determinados como a linguagem coloquial, uso do senso crítico, neologismo e a poesia pela própria poesia. Outra característica modernista é a busca da identidade, no caso, da cultura popular, sobretudo nordestina. Manuel faz citações de cantigas e do folclore de forma bem coloquial como pode-se perceber em: prendero, canaviá, oficiá, matá e mimbora.Além do entendimento estrutural é de suma importância para um melhor entendimento do poema perceber a ligação com a realidade do país naquela época, pois até mesmo o título pode ter sido influenciado pela história, já que na década de 30 o trem estava no seu auge, a diversão dos lugarejos era ver o trem passar. Manuel Bandeira busca ir ainda mais além do que de costume, as características que mais chamam atenção no poema é o seu ritmo e sua musicalidade, de forma sucinta ele separa as sílabas poéticas para imitar o barulho de um trem em movimento, marcadas por trissílabos quando veloz e quando perde velocidade por quatro ou cinco sílabas.Devido a essa análise pode-se perceber também que ao longo do poema o eu-lírico descreve as imagens que passam pela janela do trem como: passa ponte, passa poste, passa pasto, passa boi, passa boiada e passa galho. E por fim quanto a pontuação nota-se que Manuel Bandeira não usa nenhum ponto final, para ele é como se a viagem não parasse, o trem está sempre andando por isso a predominância de reticências.

PARTE 2 -
A2 ARTES CENICAS
O grupo optou analisar duas obras como apenas um teatro futurista, a primeira obra se chama "ensaio geral" do grupo A.T.A. um apresentacao atual que retrata varios tipos teatrais, entre os generos apresentados temos uma cena que interpreta uma musica em conjunto. E como o outro influente do nosso trabalho temos uma reproducao do teatro sintetico
"I colori", onde se tem a atuacao de um intrigante coral, com a juncao dessa duas obras temos a reeleitura do teatro futurista.
http://youtu.be/HzWwmjmdmNY



A1 ARTES VISUAIS

SURREALISMO



O movimento surrealista acreditava que o propósito da criatividade era libertar o inconsciente, que a humanidade havia uma preocupação natural com os fundamentos da existência. A busca de encontrar novos estados mentais não possuía censura, os artistas procuravam experiências como hipnose, drogas, sessões espiritas e até transes. Faziam jogos de “produção automática”, onde o aleatório dominava, compartilhavam os sonhos e analisavam coletivamente, além de discutirem teorias de Freud (Figura fortemente influente no movimento).

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O Artista deveria “buscar um modelo puramente interior ou deixar de existir” pois afirmavam que, na época, o surrealismo era o único estilo relevante e progressista. Miró com suas obras mais alucinantes do que “onírica” e Masson que produzia suasobras de forma “automática” faziam parte do movimento surrealista em sua primeira fase.

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Miró - Maternity Masson - Torso

A mudança de fase ocorreu na chegada do “surrealismo onírico”, onde os artistas retornavam às técnicas tradicionais de desenho e pintura para retratar visões sonhos e pesadelos e/ou questionamentos para desvendar enigmas ocultos. Os principais pintores dessa fase foram: Salvador Dalí, Yves Tanguy e René Magritte, todos influenciados pela arte da metafísica de Giorgio De Chirico, que buscava ressignificação dos espaços e objetos, explorando o vazio e o silêncio, indo além do mundo físico.

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De chirico - Heitor e Andrômeda


Buscava fortemente o onírico e inerente, atiçando fobias e enigmas ocultos, além de desejos. Fazendo desacreditar no mundo físico, sempre tentando confundir a imaginação com a realidade. O surrealismos usava o inconsciente para criticar assuntos, como citado anteriormente, da existência, vida cotidiana, morte e etc.

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Rene Magritte - The Lovers

Frida Kahlo é frequentemente considerada uma pintora surrealista latina, mas a própria nega fazer parte do movimento, afirmando que pintava a realidade pessoal, não seus sonhos. O surrealismos não tinha foco apenas nos sonhos, a busca do movimento era o inconsciente, por isso Kahlo pode ser considerada parte do movimento, por expor seus traumas, fobiase desejoscomo em suas obras abaixo na obra "o pequeno veado" que Kahlo retrata sua dor com a propia sendo uma caca que levou varias flechadas e na obra "sem esperancas" que a artista retratra a falta de esperanca sobre seu estado de saude, nas duas outras a artista se desprende do racional, indo alem do mundo fisico para se expressar. Outros artistas como Banksy e Esher também podem ser classificados nesse grupo.


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Kahlo - O pequeno veado Kahlo - Sem esperança
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Banksy - Escher - Dia e Noite





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Magritte desenvolveu um estilo repleto de enigmas pictóricos, as imagens pintadas pelo artista não são fruto de sonhos ou estados psicológicos induzidos. Pelo contrario, elas são resultado da contemplação e questionamento em relação dos fenômenos diários, que para o artista, era repleta de paradoxos. Em "Ceci n'est pas une pipe", ao pintar um cachimbo comum e afirmar que não é um cachimbo, tentava induzir o observador a fazer a pergunta "Se não é um cachimbo, o que é?". Magritte acreditava que se deveria prestar bastante atenção na realidade retratada, para desvendar enigmas ocultos no inconsciente. A Característica principal do surrealismo é o inconsciente, além dos fundamentos da existência.




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Dalí era incrivelmente enigmático, seus quadros tratavam tanto de fobias quanto de suas perversões e desejos, baseado sempre em seus próprios sonhos e pesadelos. Em "A persistência da memória", Dalí cria um mundo irracional totalmente convincente (onírico e inerente), desafiando o entendimento racional do mundo físico, tendo a presença de vários signos que originam enigmas na obra, causando questionamentos na maioria das vezes relacionado aos fundamentos da existência.


MÚSICA EXPRESSIONISTA
A música expressionista é marcada pelo despejar a carga de emoções mais intensas e profundas dos compositores, como um exagero do romantismo tardio. Devido às harmonias se tornarem cada vez mais cromáticas nesse estilo, surgiu à atonalidade. O estilo atonal é caracterizado por harmonias dissonantes; melodias frenéticas, desconjuntadas e com grandes saltos; contrastes violentos e explosivos e com instrumentos tocando arduamente nos extremos de seus registros. Também na música expressionista utilizava-se o dodecafonismo, um sistema de organização criado por Schoenberg que tinha como base o emprego sistemático da série dos doze sons da gama cromática, excluindo qualquer outra escala sonora. E por fim, o outro recurso era o serialismo, que é um método musical no qual se utiliza uma ou várias séries para a organização melódica.

Temos como os principais compositores expressionistas: Arnold Schoenberg, Alban Berg e Anton Webern. Sendo que Schoenberg foi o criador do estilo, e os outros dois, os seus discípulos que receberam maior destaque.
PIERROT LUNAIRE:

https://www.youtube.com/watch?v=KsIATAaR-X0#aid=P-Rh90yhwzY
Pierrot Lunaire é um melodrama de Arnold Schoenberg composto por 21 partes para um pequeno grupo instrumental, que era formado por: piano, violino, viola, violoncelo, flauta, flautim, clarinete e clarinete baixo e uma cantora. Sua estréia foi em 192 e os poemas eram originalmente do belga Albert Giraud, mas quando foram traduzidos por Erich Hartleben, foram também modificados com características do expressionismo alemão. Além da linguagem atonal e da instrumentação revolucionária, há uma grande novidade: O Sprechgesang, que traduzido em português seria "fala cantada". Schoenberg explica que as notas são apenas pontos de referência, então devem ser atingidas e logo abandonadas. A falta de clareza da explicação do compositor em realação ao Sprechgesang faz com que a interpretação se torne diferente em cada intérprete. Schoenberg juntou os 21 poemas escolhidos e os dividiu em três assuntos: a embriaguez de Pierrot, a crueldade sobre Pierrot e a saudade da terra natal que ele tinha. Apesar do número de instrumentos, para cada parte foram utilizadas instrumentações diferentes e somente na última parte, todos os instrumentos são utilizados. E o que é mais fascinante na obra, é que a originalidade da partitura continua sendo a mesma mesmo após um século.
WOZZECK:

https://www.youtube.com/watch?v=JEnhbfzUcFc
Wozzeck foi a primeira e a mais famosa obra de Alban Berg, teve início em 1917 e foi finalizada em 1922. É baseada na peça (incompleta) de Georg Bünchner, denominada Woyzeck e Berg dividiu o libretto em três atos com cinco cenas para cada. Os instrumentos utilizados na composição são: flautas, oboés, clarinetes, clarinete baixo, fagotes, contrafagodes, trompas, trompetes, tombones, tuba, tímpanos, bumbo, pratos, tarola, tam-tams, triângulo, xilofone, celesta, harpa, violinos, violas, violoncelos, contrabaixos. A obra é enfatizada pela atonalidade, e é tida como um dos mais famosos exemplos desse recurso. O estilo atonal ajudou a dramatização dos temas da alienação e loucura. Pela obra, podemos perceber a influência de Arnold Schoenberg, devido às técnicas que o mesmo usava. Vale ressaltar que, apesar de em maior parte da composição Berg fazer o uso de ténicas expressionistas (atonalidade e dodecafonismo), há trechos da ópera que podemos ouvir um centro tonal. E quanto aos temas, a linguagem musical de Berg é perfeito para enfrentar os temas de isolamento humano , a pobreza, a submissão à vontade de outros e do que significa ser um membro sem rosto de uma 'máquina' da sociedade.
SINFONIA, op. 21

https://www.youtube.com/watch?v=dlpYYhJFXEM

A obra de Anton Webern (iniciada em 1927 e terminada em 1928) foi composta para sua filha Christine e marca um estilo de composição mais maduro de Webern, que é caracterizado pela estrutura simétrica e textura pontilhista. Formada pelos instrumentos: clarinete, clarinete baixo, dois chifres, harpa, violinos, viola e violoncelo. Como a maioria das obras de 12 tons de Webern, o Sinfonia é baseado em uma série única dominada por semitons. O trabalho é constituído por dois movimentos curtos sendo o primeiro em duas partes -declaração e desenvolvimento- e começa com um cânone duplo em quatro partes; já o segundo movimento é um tema com sete variações e também inclui o uso de cânone.

O sinfonia é possivelmente o trabalho mais notável de Webern pelo seu uso de simetria, o que provocou acusações em alguns setores contra Webern que apontavam um certo pedantismo excessivo. Essa simetria leva várias formas, desde séries palindromes do trabalho às variações canônicas. O seu professor e mentor Arnold Schoenberg ficou impressionado e comovido com o desdobramento da obra.

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Arnold Schönberg, Pierrot lunaire (Full)Arnold Schönberg (1874-1951) Pierrot lunaire op. 21 (nach Gedichten von Albert Giraud) Plus Jazz Interludes by Maria Baptist: 1 Mondestrunken 2 Colombine 3 D...YOUTUBE.COM