Grupo 3_A

Eduardo Cavalcante n8
Guilherme de Oliveira n16
Guilherme Saraiva n17
João Pedro n21
Miguel n31
Theo Ramos n40

Parte 1

História (A1)



Por: Guilherme de Oliveira Aguiar

Na Europa haviam pessoas que pretendiam trazer "novidade" ao mundo das artes, e essas mudanças e rupturas com o passado, receberam o apelido de vanguardas, indicando que estavam a frente do seu tempo (do francês, avant-garde). Essas escolas vanguardistas de literatura, pintura, teatro e música tiveram uma forte influência no Brasil. Apesar de muito criticados pelo seu trabalho fora do padrão em diversos sentidos, as pessoas que acolheram esse movimento tiveram seu período se fama e ainda são lembrados até hoje. Nomes como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Pagu, Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral cresceram nesse período. No início o que acontecia era apenas uma cópia exata do que vinha de fora, mas após um certo tempo, foi promovido em âmbito nacional um movimento chamado de Antropofágico, baseado em um manifesto, que propunha uma "digestão" do que vinha de fora, se associando o que fosse benéfico e produzindo novas características para as artes.


Por: Miguel


Parte 2

Artes Visuais (A1)


Futurismo

O Futurismo, assim como todas as outras vanguardas, pregava uma ruptura com o passado. O surgimento dessa vanguarda veio com a publicação do Manifesto Futurista juntamente com o slogan “Liberdade para as palavras", pelo poeta italiano Felippo Marinetti,no jornal francês Le Figaro. O Futurismo dá ênfase na industrialização e mecanização, e na exaltação do movimento e da velocidade. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas em captar a velocidade descrita por ele. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. As obras futuristas rejeitavam o moralismo e apresentavam um novo tipo de beleza.
O futurismo foi um movimento presente em todas as artes, e em todas elas eram perceptíveis os ideais de valorização do desenvolvimento industrial e de provocação ao interlocutor. Marinetti escreveu também um manifesto do “prazer de ser vaiado”. A vaia mostrava que o público estava vivo e não completamente cego.

Por: Guilherme Pires Saraiva

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Luigi Russolo - Dinamismo de um automóvel

Nesta imagem de Luigi Russolo podemos perceber elementos futuristas, mais precisamente, elementos dinâmicos. Podemos identificar movimentação, pois a imagem nos dá a sensação de que um automóvel está se movendo para a esquerda, o que origina também alguma tensão, graças às linhas que indicam-nos essa mesma direção. Aliado a isso está também presente um certo ritmo, ou seja, alguma temporalidade nos elementos gráficos presentes nesta imagem. O automóvel está "deixando uma marca no espaço", o que mostra o seu movimento.

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Automóvel correndo - Giácomo Balla

Giácomo Balla tentou, em sua tela, mostrar os avanços científicos e técnicos do início do século XX, de acordo com o movimento futurista surgido em 1909, cujas propostas eram repudiar qualquer manifestação tradicional, desfragmentação e deslocamento dos objetos, através de representações totalmente desnaturalizadas, mesmo assim sem chegar à abstração.
A beleza desta tela está no dinamismo das formas que fazem uma integração perfeita de luz e efeito cromático.Não há percepção das cores, pois com o movimento rápido elas se unem fundindo-se numa única cor.

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Dinamismo de um ciclista - Umberto Boccioni

Inicialmente, a forma parece ser abstrata, mas o vulto de um homem e de uma bicicleta podem ser discernidos. Boccioni captura não apenas a velocidade, mas também o processo de uma reação física constante. O pintor introduziu em Dinamismo de um Ciclista "linhas de força" - pinceladas paralelas ou intersecionais - que ajudam a imprimir aos objetos uma sensação de movimento direcional.

Por: Theo Ramos Moutinho


Artes Cênicas (B1)


Filme: O armário do cadeado moral















Por: Guilherme de Oliveira Aguiar


Música (C1)

Expressionismo

O expressionismo é um movimento artístico que procura a expressão dos sentimentos e das emoções do autor, não tanto a representação objetiva da realidade. Este movimento revela o lado pessimista da vida, desencadeado pelas circunstâncias históricas de determinado momento. A face oculta da modernização, o isolamento, a alienação, a massificação se fizeram presentes nas grandes cidades e os artistas acharam que deveriam captar os sentimentos mais profundos do ser humano, assim, o principal motor deste movimento é a angústia existencial.

As obras a seguir são dos integrantes da segunda academia de Viena:

Quarteto de Cordas nº2, op. 10, Arnold Shoenberg. 1907/1908

Arnold Shoenberg foi o criador do dodecafonismo. O dodecafonismo, também chamado “música serial”, utiliza os doze tons da escala cromática, sem qualquer hierarquia. Foi um dos mais revolucionários e influentes compositores do séc. XX, e também foi professor de Alban Berg e Aston Webern. A Instrumentação do Quarteto de Cordas é dado por dois violinos, uma viola e um violoncelo. A forma distorcida dos instrumentos, a voz aguda cantada de forma melancólica, são uma das características do expressionismo na música e o dodecafonismo. O sistema tonal é quebrado no último movimento do quarteto n.2, nele uma voz feminina inicia seu canto (texto do poeta Stefan George) com as célebres palavras: "Ich fuhle luft von anderem planeten..." (Eu sinto o ar de um novo mundo...).



Alban Berg, Três Peças para Orquestra, Op. 6. 1914/1915A

Com o inicio da segunda guerra e Ford começando sua forma de linha de produção, Alban Berg, aluno de Schoenberg e integrante da segunda escola de Viena usam em sua musica a instrumentação:4 flautas (todas duplicação flautim ), 4 oboés, 4 clarinetes em A, 3 em Mi bemol), clarinete baixo em plano B, 3 fagotes ,contrafagote, 6 chifres em F, 4 trompetes em F, 4 trombones , contrabaixo tuba,2 conjuntos de tímpanos, percussão (4 jogadores), 2 harpas , celesta, cordas : violinos I e II, violas , violoncelos , contrabaixos. A forma dos intrumentos de sopros com notas graves a agudas misturadas aos instrumentos de corda dão à música uma melancolia e inquietação que são características do expressionismo. A musica é dividida em três partes. As três partes são:
Präludium (Prelude)
Depois de uma introdução murmurando, uma evocativa, tema amplo é afirmado por fagotes e violinos, e, em seguida, totalmente desenvolvido.
Reigen (Round Dance)
Com um pouco de valsa, esta peça demonstra um inerente ecletismo que, como em muitas das obras de Berg.Ele permitiu uma síntese entre o antigo e o novo, clássica e popular, muitas vezes repleto de grotetismo
Marsch (março)
Uma marcha de tamanho considerável e altamente imaginativa, notável por seu elemento de caos e seus extremos de orquestração. Berg disse ter declarado: "Não tinha que vir um dia em que nós poderíamos ouvir como um acorde de oito tons realmente soa-nos latões.!

Passacaglia, Op. 1 - Anton Webern. 1908

Aston Webern é o outro dos dois alunos mais famosos de Arnold Shoenberg e um dos integrantes da chamada segunda escola de Viena. Compôs a obra em um período da descoberta da teoria da relatividade e do primeiro voo de avião. A pessacaglia é sua opus 1. Sua instrumentação é dada por Piccolo, 2 flautas, 2 oboés, chifre inglês, 2 clarinetes (B ♭), clarinete baixo (B ♭), 2 fagotes, contrafagote, 4 trompas (F), 3 trompetes (B ♭), 3 trombones, tuba, tímpanos, triângulo, bumbo, pratos, tam-tam, harpa, cordas. O modo em que a musica acelera e desacelera, fica grave e depois aguda, causa um sentimento de sofrimento e angustia.

Por: João Pedro Braga


Parte 3

Língua Portuguesa (B1)

SEMANA DE ARTE MODERNA

Ruptura, inovação, modernismo. Essas palavras podem resumir o que foi a Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo, em 1922. Mas muito mais do que isso, a Semana de 1922 significou um novo jeito de fazer arte no Brasil, com efeitos sentidos em vários aspectos: na pintura, na escultura, na poesia, na literatura e na música. Além disso, o movimento marcou o início da consolidação do modernismo no Brasil e a ruptura com movimentos anteriores.

Entre os dias 11 e 18 de fevereiro de 1922, o Teatro Municipal de São Paulo recebeu um dos eventos que seria uma referência cultural do século XX. Dividida em três dias de evento, a Semana de Arte Moderna marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos. Foi apresentada a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.

Os intelectuais brasileiros sofreram forte influência das vanguardas europeias, que estavam em pleno desenvolvimento no início do século XX. Assim, o espírito do cubismo, do expressionismo, do dadaísmo, do futurismo e do fauvismo tomou conta dos artistas modernistas brasileiros.

Os principais nomes da Semana de Arte Moderna foram Anita Malfatti e Di Cavalcanti nas artes plásticas; Mario de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira na literatura e Heitor Villa-Lobos na música. Tarsila do Amaral também foi importante no movimento, porém não estava no Brasil quando a Semana de 1922 foi realizada.

A Semana de 1922 é considerada como ponto de partida da primeira fase do Modernismo brasileiro. Os artistas brasileiros buscavam uma identidade própria e a liberdade de expressão. Desse modo, criavam sem nenhuma dependência em relação aos padrões e à perfeição estética tão apreciada no século XIX. Entretanto, ocorre que nem sempre o novo é bem aceito, e isso ficou bastante evidente no caso do Modernismo, que a princípio não foi bem aceito por fugir completamente da estética europeia tradicional.

Por: Eduardo Cavalcante

Os Sapos



Por: Guilherme de Oliveira Aguiar
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[Manuel Bandeira, autor de os sapos]


No poema "Os Sapos" de Manuel Bandeira pode-se identificar um rompimento com o passado mais no quesito temático do que no estrutural. O poema fala de uma nova poética, criticando a dos que vieram antes (parnasianos e românticos) e comparando estes poetas a sapos. Nessa comparação o poeta explicita, de uma maneira irônica, o excesso de importância que os parnasianos davam à forma do poema e critica o fato de eles defenderem uma homogeneização da escrita, com apenas um jeito de se escrever poesia. Além de criticar a forma ele também critica os temas usados pelos parnasianos na produção poética, temas distantes da realidade da massa, temas burgueses e sem importância social.

Por: Miguel

Revisão e diagramação por: Miguel e Guilherme Saraiva
Edição em vídeos: Guilherme de Oliveira
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