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Ana Luisa Falcomer- nº 05
Bárbara Soares de Lara- nº 07
Ludmila Vanderley Boaventura- nº 25
Maria Luiza Porto- nº 30

Contexto Histórico



A primeira metade do século XX foi palco de alguns dos mais famosos movimentos históricos. Estes episódios que o compõe, tais como as grandes guerras, são motivadores da perspectiva pessimista assumida pela população. A partir do desejo de romper com as circunstâncias obscuras do período, nascerá a Semana de Arte Moderna e o movimento tenentista no Brasil.

A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve grande influência na mentalidade dos cidadãos europeus, principalmente, os tornando contrários aos que estavam no poder, maioria burguesa. A burguesia defendia a instituição familiar, todavia em suas fábricas havia centenas de crianças. Este é um exemplo de atitude considerada hipócrita pelos fundadores de correntes vanguardistas, como o expressionismo.

As vanguardas europeias foram de grande dimensão, chegando ao Brasil. Inspirados pelos ideais revolucionários vindos da Europa, os artistas brasileiros que já trilhavam um caminho rumo a uma perspectiva de valorização das mazelas sociais, foram pouco a pouco incorporando técnicas europeias às suas obras. Em virtude da adesão ao Modernismo foi criada a Semana de Arte Moderna no ano de 1922. Nesse mesmo ano, deu-se o movimento tenentista no Brasil.

O tenentismo ocorreu em razão da não concordância de um grupo de militares com o governo de Arthur Bernardes. Estes se sublevaram contra o presidente visando sua destituição, pois acreditavam que Bernardes era a personificação de tudo o que havia de errado no governo. Tal evento teve desdobramentos como a Coluna Prestes que tentou convencer a população de que os detentores do poder político da época eram corruptos e não propiciavam o desenvolvimento nacional.

Com base nos impactos da ideologia das vanguardas, conclui-se que ao refletir um pensamento a respeito das angústias sociais pode-se ocorrer o compartilhamento deste ao redor do mundo. Esta identificação pôde ser visualizada na história brasileira, alterada em virtude da disseminação dos princípios vanguardistas que impulsionaram alterações políticas, econômicas e sociais no país.



Artes Visuais


Cubismo
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Pablo Picasso (1881- 1973) e Georges Braque (1882-1963)

As Vanguardas Europeias se originaram na primeira metade do século XX (1900-1960). Este foi um período de rompimento com as ideias clássicas, um momento de inovação e maior liberdade nas artes, que evidenciavam as emoções vivenciadas em meio ao caos da época. Entre os novos movimentos artísticos nascidos encontra-se o Cubismo.


O Cubismo surgiu em 1907, fruto das ideias de Pablo Picasso e Georges Braque. Entre seus objetivos destaca-se a defesa da liberdade artística por meio da decomposição da realidade e sua recriação a partir de elementos geométricos sobrepostos. À princípio, o cubismo estava vinculado à pintura, mas aos poucos disseminou-se por todas as artes. Na literatura, por exemplo, caracteriza-se pela fragmentação da linguagem e geometrização das palavras, dispostas no papel de maneira aleatória a fim de conceber imagens.

A frase de Picasso: "A arte é uma mentira que nos faz perceber a verdade", enfatiza o papel artístico em revelar aspectos que geralmente passam despercebidos, reprimindo a copia ou ilustração do mundo real. Os cubistas estavam dispostos a romper com o academicismo artístico, para isso mostraram a rapidez das inovações do século XX, mostraram um mesmo objeto sob todos os ângulos possíveis em um mesmo plano, destruíram a harmonia entre cores e formas, sempre se preocupando em como representar algo, não em o quê se representa.

Imagens cubistas e suas análises quanto as características da Vanguarda escolhida.

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Obra: Les Demoiselles d'Avignon (1907), Pablo Picasso

Análise:
A obra Les Demoiselles d’Avignon marcou a ruptura da composição e perspectiva clássica na pintura. Ao posicionar cinco mulheres nuas com os rostos inspirados em máscaras africanas em um único plano e sob todos os ângulos possíveis, Picasso consegue proporcionar a fragmentação do olhar do espectador. Esta pintura é um perfeito exemplo de uma característica de Picasso: elevar a arte africana tornando-a nobre. É também, um reflexo das relações étnicas, da teoria da relatividade e do darwinismo social, teorias em foco na época em que foi elaborada.


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Obra: Vaso Azul, Pablo Picasso

Análise:
Esta obra é um belo exemplo da característica desconstrutiva da Vanguarda Cubista. Nela vê-se um objeto tão fragmentado que é quase impossível reconhecê-lo. Percebe-se também a sobreposição de seus elementos e a despreocupação do artista com a harmonia das formas. O foco é evidentemente a maneira com que o objeto é representado e não o objeto em si.

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Obra: Violino e Vaso (1910), Georges Braque

Análise: Em Violino e Vaso, os objetos foram apresentados de forma extremamente fragmentada. Não há ênfase nas cores da obra, mas sim na representação do objeto de forma não reprodutiva. Nesta pintura de Braque é difícil de distinguir o fundo da imagem e a própria imagem é de difícil percepção. A fragmentação da imagem é tamanha que quase a conduz à abstração (cubismo analítico).


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Painel feito pelo grupo a partir da vanguarda Cubista
Artes Cênicas


Com o intuito de apresentar um pouco mais das diferentes Vanguardas Europeias, optamos por fazer uma releitura surrealista do filme "Alice nos Pais das Maravilhas". Por meio de um cartaz de divulgação com elementos do filme original, como a frase "We are all mad here", é enfatizado o caráter de realidade alternativa típica do Surrealismo. Em consonância com a apresentação dos personagens segundo uma abordagem mais sombria, sugerimos uma reinterpretação deste clássico infantil.


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Músicas


O Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na França ao final do século XIX. Este movimento é considerado marco inicial da arte moderna. Desta forma, os artistas impressionistas buscavam dar apenas uma sensação de realidade, valorizando a decomposição das cores e registrando as tonalidades que os objetos adquirem ao refletir a luz solar.

Na música impressionista, os compositores possuíam o intuito de se distanciarem do consistente estilo romântico. Para isso, recorreram ao abandono da música tonal e ao emprego de recombinações dos conjuntos de notas escolhidas. Os artistas se empenhavam em descrever imagens, por isso várias obras receberam nomes relacionados a paisagens, como "Reflexos na água", de Debussy.

Um dos compositores mais importantes do estilo Impressionista é o francês Claude-Achille Debussy, considerado o pai da música moderna, uma vez que lidava com harmonias e timbres instrumentais. O músico atribuía aos sons um propósito expressivo, se importando mais com seu instinto musical ao invés de se prender às rigorosas regras da harmonia. Livrando-se da dureza e frieza que controlava a tradição musical, iniciou o período moderno nas artes musicais.

Clair de lune





Debussy,aos nove anos de idade teve o primeiro contanto com um piano, instrumento para o qual compôs Clair de lune em 1905, como parte da Suíte Bergamasca. A singeleza das notas e a leveza na construção da harmonia adquire na música um ar de melancolia e fluidez, característico do estilo impressionista. Destaca-se também um delineamento não muito marcado das linhas melódicas, sugerindo delicadeza e leveza na música.


Voiles


Composta por Debussy em 1909, a obra é caracterizada pela escala de tons inteiros, modais e pentatônicos. Há também os acordes dissonantes que se fundem em outros, formando “cadeias de acordes”. Destaca-se a textura, em que o rápido movimento da música se evidencia, além da polifonia que da forma a um contraste entre os timbres.

Arabesque #1





Arabesque foi composto por Debussy entre os anos de 1890 e 1891, sendo uma música marcada pela sua melodia, em que as linhas melódicas são em geral formadas por movimentos repetidos, oscilantes e muitas vezes com os mesmos intervalos. Sendo uma música impressionista, percebe-se também o uso de combinações inusitadas, com a aparição de sons não muito marcados, sugerindo consequentemente um tom autêntico e vago na canção .




Língua Portuguesa

Assas à cultura brasileira
A Semana de Arte Moderna foi o marco inicial das novas estéticas artísticas sugeridas por escritores brasileiros que voltavam da Europa embasados nos conceitos de arte das vanguardas europeias. Regressando do exterior, esses artistas criaram inéditos conceitos para a arte brasileira, a qual, segundo eles, devia se desvincular das amarras do passado.

O evento mais importante que antecedeu a Semana de 22 foi a exposição em dezembro de 1917 de Anita Malfatti. A jovem, após seus estudos na Alemanha e nos Estados Unidos, expôs algumas de suas obras que apresentavam influências das vanguardas do século XX, como o cubismo e o expressionismo. Entretanto, o evento recebeu forte crítica do escritor Monteiro Lobato, em um artigo intitulado “Paranoia ou Mistificação”, no qual denunciava a necessidade de uma arte “moderna”. Diante disso, os futuros organizadores da Semana, adotaram um posicionamento de ataque em relação à crítica de Lobato. A estratégia foi tornar mais visível ao público as novas ideias advindas das vanguardas.

Foi diante desse contexto que artistas como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Di Cavalcanti, Guilherme de Almeida, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Vítor Brecheret e Menotti del Picchia organizaram-se na criação de uma Semana de Arte Moderna, cujo principal objetivo era rever os valores e as normas que regiam a cultura nacional, sugerindo novos parâmetros para se criar uma arte que traduzisse a verdadeira identidade brasileira. O evento ocorreu em 1922, ano em que comemorava-se cem anos da independência do Brasil, sendo considerado uma data oportuna por esses intelectuais, já que seria um evento de exposição das novas estéticas artísticas e crítica aos padrões passados.

Com o aval de Paulo Prado, que garantiu o financiamento por parte de barões do café, e o apoio de Graça Aranha, novos estudiosos se incorporaram ao movimento modernista, como Sérgio Buarque de Holanda, Heitor Villa-Lobos e Manuel Bandeira. Assim em 29 de janeiro de 1922, O Estado de São Paulo noticiou: “Por iniciativa do festejado escritor Sr. Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, haverá em São Paulo uma Semana de Arte Moderna, em que tomarão parte os artistas que, em nosso meio, representam as mais modernas correntes artísticas.” O jornal falava também sobre a abertura do Teatro Municipal entre os dias 11 e 18, neste seriam mostrados concertos, musicais, pinturas, recitais e conferências, a fim de lançar ao público um novo projeto literário.

A histórica semana ocorreu apenas nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, onde esses artistas sacudiram a arte tradicional que até então vigorava, propondo uma arte que utilizasse como matéria-prima temas populares, como o cotidiano do homem brasileiro, com suas ricas heranças culturais. Essa geração de artistas foi além, pois buscava uma identidade brasileira negando os modelos impostos pelo passado, como movimentos parnasianos, simbolistas e realistas. Davam um grito de independência ao mesmo tempo que sugeriam uma renascença moderna e genuinamente nacional.

Diante da perspectiva de abandono aos padrões de beleza e regras eruditas, a semana teve a apresentação de obras que chocaram e causaram revoltaram no público, como a conferência de Graça Aranha que abriu os festivais, o perturbador espetáculo de Villa-Lobos (que por estar machucado subiu ao palco de casaca e chinelo) e principalmente a apresentação de obras literárias e de artes plásticas. A algazarra ocorreu precisamente na segunda noite do evento, quando Menotti del Picchia expôs o ideário do grupo com um feroz discurso no qual dizia: “Demais, ao nosso individualismo estético, repugna a jaula de uma escola. Procuramos, cada um, atuar de acordo com nosso temperamento, dentro da mais arrojada sinceridade”. A plateia respondeu com vaias e gritos, afirmando o seu estranhamento e a não compreensão das novas propostas modernistas, visto que a elite paulista ainda era bastante conservadora.

A situação piorou ainda mais com a leitura do poema “Os Sapos” de Manuel Bandeira, que ridicularizava a estética parnasiana ao mostrar uma literatura livre de regras estilísticas (tais como rima e métrica), além de uma literatura embasada em temas populares, simples e autênticos, característicos da cultura nacional. Outro aspecto que vale ressaltar na nova literatura moderna é a exaltação da livre expressão poética do autor que rompia com a gramática normativa e com os temas burgueses, dando visibilidade a expressão popular, oral e coloquial.

As propostas modernistas eram expostas em manifestos que ganharam destaque, como no caso do Manifesto pau-brasil, de Oswald de Andrade. O documento destacou-se por evidenciar uma nacionalidade brasileira embasada na mistura de cultura popular, com as características primitivistas do negro e do índio e de cultura intelectual das elites. Para Oswald, era necessário uma valorização das raízes brasileiras, seja ela do povo ou das elites, a fim de definir uma verdadeira identidade nacional.

Seguindo a ideia de busca por uma identidade nacional, em 1928 Oswald de Andrade lançou o Manifesto Antropofágico no qual utiliza uma metáfora para confirmar a revisão das influências europeias no Brasil, mediante um ritual antropofágico, do qual seriam devorarias essas heranças colonizadoras, assimilando apenas aquilo que contribuísse para a criação de uma identidade cultural. O lema de maior destaque de Oswald no manifesto era “Tupy, or not tupy, that is the question”, provocando a consciência da criação de uma identidade que não mais se baseasse nas influências europeias, valorizando a livre expressão de um artista verdadeiramente nacional.

Mário de Andrade também dá sua importante contribuição para a literatura brasileira, com a obra Macunaíma. O autor, empenhado na criação de um novo herói nacional, viajou oito meses pela Amazônia, recolhendo lendas, músicas, vocabulário, mitos e histórias folclóricas características das raízes primitivas brasileiras. A partir disso, o escritor escreveu a história de Macunaíma, o herói que refletia uma brasilidade até então inédita. Ressaltando a cultura popular, o livro utiliza uma linguagem coloquial, com gírias e regionalismos da época e marcas de tupi-guarani e africanismos. Andrade criou um herói mesclado na verdadeira herança brasileira, com traços de índios, negros e europeus, que a partir de uma miscigenação caracteriza o povo brasileiro.

Por fim, vale ressaltar que a Semana de Arte Moderna foi um marco na cultura brasileira, uma vez que abriu alas para a sugestão de uma nova era artística, conferindo independência e autonomia para intelectuais e artistas, que por anos sofreram a dura “censura” e normas da cultura europeia. Apesar da reação de surpresa do público diante das inovações trazidas pela Semana de 22, as tendências da 1ª fase do modernismo criaram espaço para o surgimento de novos grupos e para a publicação de livros, revistas e manifestos que provam que o encontro desses intelectuais na inauguração de uma nova era literária nacional de fato consolidou uma identidade brasileira que perdura até o século XXI.

Poética

Estou farto do lirismo comedido

Do lirismo bem comportado

Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente

protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o

cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais


Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção

Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis
Estou farto do lirismo namorador


Político

Raquítico

Sifilítico

De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora

de si mesmo

De resto não é lirismo

Será contabilidade tabela de cossenos secretário

do amante exemplar com cem modelos de cartas

e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.
Quero antes o lirismo dos loucos


O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare
- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.



BANDEIRA, Manuel. Libertinagem. In:Poesia completa e prosa.
Rio de Janeiro Nova Aguilar, 1985.p.207.






Análise Crítica do Poema
O poema é característico do período modernista que se afirmou no Brasil por volta de 1922, com a Semana de Arte Moderna. Tendo como princípio básico a negação a toda e qualquer influência do passado, a poesia de Bandeira sugere um lirismo carregado por uma identidade brasileira, voltada para a cultura popular com suas marcas de autenticidade e simplicidade. Assim, esse poema lança base para uma nova poética nacional.


O eu-lírico assume uma postura de revolta contra, sobretudo, o lirismo simbolista, parnasiano e romântico, que seguiam as regras e os padrões que não traduziam a verdadeira essência do povo brasileiro. Poética caminha por uma nova perspectiva estética sugerida pelos modernistas que de acordo com o eu-lírico, a arte deveria representar fidedignamente a realidade brasileira.

Em relação à estrutura do poema, nota-se uma livre criação com uso de versos brancos e livres, além da repulsão à gramática normativa e às rígidas normas literárias. O tom de protesto e aversão exposto no poema é evidente em expressões como “bem comportado”, “funcionário público”, “lirismo namorador” e “lirismo sifilítico”, fazendo uma crítica direta às estruturas mentais das velhas gerações, além das atitudes falsas, superficiais e bajulatórias assumidas pela burguesia da época.

O autor utiliza também um tom de ironia, pode este ser percebido no seguinte no verso: “Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo”, criticando o purismo linguístico exagerado. O poeta faz uso de três paroxítonas rimadas (político, raquítico e sifilítico) retomando intencionalmente o exagerado emprego de rimas na antiga métrica. No decorrer do poema, nota-se que o eu-lírico comenta o lirismo do passado, opina sobre o lirismo moderno e por fim, conceitua o verdadeiro lirismo no último verso: “Não quero mais saber do lirismo que não seja libertação”.

Portanto, é válido ressaltar que o poema adquire um papel de “manifesto modernista”, uma vez que expõe a perspectiva da valorização de uma arte pautada na manifestação das emoções sinceras do homem, livre de padrões e estereótipos impostos por qualquer que seja a classe dominante da época. Ou seja, defende-se um lirismo de libertação e de espontaneidade do verdadeiro impulso poético.

Bibliografia

PROENÇA, Graça. História da arte. São Paulo: Editora Ática, 2007.
TORRALVO, Izeti Fragata; MINCHILLO, Carlos Cortez. Linguagem e Movimento, volume 3. São Pulo: FTD, 2008.
BOSI, Afredo. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 1994.
ABAURRE, Maria Luiza; PONTARA, Marcela. Literatura Brasileira: tempo, leitores e leituras. São Paulo: Moderna, 2005.
BENEMAM, Milton; CADORE, Luís. Estudo dirigido de português: língua e literatura. São Paulo: Editora ática, 1984.
BENNET, Roy. Uma breve história da música. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1986.