Amanda Altoé 03
Kayan Guedes 21
Leonardo Marinho 22
Leticia Kratka 23
Lorena Venzi 24
Marcella Queiroga 27

1ª Parte


A1 - Historia


As vanguardas européias são os movimentos culturais que representam importante marco na história da arte e que começaram na Europa no início do século XX , os quais iniciaram um tempo de ruptura com as estéticas precedentes, como o Simbolismo. Sua principal característica foi a de buscar novas formas expressivas ou até romper com que se vinha fazendo até então nas artes. Sua grande aspiração ao novo, ao moderno, ao diferente fez dessas vanguardas uma parte grandiosa da história da arte, além de inspiradora para os outros países e determinante para mudar a forma de pensar e agir da sociedade a partir de então. A influência das vanguardas européias chega ao Brasil no início do século XX e tem seu ápice n Semana de Arte Moderna de 1922. Nesse período, a Europa estava em clima de contentamento diante dos progressos industriais, dos avanços tecnológicos, das descobertas científicas e médicas, como: eletricidade, telefone, rádio, telégrafo, vacina anti-rábica, os tipos sanguíneos, cinema, RX, submarino, produção do fósforo. Ao mesmo tempo, a disputa pelos mercados financeiros (fornecedores e compradores) ocasionou a I Guerra Mundial.O clima estava propício para o surgimento das novas concepções artísticas sobre a realidade. Surgiram inúmeras tendências na arte, principalmente manifestos advindos do contraste social: de um lado a burguesia eufórica pela emergente economia industrial e, de outro lado, a marginalização e descontentamento da classe proletária e a intensificação do desemprego (especialmente após a queda da bolsa de Nova Iorque em 1929).O Brasil, por sua vez, passou de escravocrata para mão de obra livre, da Monarquia para República. Com isso, vários artistas e intelectuais brasileiros, contentes pelas tendências vanguardistas e os novos modos de se pensar a arte, começaram o desafio de transpor tais movimentos para as artes visuais do Brasil, e o fizeram de uma forma um pouco diferente. Começava uma busca por uma nova identidade brasileira. Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral foram os artistas mais expressivos desta fase e suas formas de representar o Brasil se consagraram e atravessaram gerações.Os movimentos culturais desse período, responsáveis por uma série de manifestos, são: Futurismo, Expressionismo, Cubismo, Dadaísmo, Surrealismo, chamados de vanguardas européias.Vanguarda, no sentido literal da palavra, é o termo militar para uma seleta tropa de soldados que vai à frente de todas as demais, abrindo caminho. É por causa dessa desta tão importante função dentro do militarismo, que os movimentos que aconteceram nas primeiras décadas do século XX receberam o nome de ‘vanguardas artísticas’.

Contexto histórico:

Um dos “fatores socais” que condicionou o surgimento do período foi a Proclamação da República, quando o Brasil foi presidido por dois presidentes militares – Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, ambos responsáveis por instalar o regime republicano. Essa fase ficou conhecida por República da Espada (1889 – 1894), a qual desencadeou duas grandes revoluções: a Revolta da Armada e a Revolução Federalista. Encerrada a época desse mandato, em 1894, com a posse do então presidente paulista Prudente de Morais, inicia-se no Brasil uma nova fase: a chamada República das Oligarquias ou República Café-com-leite, composta por lideranças políticas de São Paulo e Minas Gerais. De modo evidente, todo esse poderio foi influenciado pelos grandes cafeicultores que fomentavam a economia circundante. Surgia com isso uma verdadeira disparidade no cenário social: De um lado, notadamente havia duas regiões que cresciam de modo acentuado, e do outro, uma região marcada pelo declínio da atividade açucareira – a nordestina. Esse contraste econômico serviu para acirrar o descontentamento da sociedade que o revelou por meio dos conflitos que marcaram toda a história. Entre eles ressaltamos: A Revolta de Canudos, ocorrida no Ceará e liderada por Antônio Conselheiro; a Revolta da Vacina, instituída no Rio de Janeiro em 1904, em oposição à obrigatoriedade da vacina contra a varíola e febre amarela; e a Revolta da Chibata, em 1910, a qual exigia o fim dos castigos corporais aplicados aos integrantes da Marinha.



VIDEO:

Influências das Vanguardas no Brasil

Bibliografia:
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/vanguardas-europeias-resumo-dicas-questao-comentada-598933.shtml
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/modernismo-no-brasil---o-inicio-das-vanguardas-europeias-a-semana-de-arte-moderna.htm
http://geovanioufpi.blogspot.com.br/2008/11/das-vanguardas-europias-ao-modernismo.html
http://soslportuguesa.blogspot.com.br/2012/11/o-modernismo-vanguardas-europeias.html
http://jacport.blogspot.com.br/2009/08/vanguardas-europeias-e-o-modernismo.html

2ª Parte


A1 - Artes Visuais

O surrealismo surgiu na década de 1920, durante o período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, na Europa. Este movimento mostra a importância do inconsciente na criatividade do ser humano. Suas origens podem ser buscadas no dadaísmo e no futurismo.
Os artistas do surrealismo criticavam o racionalismo de sua época, pois acreditavam ser o motivo da destruição ocorrida durante a Primeira Guerra Mundial. O surrealismo renunciou à lógica e ao realismo e derrubou convenções sociais e culturais da época.
Este movimento artístico surge todas às vezes que a imaginação se manifesta livremente, sem o freio do espírito crítico, o que vale é o impulso psíquico. Os surrealistas deixam o mundo real para penetrarem no irreal, pois a emoção mais profunda do ser tem todas as possibilidades de se expressar apenas com a aproximação do fantástico, no ponto onde a razão humana perde o controle. O objetivo é a expressão do inconsciente. Deve-se transcender o pensamento "normal" a fim de revelar níveis mais profundos de significado e de associações.
De acordo com Freud, pai da pscicanálise, o homem deve libertar sua mente da lógica imposta pelos padrões comportamentais e morais estabelecidos pela sociedade e dar vazão aos sonhos e as informações do inconsciente. 

O marco de início do surrealismo foi a publicação do Manifesto Surrealista, feito pelo poeta e psiquiatra francês André Breton, em 1924. Neste manifesto, foram declarados os principais princípios do movimento surrealista: ausência da lógica, adoção de uma realidade "maravilhosa" (superior), exaltação da liberdade de criação, entre outros. O surrealismo impunha o chamado automatismo psíquico, "estado puro, mediante o qual se propunha transmitir verbalmente o funcionamento do pensamento; ditado do pensamento, suspenso qualquer controle exercido pela razão, alheio a qualquer preocupação estética ou moral”.
Os artistas ligados ao surrealismo, além de rejeitarem os valores ditados pela burguesia, vão criar obras repletas de humor, sonhos, loucura, utopias, qualquer informação contrária a lógica e fora do controle da consciência.

Características do Surrealismo:
  • Valoriza a intervenção fantasiosa na realidade;
  • Ressalta o automatismo contra o domínio da consciência;
  • As formas da realidade são completamente abandonadas.
  • Buscava o bizarro, o irracional.
  • Técnica realista para apresentar cenas alucinatórias
  • Estimulam a imaginação.
  • Ênfase na disposição aleatória dos objetos.
Os artistas do surrealismo que de destacaram na década de 1920 foram: o escultor italiano Alberto Giacometti, o dramaturgo francês Antonin Artaud, os pintores espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró, o belga René Magritte, o alemão Max Ernst, e o cineasta espanhol Luis Buñuel e os escritores franceses Paul Éluard, Louis Aragon e Jacques Prévert.
Na segunda metade da década de 1920, artistas como o belga René Magritte e o espanhol Salvador Dalí criaram obras surrealistas caracterizadas pela distorção grotesca de objetos, a justaposição de imagens diferentes, e paisagens vazias ou catastróficas. Com imagens estranhas e fantásticas, a arte surrealista desencadeou um renascimento da imaginação.

A pintura surrealista nasceu de três correntes distintas:

Arte Visionária - na qual se destacam Paollo Ucello, pintor italiano que procurou libertar a pintura da imitação da natureza conferindo à realidade um sentido irracional. Jerônimo Bosch que, com seu sentido fantasmagórico, desenvolve um período exaustivo herdado das excentricidades medievais ao abordar os dragões, demônios, pássaros maiores que homens, ratazanas etc.

Arte Primitiva - os artistas se encantam com o mundo paradisíaco oferecido pela Oceania. As máscaras de cascos de tartaruga, as esculturas de fetos arbóreos, os tambores megalíticos da ilha da Páscoa.

Arte Psicopatológica - procura explorar o inconsciente freudiano ao aceitar o humor como máscara do desespero do homem.

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O Sono - 1937, Salvador Dalí.

O Sono, transmite uma visão para alem de realidade, tem uma combinação adequada de cor, demonstra a imaginação do sonho e a alucinação. Nesta interpretação fantástico do sono, só se vê a cabeça da figura que dorme, contra um fundo de imagens oníricas. O equilíbrio delicado da figura indica que, se uma só forquilha faltar, ela acordará. Isso mostra a fragilidade do estado de sono.

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A Persistência da Memória – 1931, Salvador Dalí, Museu de Arte Moderna, Nova York.

A obra “A Persistência da Memória” foi nomeada devido ao fato de ser dificilmente esquecida. Segundo Dalí, as formas e cores de sua composição ficam
gravadas na memória. Os relógios flácidos foram idealizados por Dalí após jantar uma porção de queijo camembert, caracterizados por possuir consistência cremosa. Eles conotam dois significados distintos: a relatividade do tempo e espaço (ambos maleáveis), e a mosca pousada em um deles, indica que “o tempo voa”. O contraste entre macio e duro, indica impotência e erotismo. Podemos ver então a influência da teoria freudiana nas obras de Dalí, como seus estudos sobre instintos, onde estes seriam canais através dos quais a energia pudesse fluir. Essa energia seria aproveitável para os instintos de vida. As formigas representam decadência, e o ato de atacar o relógio como se este fosse um produto orgânico é outro sinal da sexualidade inserida na obra, onde estas buscam saciar os instintos citados acima. Como em muitas obras, o rosto de Dalí está presente na pintura, sendo destacado no fundo preto. O azul do céu e a cor de areia das rochas contrastam com o resto da figura. As linhas não seguem padrões estéticos nem direções significativas, traço marcante no surrealismo.

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A Traição das Imagens –1929, René Magritte.
“Ceci n'est pas une pipe” (“Isto não é um cachimbo”) lê-se nesta pintura que mostra um cachimbo. René Magritte nega aquilo que vemos. O que vemos não é um cachimbo verdadeiro, mas sim a representação de um cachimbo. Por outras palavras, não estamos diante de um cachimbo (diante do objeto que reconhecemos como sendo um cachimbo), mas sim diante da pintura de um cachimbo. Apesar do cachimbo estar pintado de uma maneira realista, não há nele nada de real, já que não o podemos utilizar como um cachimbo e nem podemos segurá-lo porque esta imagem de um cachimbo não é um objeto cachimbo.
Mas encontramos também aqui um desafio àquilo que se convencionou chamar de “cachimbo”, pois a nossa imagem de cachimbo está negada. Esta pintura diz-nos que este objeto que reconhecemos como sendo, então, a representação de um cachimbo, afinal não é o que estamos pensando. A associação que fazemos entre a ideia de cachimbo e aquilo que entendemos como sendo um cachimbo está negada. Magritte como que esvaziou de sentido aquilo que entendemos como sendo a palavra “cachimbo”. Não podemos identificar esta representação com aquilo que o objeto é, gerando-se, assim, um conflito de mensagens.

Bibliografia:
http://www.suapesquisa.com/surrealismo/
http://www.historiadaarte.com.br/linha/surrealismo.html
http://taislc.blogspot.com.br/2008/11/pintura-surrealista.html
http://escola.britannica.com.br/article/574519/surrealismo
http://pt.slideshare.net/CATEUS/o-surrealismo-14996744
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/artes/0015_01.html
http://pt.shvoong.com/humanities/arts/1955638-an%C3%A1lise-persist%C3%AAncia-da-mem%C3%B3ria-salvador/#ixzz2xkUxxxm9



B1 - Artes Cênicas


O Gabinete do Dr. Caligari

C1 - Música


Neoclassicismo

O neoclassicismo na música se refere a um movimento um tanto difuso no século XX, cuja principal figura foi Stravinsky. Este, após um período identificado como primitivismo, ou "fase russa", passou a evocar a estética do século XVIII. Isso ocorreu principalmente a partir de seu balé Pulcinella (1920). Outros compositores do século XX podem ser reputados como neoclássicos - em geral os que não buscaram uma estética atonal ou o exacerbado uso de dissonâncias e ruídos (técnicas modernistas), mas que continuaram a compor segundo os parâmetros tonais dos séculos anteriores (classicismo), porém, de forma renovada. Nesse período, a música erudita revive o final do século XVIII e início do século XIX. O neoclassicismo é basicamente, uma reação às inovações do modernismo da primeira parte do século XX. Para os compositores neoclássicos, a Humanidade é essencialmente "diatônica" e "tonal". Eles lançam um olhar para o passado, para formas e concepções musicais históricas. Suas características composicionais mais notáveis são, além do retorno à tonalidade e às formas convencionais (suíte de dança, concerto grosso, a forma sonata, etc), a volta à idéia de música absoluta, o uso de texturas musicais leves e a concisão da expressão musical.
O bale neoclássico é a concepção da dança que se desenvolve ao mesmo tempo em que a música neoclássica, com os Ballets russes de Sergei Diaghilev. Sua proposta era tornar mais despojado, em termos de cenografia e narrativas, o estilo imperial russo do século XIX, embora mantendo a estética da sapatilha de ponta e a avançada técnica.

Symphony no. 1

https://www.youtube.com/watch?v=lifyuHFsfGY
Compositor: Prokofiev.
Ano: 1917; Composta com o intuito de imitar o estilo de Joseph Haydn, compositor do período clássico, uma das primeiras composições neoclássicas;
Instrumentação: Flautas, oboes, clarinets, fagotes, trompas, trompetes, timbales e cordas.

Pulcinella

https://www.youtube.com/watch?v=pVEcJnlHUMM
Compositor: Igor Stravinsky.
Ano: 1920;
Música incidental para acompanhar o balé Pulcinella;
Instrumentação: Flautas, oboés, fagotes, trompas, trompetes, trombones e cordas.

Apollon musagète

(Do francês, Apolo, líder das Musas)
https://www.youtube.com/watch?v=bd_1uwD4v-I
Compositor: Igor Stravinsky.
Ano: 1928
Música incidental para acompanhar o balé Apollon musagète;
Instrumentação: Cordas.

Características Neoclássicas que podem ser observadas nas três obras são: Retorno à tonalidade e formas convencionais (suíte de dança, concerto grosso, forma sonata), volta da ideia de música absoluta, uso de texturas leves e a exatidão da expressão musical.

Bibliografia:
http://rodrigoguergolet.files.wordpress.com/2012/07/09-neoclc3a1ssico-romc3a2ntico-e-realismo.pdf

3ª Parte


B1 - Língua Portuguesa



Semana de Arte Moderna

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A "Semana de Arte Moderna'' ocorreu em São Paulo no ano de 1922, em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais.
Com o surgimento de novas vanguardas, estéticas e mudanças de linguagens desprovidas de regras. Sendo alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época. Tal evento se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite. O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas, rejeitava essa evolução.
Na literatura, em meio a esse turbilhão de acontecimentos sociais, a Semana da Arte Moderna surgiu como marco cultural de um novo movimento literário: o Modernismo, tendo como principais características o nacionalismo, temas do cotidiano (urbanos), linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos.
Os objetivos da Semana eram de trazer, primeiramente, a homogeneidade dos movimentos artísticos, bem como o de: ter o direito à pesquisa estética, e da ruptura com o passado de natureza acadêmica, liberdade na escrita e expressão linguística, sem pudores de linguagem culta e de métricas rígidas. Tendo participações de nomes consagrados do Modernismo brasileiro como Mário de Andrade e Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Luís Aranha, Sérgio Buarque de Holanda, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Wilhelm Haerberg e Heitor Villa-Lobos.
A proposição de uma semana na verdade, foram só três noites. Programaram-se conferências, recitais, exposições, leituras. Desde sua abertura com a conferência equivocada de Graça Aranha, até a leitura de trechos vanguardistas por Mário de Andrade, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e outros, o público se manifestaria por apupos e aplausos fortes. Porém, o momento mais sensacional da Semana ocorre na segunda noite, quando Ronald de Carvalho lê um poema de Manuel Bandeira (Os sapos) o qual não comparecera ao teatro por motivos de saúde. Trata-se de uma ironia corrosiva aos parnasianos, que ainda dominavam o gosto do público, este reage através de vaias, gritos, interrompendo a sessão.
Após essa Semana, houve mudanças claras nas produções literárias: um rompimento com o academicismo literário e com a gramática normativa e a incorporação na poesia e na prosa da liberdade na expressão de ideias e nas formas (versos livres), da pontuação subjetiva ou ausência da mesma, da linguagem vulgar, do coloquialismo.

Bibliografia:

http://www.portugues.com.br/literatura/semana-arte-moderna.html

http://www.mundoeducacao.com/literatura/a-semana-arte-moderna.htm

http://www.infoescola.com/artes/semana-de-arte-moderna/



Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive


E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.



Interpretação do Poema



Análise do Poema:

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