Amanda Gil - 03
Camille Chiarello - 12
Isabela Martins - 27
Letícia Leite - 32
Marina Lobo - 37
Vitor Xoteslem - 45



VÍDEO DE ARTES CÊNICAS, LÍNGUA PORTUGUESA E HISTÓRIA





obs: A vanguarda representada é Futurista




História

As vanguardas modernistas europeias eram movimentos artísticos que buscavam a ruptura com valores tradicionais, acadêmicos.


Esse contexto de mudança foi provocado e influenciado pelos acontecimentos da época. A Europa estava num clima de contentamento com os progressos industriais, avanços tecnológicos e descobertas cientificas. Tais progressos acabaram criando uma disputa pelo mercado financeiro. Essas disputas acabam ocasionando a 1ª guerra mundial, que gerou um clima de instabilidade, progresso e transitoriedade. Essas são algumas sensações perceptíveis nas obras das vanguardas modernistas europeias.


No Brasil esse movimento caracterizou uma oportunidade de renovação intelectual e artística, e a estabilização de uma nova forma de consciência criadora. O Brasil passou de escravocrata para mão de obra livre, passou da Monarquia para Republica.

- (Vitor Xoteslem e Isabela Martins)






Música


Impressionismo

A música do período impressionista, que se deu entre os séculos XIX e XX principalmente na França, surgiu como forma de oposição ao antecedente romantismo, buscando se afastar do estilo pesado e carregado romântico. As músicas impressionistas em geral buscavam representar a natureza, uma sensação, uma cena, e descrevê-las com sons, as vezes até utilizando efeitos sonoros, sem nunca apresentar linhas melódicas nítidas. Tal inovação permitiu que as obras desse período fossem relacionadas a sonhos. Não eram utilizados apenas tons ocidentais, mas a música oriental influenciou fortemente o Impressionismo. Como as obras eram preferíveis curtas, houve muitos prelúdios.


EXEMPLOS
1- Prelúdio ao Entardecer de um Fauno
Compositor: Claude Debussy, francês nascido em 22 de agosto de1862 e morto em 25 de março de 1918
Data de Lançamento: 22 de dezembro de 1894
Instrumentação: Há três flautas, dois oboés, um corne inglês, dois clarinetes, dois fagotes, quatro cornetas de pistão, duas harpas, violinos, violoncelos, violas e contrabaixos.
Contexto: A obra foi baseada no poema “L’Après-midi d’um faune”, de Stéphane Mallarmé, que conta a história de um fauno em um bosque que tenta perseguir belas ninfas, e, cansado por não obter êxito, ele dorme e sonha.
https://www.youtube.com/watch?v=9_7loz-HWUM
Podemos observar na obra:
  • Utilização de timbres e tons não-europeus
  • Linhas melódicas inconclusivas
  • Representação da natureza e mitologia
2- O Mar
Compositor: Claude Debussy
Data de Lançamento: 15 de outubro de 1905
Instrumentação: Duas flautas, um flautim, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes, quatro trompas, três trombetas, três fagotes, duas cornetas de pistão, três trombones, uma tumba, instrumentos de percussão, duas harpas, violinos, violas, violoncelos e contrabaixos.
Contexto: Considerada a obra prima do autor, a música não representa o mar em si, mas sim lembranças e sentimentos que dele evocam.


https://www.youtube.com/watch?v=FOCucJw7iT8


Podemos observar na obra:
  • Linhas melódicas vagantes, sem nitidez
  • Melodia com inspirações orientais
  • Representação e exaltação à natureza


3- Bolero
Compositor: Maurice Ravel, francês nascido em 7 de março de 1875 e morto em 28 de dezembro de 1937
Data de Lançamento: 22 de novembro de 1928
Instrumentação: Duas flautas, um flautim, dois oboés, um corne-inglês, dois clarinetes e um saxofone tenor, um saxofone soprano, um saxofone sopranino, fagotes, violinos, violas, violoncelos e contrabaixos, três trompetes, bumbos, pratos, tam-tans, caixas, tímpanos.
Contexto: A obra foi encomendada pela bailarina Ida Rubisntein. O balé conta a seguinte história: Dentro de uma taverna na Espanha, pessoas dançam sob o lustre de latão pendurado no teto. Incentivada pelo público, a dançarina pula sobre uma mesa longa e seus passos se tornam cada vez mais animados.


https://www.youtube.com/watch?v=7aXwTPQQ1_U
Podemos observar na obra:
  • A presença de timbres orientais
  • A harmonia diatonal
  • Linhas melódicas repetitivas
  • Ritmo andante, crescente
  • Alternância harmônica


Bibliografia:
http://euterpe.blog.br/analise-de-obra/os-instrumentos-do-bolero-de-ravel
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maurice_Ravel
http://pt.slideshare.net/Ellen_Assad/impressionismo-183330
http://pt.slideshare.net/Emmyfalco/histria-da-msica-27425594
http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/impressionismo.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%A9lude_%C3%A0_l'apr%C3%A8s-midi_d'un_Faune
http://pt.wikipedia.org/wiki/La_mer
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolero_(Ravel)

(Letícia Leite nº 32)
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Artes Visuais

Dadaísmo
Essa vanguarda surgiu em 1916 com o objetivo de protestar contra a guerra e tentar, por meio do escândalo, provocar o bom senso e a moral das pessoas para que essas refletissem a respeito da loucura que o conceito guerra é. O próprio nome (dada= cavalo de pau) não estabelece sentido algum ao que aquele grupo poderia representar.
O objetivo era esse: fazer obras absurdas, que não estabeleciam nenhuma ordem ou razão e que na época não eram consideradas arte. Com isso conseguiriam causar o estranhamento das pessoas para que depois essas entendessem que a importância desse movimento não era a obra em si, e sim a ideia por trás dela.
monalisa.jpg
Duchamp, LHOOQ
Nesta obra observamos claramente a ruptura que o dadaísmo queria propor as ideias racionais estabelecidas durante toda a história da arte. A provocação que Duchamp faz nos leva a refletir sobre o contexto histórico da época e também nos dá um novo olhar sobre as coisas do cotidiano.
109.jpg
Duchamp, Roda de Bicicleta

Na obra acima podemos perceber a técnica Ready Made utilizada por Duchamp, que consistia em pegar objetos aleatórios do nosso cotidiano e transformá-los em arte. Irônico, o artista atingia a burguesia com o seu diferente conceito sobre o que era a arte e nos trazia novas ideias sobre a liberdade que um artista podia ter sobre as obras que fazia.
2009-12-12-raoul-hausmann-abcd1.jpg
Raoul Hausmann, ABCD, Self Portrait, 1921
Na obra de Raoul vemos a ruptura social que sua obra faz, criticando o racionalismo, pois esse acaba nos levando a uma desumanização que pode ser representada pela guerra.

Bibliografia:

http://lounge.obviousmag.org/dadaista/2012/05/dadaismo-arte-e-desordem.html






Português


Em pleno cenário de busca pela liberdade de expressão e por uma identidade própria, diversos artistas brasileiros decidiram criar na cidade de São Paulo, em 1922, a Semana de Arte Moderna. Na semana do dia 11 ao dia 18 de fevereiro, expressaram suas ideias inovadoras que deixaram de lado toda a perfeição estética que era apreciada no século XIX, o que não satisfez o publico já acostumado com tal perfeição, e logo na abertura, durante a recitação de Manuel Bandeira, com seu poema “Os Sapos”, coros de vaias e gritos desaprovaram tal modernização.
A Semana de Arte Moderna foi adquirindo importância ao longo do tempo. Foi divulgada pela Revista Antropofágica e pela Revista Klaxon, e expandiu-se através de outros movimentos, como o Movimento Pau-Brasil, Grupo da Anta, Verde-Amarelismo e o Movimento Antropofágico.
A tentativa de mudança era um reaproveitamento de ideias geradas no cenário europeu durante um período de muitas perdas e medo, devido à Primeira Guerra Mundial. Tais ideias eram as chamadas vanguardas europeias; movimentos artísticos que buscavam a quebra de antigos valores e padrões de beleza com o intuito de aproximar as obras aos seres humanos. A psicanálise e o cientificismo foram de grande importância para tal movimento. Algumas das vanguardas europeias que influenciaram a semana moderna no Brasil foram: fauvismo, futurismo, surrealismo, cubismo e expressionismo.

Épura (Ronald de Carvalho)
“Geometrias, imaginações destes caminhos
da minha terra!
Curvas de trilhas,
triângulos de asas,
bolas de cor...

Círculos de sombras agachadas entre as árvores,
cilindros de troncos embebidos na luz.

Geometrias, imaginações destes caminhos
da minha terra!

Melancolicamente, nesta alegria geométrica,
pingando bilhas polidas,
o leque das bananeiras abana o ar da manhã”

Neste poema modernista podemos observar influências das citadas vanguardas, tais como o cubismo, evidenciado tanto na forma no poema quando no uso de palavras que fazem referência clara à geometria. E o expressionismo, presente no sentimentalismo do autor ao retratar sua terra natal.

Amanda Meira Gil - 03
Camille Chiarello - 12