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Jose Grossi (22)
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HISTORIA


CONTEXTO BRASIL
A República Velha foi o período da história do Brasil que se extendeu da
proclamação da República, em 15 de novembro de 1889, até a Revolução de 1930.
Nesse período houve a República Oligárquica, que foi marcada pela grande
influência política exercida sobre o governo brasileiro pelas oligarquias paulista e mineira, conhecida por “política do café com leite”. Foi nesse período ainda que se desenvolveu mais fortemente o coronelismo, garantindo poder político regional às diversas elites locais do país.
O período marca também a ascensão e queda do poder econômico dos
fazendeiros paulistas, baseado na produção do café para a exportação. Além disso, os capitais acumulados com a exportação do produto garantiram o início da industrialização do país, ao menos na região Sudeste, pois lá era onde o capital ficava acumulado.
Essa industrialização proporcionou mudanças na estrutura social brasileira, com a formação de uma classe operária e o crescimento do espaço urbano. As mudanças políticas e sociais, também conhecidas pelo termo modernização, resultaram ainda emagu dos conflitos sociais, tanto no campo, como no caso da Guerra de Canudos, quanto nas cidades, como a Revolta da Vacina e as greves operárias na década de 1910. A crise das oligarquias rurais e a crise econômica mundial (período da Grande Guerra), atingiu profundamente a produção cafeeira.
Em 1930, Júlio Prestes ganhou as eleições, com isso, Getúlio Vargas afirma que nas eleições houveram fraudes, através da Revolução de 1930, aplicam um golpe e colocam o fim na República Velha e o início da Era Vargas.

PORTUGUES

SEMANA DE ARTE MODERNA

O comeco do seculo XX representa para a Europa uma epoca de mudancas culturais. O expressionismo, cubismo, fauvismo, surrealismo, futurismo e dadaismo são uma serie de vanguardas que tomam completamente o patamar artistico europeu, quebrando com os padroes classicos e academicos.
Em 1913, as vanguardas chegam timidamente ao Brasil por meio de uma exposicao de Lasar Segall, porem suas obras são incompreendidas pelo publico e a corrente artistica não vinga. Quase 10 anos depois, na semana do 11 ao 18 de fevereiro de 1922, os escritores Oswald e Mario de Andrade, com o intuito de causar polemica e trazer as vanguardas ao Brasil, organizam a semana de arte moderna. Tendo o teatro municipal de São Paulo como palco, artistas como Di cavalcanti, Anitta Malfatti e Victor Brecheret expoem as suas obras, enquanto Oswald e Mario são vaiados ao declamar os seus poemas.
A semana de arte atingiu o seu objetivo: chamou a atencao dos criticos, causou polemica e rompeu totalmente com o conceito pre-estabelecido de arte. Foi este o inicio do modernismo no Brasil, que trouxe consigo liberdade. Na poesia por exemplo, ja não havia necessidade de seguir regras de metrica, os versos eram livres. A linguagem coloquial tambem era aceita, pois identificava o nosso povo. O tema das obras literarias comecou a ser o brasileiro: negros, mulatos, sertanejos, caipiras, cablocos...

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Análise -“Trem de Ferro” de Manuel Bandeira
Café com pão
Café com pão
Café com pão

Virge Maria que foi isso maquinista?

Agora sim
Café com pão
Agora sim
Voa, fumaça
Corre, cerca
Ai seu foguista
Bota fogo
Na fornalha
Que eu preciso
Muita força
Muita força
Muita força
(trem de ferro, trem de ferro)

Oô...
Foge, bicho
Foge, povo
Passa ponte
Passa poste
Passa pasto
Passa boi
Passa boiada
Passa galho
Da ingazeira
Debruçada
No riacho
Que vontade
De cantar!
Oô...
(café com pão é muito bom)

Quando me prendero
No canaviá
Cada pé de cana
Era um oficiá
Oô...
Menina bonita
Do vestido verde
Me dá tua boca
Pra matar minha sede
Oô...
Vou mimbora vou mimbora
Não gosto daqui
Nasci no sertão
Sou de Ouricuri
Oô...

Vou depressa

Vou correndo

Vou na toda

Que só levo

Pouca gente

Pouca gente

Pouca gente...

(trem de ferro, trem de ferro)


O poema “Trem de Ferro” de Manuel Bandeira escrito durante a década de 30 é modernista por inteiro. Inicialmente, podemos destacar a temática, o trem de ferro em si, que representava o meio de transporte mais utilizado para deslocamento de pessoas e mercadorias. Foi uma característica tão marcante no Brasil que foi utilizada como objeto de inspiração em todos os ramos da arte, como no quadro “Estrada de Ferro Central do Brasil” de Tarsila do Amaral e na música “O trenzinho caipira” de Villa Lobos. Além disso, foi essencial no processo de modernização do país, representando a reinserção econômica brasileira. Isso monta um cenário atual para época, em que o público se identificava fortemente com a realidade retratada por ser algo visto todos os dias, algo presente na vida das pessoas. Segundo Queiroz,
"(...) Bandeira aborda uma temática muito comum na vida do nordestino brasileiro. O trem é mais do que máquina e símbolo de modernidade na esfera social, sendo o espaço onde brota esperança de uma vida melhor, presenciando um misto de dor e alegria. Dor por deixar a terra natal, dor por saber que tudo não passou de um sonho, uma ilusão. Alegria por pensar que o futuro será diferente; alegria por sair da terra em decadência, por conhecer uma nova paisagem. Assim, o trem assume uma importância muito maior que um simples meio de locomoção."

A metrificação do texto, juntamente com a alternância de sílabas fortes e fracas, velozes e lentas, cria uma musicalidade imitando o som do trem. Estão presentes no texto, também, as figuras de linguagem aliteração (repetição de sons consonantais) e assonância (repetição de sons de vogais), que contribuem fortemente para o aspecto rítmico lúdico da obra. Além das repetições de palavras, a linguagem do texto é extremamente simples e coloquial, abandonando o português erudito, como em “prendero” (prenderam), “canaviá” (canavial), “oficiá” (oficial), “matá” (matar) e “mimbora” (embora). Percebemos na estrutura do poema versos livres e menos rimados, rompendo com a estética poética antes determinada.

O poema se divide em três etapas, que representam também o tempo do trem. Primeiramente, o começo da viagem, “café com pão”, demonstrando o começo do deslocamento do trem nos trilhos. O meio da viagem, o segundo tempo, é marcado pela repetição de “muita força”, representando um caminho mais elevado no trilho, necessitando de mais fogo na fornalha para se locomover. O movimento acelerado da máquina também fica explícito nos trechos “passa ponte”, “passa poste” e “passa pasto”. No final do poema, já temos uma diminuição de ritmo com “pouca gente”, representando a última parada do trem em que já havia diminuído consideravelmente o número de pessoas nos vagões.

Manuel Bandeira faz menção a cantigas antigas no decorrer do texto, mostrando claramente a busca por uma individualidade brasileira em sua obra, de novo querendo se aproximar cada vez mais dos trabalhadores. Também retrata a realidade desses operários ao se referir a jornada de trabalho árdua, como em “quando me prendero no canaviá”. Esse verso denuncia a falsa liberdade da época: mesmo tendo passado por regulamentações de trabalho pós-escravidão, o trabalhador brasileiro ainda era explorado e tratado como prisioneiro, tendo remuneração suficiente somente para um “café com pão”, razão pelo qual esse termo é citado repetidamente.
O poema “Trem de Ferro”, por trás de sua aparência e forma simplista, carrega uma grande bagagem histórica e cultural, dando aos leitores uma perspectiva atual sobre o contexto da década de 30 e a situação dos trabalhadores da mesma época. Colocando o trem como eu-lírico, Manuel Bandeira encanta com a jovialidade e ritmo do poema em uma obra essencialmente modernista. De acordo com Queiroz,
O fator lúdico está em todos os processos culturais, como criador de muitas das formas fundamentais da vida social.Isso explica a imagem surreal encontrada no poema, conduzindo-nos a uma viagem e mostrando-nos a dificuldade e a esperança do eu lírico, percorrendo um cenário de problemas sociais, conhecido do poeta nordestino.”
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
QUEIROZ, E.P.R. - “Ritmo e sentido no "Trem de ferro", de Manuel Bandeira” (http://www.mafua.ufsc.br/ellenpatricia.html) – acessado em 15 de abril de 2014.





ARTES VISUAIS

O surrealismo é um movimento artistico nascido na França durante os anos 20. Teve como grande influencia os postulados de Sigmund Freud, um médico neurologista austríaco, que desenvolveu um método de compreensão do ser humano a partir do estudo de seu inconsciente.
Assim como Freud, os surrealistas não acreditam em padrões comportamentais, além de ir contra a estrutura social burguesa. Criam obras sem lógica aparente, caminhando em direção a um mundo de fantasia, onde o inconsciente do ser humano prevalece.
Salvador Dalí, Joan Miró, Alberto Giacometti, Antonin Artaud e Max Ernst são grandes nomes desta vanguarda.

O surrealismo nas Artes Plasticas


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DALI, Salvador | A Persistência da Memória [La Persistencia de La Memoria] | 1931 | Óleo sobre tela | 24 x 33 cm | Museum of Modern Art, New York
Salvador Dalí usa a imagem de relógios como expressão de exatidão e objetividade. Uni a esse objeto formas orgânicas expressando o prazer, trazendo como analise a teoria geral da relatividade, em visão de que o tempo se curva sob a gravidade. Ao fundo, observamos o penhasco e o mar no horizonte em copia real de onde Dalí vivia. Sob o relógio à esquerda da obra encontra-se a representação de formigas que para o artista representa a putrefação.


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O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró (1893-1983)
Obra composta por elementos característicos do estilo de Miró como as cores e distribuição dos elementos. Ele usa na composição elementos que representam a vida cotidiana como uma janela e uma mesa. Em destaque, existem elementos que representam insetos que dançam, brincam e tocam musica. Arlequim é representado com rosto arredondado, bigode longo e bizarro. Além de existir um retrato em Arlequim da personalidade de tristeza e nervosismo.

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“O anjo do início” – Max Ernst, 1937.

No contexto geral Ernst visa o estranhamento usando de um monstro. Revelando a grandeza da destruição, elemento relacionado contexto de Primeira Guerra Mundial em que vivia o artista.

ARTES CENICAS


Como é possível notar no cartaz, a imagem apresenta uma iluminação onde tem contraste do claro e escuro, uma característica expressionista, assim como o cenário que não foi aleatório, ele foi escolhido para dar ideia de exagero, grotesco, o corpo do ator constrói o cenário. E no personagem apresentado, é notável o exagero na maquiagem e na expressão facial intensa, o ator expressionista representa fisicamente. O corpo humano, forma e volume, adapta-se ao estado de alma. Não se trata mais de encarar este ou aquele personagem, de revelar situações, mas de traduzir estados de alma. "O ritmo de um grande gesto tem um caráter muito mais carregado de sentido e emoção que o comportamento natural".
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MUSICA

Neoclassicismo foi um movimento de vanguarda e cultural
nascido na Europa, no qual pode-se notar suas influencias ate o
final do século XIX. Baseando-se em um discrepante e renovado
interesse pela cultura da Antiguidade Clássica (essa sendo a
origem do nome Neoclassicismo), e pelos ideais Iluministas,
no qual perpetuavam a Europa. Exaltando princípios como a
moderação, equilíbrio e idealismo. Na musica entretanto, esse
interesse pela Antiguidade Clássica é posto a lado, a verdadeira
influencia seria no caso, o período Clássico da musica com
compositores como: Franz Joseph Haydn e Wolfgang Amadeus
Mozart

Sinfonia N 1 em D Maior – Prokofiev:
Composta por Serguei Prokofiev em 1916, essa se consiste em
sua unica Sinfonia Classica, feita para orquestra. Nessa epoca
Prokofiev trabalhava com Igor Stravinksi e no ano seguinte sua
obra teve sua estreia cancelada devido a Revoluçao Russa
(1917).

Igor Stravinski – Orpheus
Orpheus, composta em 1947, exemplifica não somente o retorno
de Stravinski ao classicismo musical mas também a abordagem
de temas ligados à Antiguidade clássica, com a exploração
da mitologia grega. O compositor abandona as grandes orquestras
exigidas pelos balés, voltando-se para os instrumentos de sopro, o
piano, o coral e s obras de câmara.

Heitor Villa Lobos – Uirapuru
Uirapuru, composta em 1917. Villa Lobos, que antes possuia forte
influencia de Wagner e do Impressionismo, começou a repudiar os
moldes europeus e a descobrir uma linguagem propria. Uirapuru
misturou elementos do folklore brasileiro com a musica classica.
Feito para sinfonia.