Alunas: Gabriella Fonseca (12)Isabel Carvalho (18)Marcela Lemgruber (31)


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Parte 1: História


O século XX foi o período que se notabilizou pelos inúmeros avanços tecnológicos, conquistas da civilização e reviravoltas em relação ao poder. No entanto, esses anos podem ser descritos como a "época dos grandes massacres", já que nunca se matou tanto como nos conflitos ocorridos no período. Houve nessa época uma nova fase política com a implantação de sistemas democráticos em muitos países do globo. Mas, apesar da introdução deste inovador sistema político, este século viu nascer e crescer o imperialismo, regimes fascistas e a corrida ao armamento.
No início do século XX, a Europa vivia num clima de paz, que proporcionava um ambiente confiante e racionalista, porém, esta imagem mudou radicalmente com o ressurgimento de crises econômicas e depressões. Apesar do triunfo da democracia e da revolução intelectual e artística operada neste século, no período compreendido entre as duas guerras mundiais desenvolveram-se formas autoritárias de poder, como por exemplo o nazismo da Alemanha. A Europa entrou então num clima de pessimismo generalizado.
O desenvolvimento acelerado das cidades quebrou o equilíbrio mantido entre os meios urbanos e os meios rurais e alterou inclusivamente as formas de sociabilidade dentro das cidades. As classes médias ganhavam poder numa sociedade massificada, onde as mulheres lutavam por direitos cívicos.
Esses eventos, assim como as conquistas técnicas e o desenvolvimento industrial, trouxeram o surgimento de novas concepções de realidade, e o modernismo surgiu para demonstrar essa nova visão de ruptura com o passado.O desenvolvimento da literatura brasileira no século XX é muito importante para os estudos literários. Ocorreram muitas mudanças na arte, no chamado modernismo brasileiro. O futurismo, o expressionismo, o dadaísmo, o cubismo e o surrealismo foram vanguardas revolucionárias que inovaram a literatura não somente na Europa, mas contribuíram para uma inovação na obra de arte brasileira. Um dos principais eventos da história da arte no Brasil, a Semana de 22 foi o ponto alto da insatisfação com a cultura vigente, submetida a modelos importados, e a reafirmação de busca de uma arte verdadeiramente brasileira, marcando a emergência do Modernismo Brasileiro. A partir do começo do século XX era perceptível uma inquietação por parte de artistas e intelectuais em relação ao academicismo que imperava no cenário artístico.Depois da Semana de Arte Moderna de 22, surgiram vários manifestos, assim como surgiram os manifestos das vanguardas do século XX. O Manifesto Pau-Brasil teve muita repercussão, pois foi divulgado no Correio da manhã em 1924, jornal em que várias pessoas tiveram acesso e puderam formar opinião sobre essa nova estética para a poesia. Outro Manifesto importante foi o Antropófago, publicado por Oswald de Andrade no primeiro número da Revista de Antropofagia.A empreitada modernista no Brasil foi ambiciosa em seus objetivos e incansável em sua busca por respostas, mas mais importante que todas as suas criações foi a percepção que os artistas modernos tiveram sobre a importância e a influência do conteúdo que estavam produzindo, mostrando que a partir da arte é possível atingir a sociedade como um todo, formar e unificar um país e construir uma identidade nacional.

Parte 2: Artes Visuais
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Fundado em Zurique durante a 1ª Guerra Mundial, a palavra “dadaísmo” embora signifique cavalo de brinquedo, sua utilização marca o “non-sense” ou falta de sentido. Para reforçar essa ideia foi criado o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente, abrindo-se uma página de dicionário e inserindo-se um estilete sobre a mesma. Isso foi feito para simbolizar o caráter anti-racional do movimento, claramente contrário à Primeira Guerra Mundial. Buscavam a destruição da arte acadêmica e tinham grande admiração pela arte abstrata. O objetivo máximo era o escândalo, buscavam também o absurdo, tendências anti-racionais e irônicas. Queriam chocar e libertar a imaginação.

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Ao chegar a N.Y., Duchamp levava um balão de vidro a que chamou de “50 cm de Ar de Paris”. O ar de Paris só tem significado fora de Paris. Duchamp fez um presente para Walter Arensberg que consistia numa ampola de vidro, antigamente preenchida por um remédio líquido, mas que foi reparada por um farmacêutico de paris, e o seu conteúdo passou a ser ar de Paris. Alguns dos primeiros ready-mades em 1916 foram exibidos pendurados no bengaleiro da galeria de arte, criando-se assim uma associação destes à ideia de roupas e corpos, assim como à noiva suspensa.











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Duchamp não se importava com a beleza de suas obras, ele ia em busca da reação do público. A partir do momento em que Duchamp retira o objeto do cotidiano e o coloca em sua exposição, este deixa de ser aquele objeto de antes e passa a ter outro significado. “a Fonte” é um urinol invertido (de cabeça para baixo) de porcelana, a inversão física do objeto corresponde a inversão de seu sentido.














Duchamp ready made retificado
Duchamp ready made retificado








O famoso quadro de Lenardo da Vinci, Monalisa, sempre foi cercado por muitas teorias, lendas, mitos e histórias, de que La Giocaonda na verdade era homem, que ela está mais angustiada que sorridente. Mas foi em 1919, ano que se lembrava os quatrocentos anos da morte de Leonardo da Vinci que Duchamp comprou uma reprodução barata da Monalisa e acrescentou no rosto da esposa de Francesco del Giocondo, um bigode e um cavanhaque e abaixo da imagem como legenda escreveu: L.H.O.O.Q. que pode parecer a abreviação de algo, mas que quando lido em Francês tem a sonoridade elle a chaud au cul, em português ela tem o cu quente. Duchamp estava sempre muito interessado em trocadilhos e jogos de palavras.












Cênicas

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Música
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Uma das formas do Modernismo corre sob o nome de Neoclassicismo. É um movimento musical um tanto difuso. Refere-se ao fato de que os adeptos desse grupo usavam gêneros, formas e muitas vezes materiais pré-clássicos, isto é, anteriores ao classicismo vienense. Busca da clareza e da proporção, inspirado pela música do período clássico e barroco, ênfase na música absoluta, utilização de ritmos populares estilizados e harmonia tonal são algumas das características das músicas neoclássicas. O "Neoclassicismo" começou com a segunda fase de Stravinsky, com obras como Pulcinella, o Octeto para instrumentos de sopro, Rei Édipo, Apollon Musagete e, enfim, a ópera The Rake’s progress. Stravinsky teve, nessa fase, a colaboração do escritor francês Jean Cocteau, que em seu trabalho Le cocq et l’Arlequin apresentou a teoria dos neoclassicistas franceses.

Pulcinella


















  • O compositor russo Stravinsky escreveu o ballet Pulcinella, logo após o fim da 1ª Guerra Mundial, em 1920. A música é considerada como uma das primeiras grandes obras-primas do estilo neoclássico, tendo o tema sido proposto por Diaghilev, cujo enredo se enraíza na commedia dell' arte. Nessa obra é utilizada uma orquestra completa, com principalmente instrumentos de corda (violoncelo e violino) e instrumentos de sopro (flauta e trompa). Os movimentos neste novo estilo eram muitas vezes curtos, adequados à natureza episódica de requisitos de balé.

Apollon musagète


















  • Apollon Musagète é um bailado em duas cenas de Igor Stravinsky, encomendado por Elizabeth Sprague Coolidge e composto entre 1927 e 1928. A peça foi escrita para um pequeno grupo (34 instrumentistas) de cordas - apesar de, posteriormente, o grupo ter crescido. O estilo musical é denominado neoclássico, mas, enquanto o balé Pulcinella utiliza uma orquestra completa e faz uso de diversos efeitos orquestrais do timbre e da textura, Apollo é muito mais homogêneo nesse sentido e alcança os seus acenos para a música clássica e barroca de maneiras diferentes.

Octeto para instrumentos de sopro


















  • Stravinsky escreveu o Octeto em 1922. Sua instrumentação é incomum, com uma flauta, um clarinete, 2 fagotes, trompetes, trombones, e sobre isso, Stravinsky disse: "O Octeto começou com um sonho, em que eu me vi em uma pequena sala rodeada por um pequeno grupo de instrumentistas tocando alguma música atraente... Acordei deste pequeno show em um estado de grande alegria e expectativa e na manhã seguinte comecei a compor.” Com o uso de formas mais antigas, como sonata, o tema e variações, marcou o início de sua fase neoclássica, o que era para durar a maior parte das próximas três décadas. Vindo após obras intensamente rítmicas e primitivistas, como A Sagração da Primavera, o Octeto soa como uma paródia de formas clássicas. O primeiro movimento abre com uma introdução adágio típico da forma sonata clássica, mas totalmente diferentes em suas concepções melódicas, harmônicas e rítmicas. A sonata começa mesmo, com uma clara afirmação temática de allegro. Ele se desdobra na forma típica sonata: exposição, desenvolvimento, recapitulação.

Parte 3: Língua Portuguesa

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O poema "Pronominais" de Oswald de Andrade mostra o quanto a Língua Portuguesa pode sofrer alterações de acordo com a situação. Ele fala sobre a forma culta/ gramatizada ("Dê-me um cigarro") e da coloquial, que é a mais usada no dia a dia (“Me dá um cigarro”.). Com isso, fica explícito no poema, que além da diversidade de usos da Língua, não existe uma única maneira correta para se expressar.
Ao dizer que "o bom negro e o bom branco", ou seja, todos, "Da nação brasileira / Dizem todos os dias / Deixa isso camarada / Me dá um cigarro" ele ainda defende a linguagem popular, ao invés da padrão e culta.
Uma ideia bem presente no texto é de que a Língua Portuguesa, assim como a maioria das línguas, não é estática e inalterável. Não é só o que diz na gramática que está certo. Ao entrar em contato com diferentes
interlocutores, de diferentes idades, sexo, regiões, a forma de se comunicar muda.

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Falas do 3º quadrinho:Aluno 1: Eu vô matá essas pessoa tudo se naum pará di fazê barulhu!!!Aluna 2: Tá errado!!Falas do 4º quadrinho:Aluna 2: O certo seria: "Eu vou matar todas essas pessoas se não pararem de fazer barulho!"
Falas do 5º quadinho:Professora: Na verdade está certo! Não é só o que está na gramática que está correto. A Língua Portuguesa pode sofrer alterações de acordo com a situação. E pessoas de diferentes regiões apresentam maneiras distintas de se comunicar.



Fontes Bibliográficas:

http://files.portalhbma.webnode.com.br/200000003-208ca21868/C%C3%B3pia%20de%20imagemmm.jpg
http://www.sempretops.com/estudo/semana-da-arte-moderna/
http://3.bp.blogspot.com/-Bev6lvn7RYw/TnKHZVmxKHI/AAAAAAAAAC8/-MEHkREAS6g/s1600/Semana_02.jpg
http://pt.slideshare.net/CEF16/primeira-metade-do-sculo-xx
http://www.infopedia.pt/$seculo-xx-um-seculo-de-artes-letras-ideias-e
http://pt.slideshare.net/will1unb/dadasmo-17916550
http://ipiunb2012.blogspot.com.br/2012/04/50-cc-of-paris-air-1919-133-cm.html
http://aimagemcomunica.blogspot.com.br/2011/11/marcel-duchamp.html
http://egonturci.wordpress.com/2012/09/10/a-fonte/
http://artedescrita.blogspot.com.br/2012/02/fonte-de-marcel-duchamp.html
http://multiplosdearte.com/2013/03/04/duchamp-ready-made-retificado-l-h-o-o-q-1919/
http://albertoviana.net/classicos/historia/mod07.htm
http://musicacomhistoria.blogspot.com.br/2009/01/stravinsky-1918-1939.html
http://sonsdoeden.wordpress.com/2012/10/03/igor-stravinsky-octeto-para-instrumentos-de-sopro-eric-hahn-2009/
http://udini.proquest.com/view/the-evolution-of-style-in-the-pqid:2352213571/
http://mindpoke.blogspot.com.br/2010/01/stravinsky-apollo-musagete.html